Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

19
Jul17

Por que não se acaba com o SIRESP?

 

1141352.jpg

Um mês depois da tragédia de Pedrogão Grande, o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) usado pela polícia, pelos bombeiros e por outras autoridades nacionais voltou a mostrar fragilidades em Alijó, tendo sido notícia nos últimos anos pelas falhas graves e gastos dispendiosos com a sua manutenção.

 

Quando falamos do SIRESP estamos a falar de uma operadora da Rede Nacional de Emergência e Segurança resultante da parceria público-privada promovida pelo Ministério da Administração Interna que tem como missão a conceção, fornecimento, montagem, construção, gestão e manutenção do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.

 

O maior acionista do SIRESP, com 33%, é a Galilei, outrora Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Os outros acionistas são a PT Ventures (detida pela Altice), a Motorola, a Esegur (sociedade da CGD e do Novo Banco, então BES) e a Datacomp, uma tecnológica também pertencente à estrutura SLN/Galilei.

 

Desde a assinatura do acordo, no início de 2006, e até ao final de 2014, este sistema de comunicação nacional custou aos cofres do Estado 270 milhões de euros (IVA excluído).

 

A instalação do sistema começou por ser um projeto pensado e proposto por um Grupo de Trabalho constituído durante o governo de António Guterres.  A seguir, o governo do Santana Lopes adjudicou o contrato, já em gestão (o projeto viria a ser aprovado pelo ex-gestor da Plêiade, ligado à SLN e ao BPN, e ex-ministro do Governo PSD-CDS, Daniel Sanches, três dias depois da derrota destes dois partidos nas legislativas de 2005). Por fim, António Costa, então ministro da Administração Interna de José Sócrates, chegou a manifestar a intenção de rever as negociações iniciadas pelos executivos anteriores, decretando que fosse anulada a adjudicação do contrato, tendo por base um parecer da Procuradoria-geral da República. Mas acabou por fechar o contrato por 485,5 milhões de euros em maio de 2016 (52,5 milhões abaixo do valor adjudicado em fevereiro desse ano pelo ministro social-democrata Daniel Sanches).

 

Em 2006, o Tribunal de Contas concluiu que foram «claramente violadas as normas» do contrato de adjudicação do SIRESP. Uma violação «suscetível de se repercutir negativamente no resultado financeiro do contrato» e que fundamentava uma eventual recusa de visto. Porém, os juízes do Tribunal de Contas optararam por visar o contrato com recomendações, salientando as várias fragilidades do negócio.

 

Nesse ano, o Ministério Público chegou a abrir um inquérito à adjudicação feita por Daniel Sanches, mas dois anos depois foi arquivada. Entretanto, a SLN transformou-se em Galilei e prossegue a atividade empresarial. Um dos ativos do Grupo Galilei é a Datacomp, empresa de tecnologias de informação que detém uma participação de 9,55% na estrutura acionista do SIRESP. Com a privatização da Portugal Telecom, o Governo de então entregava a uma empresa privada a sua rede de comunicações, com todos os riscos que tal medida acarreta.

 

Após a tragédia de Pedrogão que vitimou 64 pessoas verificou-se um ‘passa-culpas’ entre entidades e governos, o que só contribuiu para agravar as desconfianças do SIRESP e aumentar o receio das populações perante os incêndios.O SIRESP continua a ser arma de arremesso entre o Governo e oposição.

 

Perante isto, é caso para perguntar, porque não se caba com o SIRESP? Um sistema que nunca cumpriu a função para a qual foi criado e que a a dimensão da tragédia de Pedrógão só cveio contribuir para por a descoberto as debilidades de um sistema de comunicação, que custou milhões aos cofres do Estado, mas que nunca se mostrou eficaz. Um processo de adjudicação intrincado que mostrou falhas graves logo na sua génese.

 

E como diz o povo: o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

17
Dez16

O PSD e as eleições autáquicas

ng7574555.jpg

Depois da recusa de Pedro Santana Lopes, o PSD continua à procura de candidato à Câmara de Lisboa para as próximas eleições autárquicas.

