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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

26.01.18

«Portugal está na Moda»

 

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«Portugal está definitivamente na moda. Os últimos anos têm afirmado este país, que muitos sempre consideraram periférico da Europa, como um dos pontos centrais do mundo.

Depois do Europeu de Futebol e do Festival Eurovisão da Canção, duas conquistas tão inéditas quanto inesperadas, Portugal foi também galardoado com o prémio de Melhor Destino Turístico do Mundo nos World Travel Awards, tornando-se o primeiro país europeu a conquistar esta distinção.

Mas será esta sucessão de conquistas uma conjugação de circunstância, ou será Portugal a afirmar o seu destino traçado nas linhas do Quinto Império? Portugal conseguiu, em 20 anos, afirmar-se em quase todas as áreas, assumindo os patamares outrora reservados exclusivamente às grandes nações do mundo. É curioso constatar que a celebração da nossa herança conquistadora, com a Expo'98, nos lançou coincidentemente numa senda de novas conquistas do Novo Mundo que quase destroem a tradição de fado-destino e resignação que caracterizavam, até há bem poucos anos, a nossa alma portuguesa.

Depois de termos tido um português na liderança dos destinos da União Europeia, e tendo pelo meio um conjunto de reputados cidadãos nacionais a ocupar funções internacionais de destaque, como a Assembleia das Nações Unidas ou a presidência do Loyds Bank, Portugal viu em 2017 António Guterres chegar à presidência da Organização das Nações Unidas, e, surpreendentemente após um período de duro ajustamento económico, Mário Centeno ser eleito líder do Eurogrupo. A sua eleição dá-me um orgulho particular, porque Mário Centeno é um ilustre olivalense.

A lista de portugueses que se foram destacando ao longo dos últimos anos, das ciências às artes, do desporto à economia, do direito à política, da educação à inovação, é tão extensa que seria um exercício injusto para uma coluna de opinião tão condicionada. Mas não deixa de ser um orgulho renovado ver tantos concidadãos a mostrar ao mundo que Portugal, e os portugueses, são de facto um povo com características tão particulares que nos permitem acreditar que podemos, de verdade, ter a missão de levar ao mundo, senão a esperança, o sonho de um futuro melhor.

Este país que deu novos mundos ao mundo, transpondo os mares e os oceanos, assume hoje a centralidade da nova era, que navega agora em bits e bytes, em zeros e uns. Portugal, que viu o mundo do surf apontar pranchas e render-se às ondas gigantes da Nazaré, e viu também o mundo da tecnologia apaixonar-se de tal forma que transformou a capital do país na sua capital da inovação tecnológica, com a Web Summit, e vê agora a Google, o gigante da Internet, curiosamente 20 anos depois da sua fundação, anunciar que escolheu Portugal para abrir o seu novo centro de serviços. Se, como disse Fernando Pessoa, o poeta do Quinto Império, "nós somos do tamanho dos nossos sonhos", que o significado do seu nome googol, que é o maior número conhecido e que serve para diferenciar o imenso do infinito, seja prenúncio de que podemos continuar a sonhar... sem limites.».

 

Rute Lima

25.11.17

Cheias de 1967

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Assinala-se hoje meio século sobre as cheias de novembro de 1967. Foi na madrugada de 25 para 26 que a chuva intensa dizimou cerca de 700 pessoas e que o governo do Estado Novo tentou ocultar a todo o custo. Oficialmente, foram 462 vítimas.

 

Recuperando testemunhos de época, o documentário O Tempo Que Faz, da autoria de Helena Matos, exibido ontem pela RTP1, reconstituiu uma das maiores catástrofes ocorridas em Portugal, quando a chuva ultrapassou todos os limites e a água deixou um rasto de morte e destruição. Bairros e aldeias nos arrabaldes de Lisboa foram levados pelas cheias e pela lama, 20 mil casas ficaram danificadas, os prejuízos foram incalculáveis. 

 

Perante a letargia do governo, foram os estudantes universitários que se dispuseram a ajudar as vítimas. Um movimento que marcou definitivamente uma geração. Para muitos estudantes, as cheias de 67 foram um momento de tomada de consciência das desigualdades e da injustiça social, tornando-se um momento de viragem.

 

E como era miserável o país há 50 anos!

16.10.17

Portugal a arder

 

 

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15 de outubro de 2017, trinta graus foi a temperatura média do ar. Mais de 500 fogos ativos fizeram deste dia o «pior dia de incêndios do ano», segundo as palavras da porta-voz da Proteção Civil.

 

Depois de casas ardidas e aldeias evacuadas, a notícia de que haverá pelo menos 11 mortos, segundo informação avançada pela SIC Notícias. Entretanto o Correio da Manhã noticiou que haverá pelo menos 20 mortos, uma informação que a Proteção Civil não descarta.