 

Nesta altura, é esta a maior dor de cabeça que Passos Coelho tem para resolver. Há nomes como José Eduardo Martins e Laurinda Alves a serem testados em sondagens internas, mas que não convencem os dirigentes e por isso não há ainda qualquer decisão sobre o candidato.

 

Entretanto começam a surgir vozes que defendem que Passos Coelho é a escolha certa para Lisboa. Uma dessas vozes foi do vice-presidente do PSD-Lisboa, Rodrigo Gonçalves, que reforçou a ideia que é preciso apresentar «o melhor dos melhores» à Câmara de Lisboa, defendendo por isso a aposta no ex-primeiro-ministro.

 

Há no entanto opiniões contrárias dentro do partido e que são públicas, com militantes que apontam para uma coligação com o CDS e ainda outros mais virados para que a escolha deva recair num independente de prestígio, apoiado pelo PSD.

 

Responsáveis do PSD contactados dizem que a resposta ao repto lançado por Rodrigo Gonçalves ao líder deve ser encontrada nas palavras de Carlos Carreiras: Pedro Passo Coelho «é candidato a primeiro-ministro e não é candidato a presidente da Câmara de Lisboa».

 

Entretanto vários jornais de referência dão como certo o apoio do PSD a Assunção Cristas. É inaceitável que o maior partido do parlamento não tenha um candidato credível para apresentar, tendo que ir a reboque do CDS. O facto de apoiar Cristas já constitui em si mesmo uma derrota. 

 

Uma coisa é certa: está criada a crispação entre distrital e concelhia. A distrital inclina-se para o apoio a Assunção Cristas, a concelhia nem quer ouvir falar nisso. Pelo meio, resta uma indefinição cada vez mais criticada dentro do partido e que só deverá ser desfeita quando Passos anunciar o candidato a Lisboa que terá o apoio do PSD.

 

Esta indefinição que paira em torno dos candidatos para as principais autarquias é o pano de fundo que está a servir a Rui Rio para tentar ganhar protagonismo, mas na sombra há outros  candidatos que vão marcando terreno, como Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Luís Montenegro.

 

O facto de o Congresso de 2018 ainda estar longe, de Passos Coelho ter ganhado as eleições legislativas e de não dar sinais de querer abandonar a liderança faz com que haja particular cautela na forma como dirigentes e militantes abordem a questão da liderança.

 

Há ainda muitos que acham que Passos Coelho só poderá cair caso perca as próximas legislativas. Mas o certo é que a desorientação nas autárquicas está a deixar o PSD nervoso, e uma derrota no próximo ato eleitoral poderá aumentar a pressão que já se faz sentir em torno da liderança.

09
Out16

Passos Coelho e as eleições autárquicas

Passos-Coelho.jpg

Muito embora as eleições autárquicas sejam só daqui a um ano, no terreno as coisas já mexem.

 

Assunção Cristas já anunciou a sua candidatura a Lisboa, mas o PSD ainda não encontrou o candidato certo para disputar o município da capital.

 

Nos últimos 20 anos, para lá da figura de Santana Lopes, as candidaturas do PSD em Lisboa têm sido verdadeiros flops: E o problema é que não se vislumbra hoje quem possa personificar uma candidatura ganhadora do PSD a Lisboa.

 

A verdade é que Santana Lopes - apesar de ainda haver no PSD quem gostasse de o ver novamente como presidente do Município de Lisboa - sente-se bem como provedor da Santa Casa e, convenhamos, já cansa um pouco que à falta de melhor se volte a o ouvir chamar pelo nome de Santana. E depois que hipóteses teria Santana Lopes de ganhar Lisboa? Muito poucas. Seria, talvez, uma espécie de Fernando Seara numa versão um pouco melhorada. Daqui resulta que o PSD com Santana corre o risco de repetir uma humilhação semelhante à de Fernando Seara em 2013.

 

Dada a importância da CML no contexto político nacional, o presidente da câmara de Lisboa é visto como uma figura destacada da política nacional. É que esta câmara tem sido um trampolim para altos cargos políticos (Jorge Sampaio, Santana Lopes, António Costa).