 

Entretanto,  vinte e cinco estradas das regiões do Norte e Centro estavam hoje de manhã cortadas ao trânsito na sequência dos incêndios que estão a afetar várias zonas do país.

 

O calor excessivo que se tem feito sentir neste outono e a seca extrema, muito para além dos valores desejáveis para a época do ano, serão certamente uma das explicações possíveis,  mas não será a única.

 

Mão criminosa, essa desconfiança permanente que paira sempre há fogos, gente a enriquecer com a destruição da floresta, delapidando o património ambiental  e negligenciando a dimensão da tragédia das pessoas que nela vivem ou dela dependem para sobreviver.

 

E esta sensação de impotência do poder executivo para mudar o estado das coisas e a terrível impunidade vigente na sociedade portuguesa que nos revolta e entristece sempre que se verificam estas tragédias.

03.07.17

Medalha de Bronze

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A seleção portuguesa de futebol venceu  ontem o México por 2-1 e conseguiu o 3º lugar na Taça das Confederações. A seleção esteve a perder boa parte do jogo, mas acabou por empatar através de Pepe no fim do tempo regulamentar. No prolongamento, valeu-nos o  penálti decisivo, convertido ao minuto 104' por Adrien Silva, que nos permitiu ascender ao pódio da Taça das Confederações e conquistar a medalha de bronze.

 

Portugal teve uma participação positiva no torneio. Não perdeu nenhum jogo. Porém, no jogo com o Chile, nas grandes penalidades falhamos três (Quaresma, Moutinho e Nani). Ontem mesmo com o México, André Silva não conseguiu converter uma grande penalidade. E isso paga-se caro!

 

A Alemanha que se apresentou com uma equipa de ‘segundas linhas’ foi um justo vencedor. Apesar de ter tido pela frente um adversário (Chile) que lutou até final.

 

A Alemanha venceu por uma bola a zero e conquistou a Taça das Confederações, praticando um futebol rigoroso, criativo, seguro, a explorar os erros de um adversário talentoso, mas que se apresentou ontem demasiado nervoso.

19.05.17

Portugal, o melhor país da Europa

 

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(…)«Foi-me prometido Portugal, um país mediterrâneo com clima simpático, mas que, desde que Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador, apenas conseguiu estar nas bocas do mundo quando um ousado jovem de skate foi trend no 9GAG por gritar Sai da frente Guedes.

 

Deve ter havido um engano. O resto da Europa está a funcionar normalmente, na mediana: franceses andam entretidos com Le Pen, ingleses andam entretidos com Brexit e espanhóis continuam pouco entretidos por não entrar nas anedotas do português, do inglês e do francês.

 

Por cá, estamos imparáveis. Somos campeões da Europa de futebol. Temos o melhor jogador do mundo em futebol, futebol de salão, futebol de praia e desconfio que se houvesse futebol de pomar, com duas nespereiras a fazer de baliza, o melhor do mundo também era nosso.

 

Algo está mal. Desconfio que nos foi dado um país em segunda-mão, porque os exemplos de virtude já não são só com o desporto que se joga com o pé.

 

Vencemos a Eurovisão. Organizámos o maior evento de empreendedorismo da Europa. O NOS Alive foi eleito um dos melhores festivais da Europa. A Forbes deu um shout-out ao Vhils. Temos faculdades portuguesas a liderar o ranking do Financial Times. Até o pastel de nata, que era só nosso, decidimos exportar para o resto da Europa só para poder dizer que mesmo assim o nosso é que é o melhor da Europa.

 

Desconfio que temos o país fora-de-prazo. O nosso estado de graça caducava 3 dias depois do pontapé do Eder, mas 10 meses depois ainda não tem bolor.

 

Todos os dias sai mais um artigo no The Guardian a dizer que Lisboa é a cidade mais cool da Europa, que o Porto é o epicentro da cultura, que o Algarve tem os melhores pores-do-sol, por-dos-sóis, pores-dos-sóis e eu continuo sem saber colocar o plural em palavras com hífen.

 

Não sei como funciona a vossa política de devoluções, mas via com agrado uma troca por Bulgária ou Croácia.

 

Eu só pedi Portugal, e deram-me por engano o melhor país da Europa.».

 

Texto de Guilherme Geirinhas

16.05.17

Economia cresce 2,8% no 1º trimestre

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Portugal teve um crescimento do PIB de 2,8% nos primeiros três meses do ano. Segundo os dados do INE ontem revelados, há dez anos que o Produto Interno Bruto não crescia tanto num trimestre. Sem dúvida uma excelente notícia para Portugal e para os portugueses. O contributo do turismo nas exportações de bens e serviços mais elevado que as importações foi determinante assim como a aceleração do investimento.

 

Estes dados levaram vários especialistas a apontar para a hipótese de o País registar em 2017 um crescimento acima de 2%, valor superior às últimas previsões do Governo e do Banco de Portugal, que já tinham apontada para 1,8% o crescimento da economia.

 

O primeiro-ministro António Costa congratulou-se com este número e defendeu que o crescimento de 2,8% mostra que «a confiança dos portugueses não era infundada» e que a combinação de políticas «está adequada».

 

Já o Presidente da República manifestou-se «feliz» com os números divulgados pelo INE, mas pediu que «não se embandeire em arco» para que se consiga manter este valor ao longo do ano, para que Portugal possa crescer «claramente acima dos 2%».

 

O PSD e o CDS por seu turno regozijaram-se com o crescimento de 2,8 por cento da economia portuguesa, mas consideraram que se trata de uma recuperação que se deve às reformas realizadas pelo Governo anterior. Na perspetiva da Direita o tímido crescimento de 2016 foi obra do governo de Costa, mas o crescimento de 2,8 no primeiro trimestre de 2017 já foi graças às reformas implementadas no governo PSD/CDS?

 

Recapitulando: para a Direita tudo aquilo que acontecer de positivo na economia portuguesa será resultado do seu governo, aquilo que correr mal ou menos bem será sempre da responsabilidade da Geringonça, independentemente da cronologia dos factos. Estamos esclarecidos!

 

22.03.17

Se o ridículo matasse....

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Jeroen Dijsselbloem nunca foi benquisto pelos seus pares. O holandês com «nome esquisito» criou alguns conflitos no Eurogrupo com vários ministros, de diferentes ideologias, desde o grego Varoufakis ao alemão Schäuble e foi obrigado a corrigir o seu currículo por falsas habilitações académicas (mentindo sobre um mestrado que afinal não possuía) — mas desde segunda-feira as coisas pioraram para o seu lado. Aos maus resultados nas eleições holandesas juntam-se agora as polémicas declarações: «durante a crise do euro, os países do Norte mostraram-se solidários com os países afetados pela crise. Como social-democrata, atribuo à solidariedade uma importância excecional. Porém, quem pede [ajuda] também tem obrigações. Não se pode gastar o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir que o ajudem».

 

O Governo português, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, reagiu à declaração de Dijsselbloem exigindo o seu afastamento de presidente do Eurogrupo. Disse Santos Silva: «Hoje, no Parlamento Europeu, muita gente entende que o presidente do Eurogrupo não tem condições para permanecer à frente do Eurogrupo e o governo português partilha dessa opinião». Opinião também partilhada pelo governo espanhol que conjuntamente com Portugal lideram agora a revolta contra Dijsselbloem.

 

Mais estranho se torna estas declarações provirem de um governante holandês, país que, como sabemos, instituiu o Gin e o Red Light District onde seguramente os seus frequentadores não são unicamente portugueses, espanhóis, italianos e gregos.

 

Aliás, a Holanda desde que liberalizou as drogas leves e legalizou a prostituição viu crescer brutalmente os problemas de dependência e viu crescer exponencialmente a pedofilia e o tráfico de seres humanos para a prostituição ilegal.

 

Por isso o país do Sr. Dijsselbloem não é propriamente um modelo de virtudes que os países do Sul devam seguir.

14.02.17

Parabéns à cidade do Porto

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Pela terceira vez a cidade Invicta é considerada o melhor destino turístico europeu. A cidade do Porto foi eleita, «Melhor Destino Europeu 2017» pela European Best Destination, uma organização de promoção turística sediada em Bruxelas, batendo cidades como Milão, Paris ou Roma.

 

Esta distinção atesta o potencial e atratividade da cidade, não só para os portugueses como para os turistas provenientes de todas as latitudes.


A cidade nortenha competiu com destinos como Paris, Amesterdão, Londres ou Barcelona. O Porto conseguiu mais de 138 000 votos online, sendo a mais votada em 174 países, o que é um recorde, já que Zadar – a cidade croata que venceu em 2016 – detinha o recorde com um total de 54 mil votos.

 

Hoje, o Porto assume-se como um polo cultural, de inovação e de grande desenvolvimento económico, sendo cada vez mais procurada para visitar, para viver e para trabalhar.

 

Um dos indicadores deste crescimento é o número de passageiros do Aeroporto Francisco Sá Carneiro que ultrapassou, no último ano, os nove milhões de passageiros, esperando-se, para este ano, um acréscimo próximo de 20 por cento.


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