 

É por isso que as eleições autárquicas, embora se joguem a nível local, terão que ter, com o Presidente da República já o afirmou, leituras políticas. O que significa que a liderança de Passos Coelho estará, em grande medida, dependente do resultado do PSD nas autárquicas. E o balanço dessas eleições fica sempre marcado por se ganhar ou perder as câmaras de Lisboa e Porto (veja-se o caso de António Guterres em 2001). Com Rui Moreira e Fernando Medina com reeleição quase garantida, a vida de Passos não está fácil. Este será certamente um dos desafios mais difíceis dos últimos anos para os sociais-democratas.

 

16
Set16

Os segredos de José António Saraiva

  square_09-livro-eu-e-os-politicos.jpg

DN de hoje faz manchete sobre o livro do arquiteto Saraiva “Eu e os Políticos” que vai ser lançado este mês, e em que JAS nos revela alguns segredos de «alcofa» de alguns políticos. O próprio autor avisa, segundo o DN, que o livro contém «revelações duras» e outras «que roçam a violação da privacidade», mas que as divulga por considerar que seria «egoísmo» da sua parte guardar tais segredos somente para si.

 

O livro é apresentado por Pedro Passos Coelho que acedeu prontamente ao convite, mesmo antes de ler o livro, dada a admiração que nutre pelo jornalista do SOL.

 

Ao longo do livro, JAS faz supostamente revelações surpreendentes, tais como: alegadamente «o “affair” que Pedro Santana Lopes teve, no Algarve, com uma hospedeira de 18 anos, cuja mãe não a deixava sair tarde de casa, pelo que a jovem tinha de saltar da janela (enquanto o “Romeu” Santana Lopes a aguardava à janela…). Uma história rocambolesca que viria a resultar numa belíssima história de amor? Nada disso: Pedro Santana Lopes, na mesma noite, já estava embeiçado por Cinha Jardim. Santana acabaria por revelar ao Autor do livro que não consegue deixar de viver apaixonado – e isso explica uma certa desorientação emocional…», ou ainda que um político que já está morto lhe contou que um político que ainda está vivo é homossexual. Assim mesmo.

 

Já conhecíamos a verdadeira obsessão patológica de JAS por homossexuais e a forma soez do arquiteto usar alguém que está morto - e que não pode, por isso, confirmar ou desmentir aquilo que lhe é atribuído, ficamos agora a conhecer outra patologia – o voyeurismo, ou seja o gosto mórbido de espreitar pelo buraco da fechadura, patente aliás na capa do livro.

 

Reitero aquilo que afirmei num anterior post: isto é simplesmente abjeto, revelador de um caráter mesquinho. Não tem qualquer interesse que não a procura de protagonismo de JAS, já que o jornal onde escreve as suas crónicas semanais andar há muito pelas ruas da amargura.

 

Para JAS vale tudo: a chicana e a prosa mesquinha, desprovida de quaisquer princípios ou valores morais e éticos. Por isso, do arquiteto já nada se espera. De Pedro Passos também pouco há a esperar. Saraiva e Passos estão bem um para o outro, já que este último vê igualmente a política pelo buraco da fechadura.

11
Jul15

Rui Rio deverá anunciar em breve a sua candidatura a Belém

473493.png

Rui Rio, ao que parece, prepara-se para anunciar a sua candidatura à Presidência da República já no final de Julho, depois do aval de Passos Coelho e do apoio público do militante número 1 do PSD, Francisco Pinto Balsemão.

Depois de Durão Barroso ter desistido da corrida a Belém, aumentam as oportunidades para Rui Rio, candidato quer reúne mais apoios no PSD e mesmo no CDS.

A possibilidade é tão maior pelo facto de o nome de Santana Lopes não ser consensual dentro do PSD. E também por Marcelo Rebelo de Sousa não agradar particularmente a Passos Coelho.

Já a candidatura de Rio é do agrado de Pedro Passos Coelho, tanto mais que «matava dois coelhos de uma cajadada só». Em primeiro lugar, resolvia definitivamente a questão das presidenciais e, por outro lado, «livrar-se-ia» daquele que muitos  apontam como seu sucessor na liderança do partido. 

Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa, aguardará serenamente pelos resultados das eleições legislativas e fará a sua leitura política. Depois dirá de sua justiça se pretende ou não avançar para Belém. Sendo certo que,  ainda que de forma dissimulada, Marcelo tem estado em campanha: foi figura assídua nas comemorações dos 40 anos do partido; nos últimos meses percorreu quase todos os distritos com forte implantação do PSD e não se nega, às várias solicitações sejam do partido, da JSD, de clubes desportivos a que tenha ligação, como o de Cascais, das autarquias ou até de escrever prefácios e fazer apresentações de livros (como o do comentador Daniel Oliveira). Até já foi ao programa Alta Definição – onde Rui Rio também esteve anteriormente, outra iniciativa para reforçar a sua candidatura a Belém.

11
Abr15

A corrida presidencial

2015-01-16-1920px_PresidenciaisCandidatos.png

E de repente só se fala nas próximas eleições presidenciais de 2016. Henrique Neto, Sampaio da Nóvoa, Paulo Morais e Carvalho da Silva. A proliferação de candidaturas presidenciais fora do sistema nascem como cogumelos. Os putativos candidatos acumulam-se, o cargo parece ter mel! Perante este afã, a segunda volta parece ser fatal como o destino!

Uns à esquerda outros de direita, os que fingem ou desmentem, os que se chegam à frente para logo recuar e os que fazem constar que talvez sim ou talvez não.

Há os candidatos tacticistas que vão esperar pelo momento oportuno em que uma vaga de fundo os eleve ao cargo, quase sem fazer campanha. É o caso de Marcelo Rebelo de Sousa, que mesmo sem apoio explícito do PSD, avançará depois das legislativas e Pedro Santana Lopes que pondera uma decisão para o mesmo período, mas que entretanto lançou o nome de Paulo Portas na corrida. Portas diz que «não está nem aí», mas como bem sabemos do que diz ao que ele pensa vai uma grande distância.

No PSD após a candidatura de Sampaio da Nóvoa parece ter havido pressões para Rui Rio avançar até ao Verão, antecipando-se a Marcelo. Aliás, depois da saída de cena de António Guterres e da recusa de António Vitorino o cenário mudou bastante, ficando mais convidativo a um anúncio de candidatura de Rui Rio.

O PS parece condenado a ter que apoiar Sampaio da Nóvoa. Só que este apoio está longe de ser consensual. Dentro do PS há os que queriam ver Jaime Gama na corrida, caso de Francisco Assis e os que veem Sampaio da Nóvoa como uma boa solução, caso de Manuel Alegre.

A coisa não está fácil, mas uma coisa é certa: a Presidência da República terá de recuperar com o próximo presidente a influência positiva e o prestígio perdidos na desastrosa magistratura de Cavaco Silva.

Portugal não pode voltar a ter uma década como aquela que passou ou de colocar em Belém alguém como Marcelo Rebelo de Sousa que usaria o cargo para a criação permanente de factos políticos, deixando o Governo na corda bamba.

O futuro presidente deverá ser alguém que seja uma referência, como imagem do país, pela sua estatura, pela sua cultura, e pelo respeito que transmite. 

Precisamos de um presidente que seja a imagem da transparência, da retidão, da moral e da ética, que cumpra e faça cumprir Constituição e consiga efetivamente ser útil ao país e aos portugueses nas mais diversas situações.

07
Abr15

Lisboa tem um novo presidente da Câmara

858056.jpg

 (imagem do Público)

Fernando Medina tomou posse como presidente da maior câmara do país. No primeiro discurso como presidente, o edil elogiou o trabalho e a obra do  seu antecessor e revelou «um novo ânimo e uma nova energia para levar por diante os compromissos» assumidos para com os lisboetas nas eleições autárquicas de 2013 (em que António Costa foi eleito presidente da Câmara) e apontou a necessidade de conseguir «mais e melhor emprego». Outra ambição é a «construção de uma melhor cidade». Nesta vertente, assegurou que ainda este ano se iniciarão obras de requalificação da frente ribeirinha. «Teremos assim, em 2017, uma frente ampla, de Santa Apolónia ao Cais do Sodré, totalmente renovada», afirmou.

Garantiu que em 2015 será criada a primeira de 30 praças previstas no projeto «uma praça em cada bairro» e, até ao verão, será aprovada a revisão do Plano Geral de Drenagem, dando-se início aos investimentos prioritários para proteger a cidade das cheias.

A sua prioridade é, também, segundo revelou, a habitação social, tendo aproveitado para anunciar «o lançamento de uma nova geração de políticas públicas» nesta área, nomeadamente o lançamento de um programa de arrendamento acessível para 5 mil famílias. O autarca socialista aproveitou a ocasião para indicar que vai exigir à Assembleia da República «a revisão de uma disposição absurda da Lei de Finanças Locais», referindo-se à anunciada extinção sobre a venda de imóveis (IMT).

Aos 42 anos ambição não lhe falta. Contudo, a transição não está a ser pacífica, já que transporta o estigma de não ter sido eleito. Fernando Medina está a ser alvo de críticas por parte da oposição, com os vereadores do PSD e do CDS-PP a questionarem a sua legitimidade política para assumir o cargo sem ir a votos, já que os lisboetas elegeram António Costa nas eleições autárquicas de 2013 para um terceiro mandato à frente do município.

Mas, já agora, gostaria que me respondessem: quando Barroso foi para Bruxelas, Santana Lopes foi a votos para ficar no seu lugar? E Carmona Rodrigues substituiu Santana na Câmara de Lisboa mediante que eleição? Um bocadinho mais de memória também não lhes ficava nada mal!

04
Mar15

Santana e Vitorino comentam dívidas de Passos Coelho à Segurança Social

1473041_941811875842890_8446793669523721343_n.jpg

«Perguntados por Ana Lourenço sobre a fuga ao pagamento de impostos, a mais recente, do Primeiro Ministro, Santana Lopes e Vitorino, clarificaram porque estão na Politica, porque vieram para a Politica e o que deles se espera....
Vitorino, adornou a sua verbe fácil com o sorriso melífluo de quem é, verdadeiramente, como diz Alfredo Barroso, um facilitador de negócios.
Para ele, a falta grave do PM,  lapso para os apaniguados, provável esquecimento para o próprio, falha menor para os serviços admnistrativos e um não assunto para a Justiça que temos - , para ele Vitorino, tal não é motivo para que o Primeiro Ministro se demita, mesmo que do curricullum do Pedrinho se destaquem mais algumas atitudes de duvidosa licitude.
Ficamos assim a saber pela boca de um dos mais representativos "opinion maker" e " maître à penser " do PS e até putativo candidato a Presidente da República (pasme-se !!!) que qualquer cidadão incumpridor reiterado das leis, pode aceder sem problemas a altos cargos de chefia da Nação.
Vitorino mais não faz, a meu ver, que prever futuros trabalhos à liderança do PS no caso dos seus integrantes incorrerem em denúncias dos poucos jornalistas de espinha direita (espécie em extinção) que ainda por aí almejam, e mais que isso justificar futuras depredações do erário público.
Santana Lopes, apesar de acicatado pelos exemplos que Ana Lourenço atira para a discussão, vindos de outros paises onde factos semelhantes e de menor gravidade levam à imediata e inexorável demissão dos governantes, justifica a não punição politica e a inércia do Primeiro Ministro com uma delirante teoria .
Os paises do Norte, Luteranos diz ele e também Calvinistas digo eu, têm outra métrica para a ètica.
Sabe, diz na sua voz melosa, nós , os dos paises latinos somos assim.....
A próximas gerações de portugueses têm perante elas um trabalho árduo:
- Ou correm sem piedade com esta casta de politicos corruptos e com esta corja de politicos oportunistas, ou verão a sua Pátria e o seu Povo arrastarem-se penosamente num sofrimento sem fim à vista».

Retirado daqui