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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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27
Jul17

Ensaio sobre a cegueira

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Quarta derrota do Sporting na pré-epoca. Dir-me-ão: são jogos de preparação. Ok, mas não deixa de ser preocupante sofrer tantos golos.Não sei de quem foi a ideia de vender os nossos dois centrais e ir buscar outros que a meu ver não são melhores.

 

Continuamos a  apostar na formação, formar bons jogadores para  depois os despacharmos para outros clubes por tuta e meia. Rubén Semedo, Cédric e Francisco Geraldes são exemplo disso.

 

Este Sporting ainda não me convenceu. Nem a equipa nem o treinador. Vai ser mais uma época perdida?. Ler aqui o artigo de Nicolau Santos.

 

Mais cego é aquele que não quer ver. Abram os olhos enquanto é tempo.

06
Mar17

O estilo de Bruno de Carvalho

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Com 86,13% dos votos - contra 9,49% do seu opositor - Bruno de Carvalho teve uma vitória esmagadora face ao amador Pedro Madeira Rodrigues, naquela que foi a maior participação eleitoral da história do SCP. Mais do que um sinal de vitalidade do clube, esta afluência histórica é um sinal inequívoco da capacidade de mobilização dos Sportinguistas. Que bom seria que fosse replicada ao país, para baixarmos os números da abstenção.

 

Por isso é incompreensível que o discurso de Bruno de Carvalho tenha ficado marcado por uma forte declaração para quem se opõe ou não esteja com o clube leonino: «Bardamerda para todos aqueles que não são do Sporting Clube de Portugal». A frase, ao que parece, era uma citação do seu tio-avô, o Almirante Pinheiro de Azevedo, antigo primeiro-ministro de Portugal, ainda assim não deixa de ser acintosa e deselegante, para mais num discurso de vitória, com o qual não me identifico.

 

Deus queira que este estilo trauliteiro e truculento de Bruno de Carvalho não passe de um momento fugaz no calor da festa e não seja o prenúncio daquilo que vão ser as grandes linhas orientadoras do novo mandato do presidente leonino. Esperemos que tudo não passe de fumaça, como diria o seu tio-avô, para bem do Sporting e do futebol português.

19
Fev17

Sporting 1-0 Rio Ave

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O Sporting venceu ontem o Rio Ave por 1-0  com um golo de Alan Ruiz, em Alvalade, em jogo da 22ª Jornada da Liga NOS, mas não convenceu.

 

Neste caso, o resultado foi muito melhor que a exibição, já que a equipa não esteve bem e foi o Rio Ave que teve as melhores oportunidades de golo.

 

Rui Patrício, que realizou o seu jogo 400 com a camisola do Sporting, fez uma exibição magnífica. Eu que tantas vezes me insurjo contra ele, desta vez tenho mesmo que lhe tirar o chapéu, dado que o guarda-redes fez quatro ou cinco defesas soberbas, de grande nível de dificuldade.

 

Não gostei: da exibição de Jefferson e de Schelotto; Bas Dost também não esteve ao melhor nível; da lesão de Adrien que pode ser preocupante.

 

Para a história do jogo, ficam os três pontos,  a consolidação do terceiro lugar, e o jogo  400 de Rui Patrício de leão ao peito.

05
Fev17

FCPorto 2 - 1 Sporting

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A época do Sporting e o jogo de ontem no Dragão está bem expresso neste post «E depois do Adeus» no blog ADN de Leão que subscrevo na íntegra.

 

«O Sporting jogava ontem a última cartada para poder ainda almejar conseguir algo esta época, um lugar na Champions na próxima época e o acesso às receitas que são vitais para manter o clube competitivo e a lutar por objetivos ambiciosos.


Na abordagem ao jogo, Jorge Jesus contava com um handicap claro, a ausência de William e para o colmatar fez avançar Palhinha, escolha que não se pode criticar, porque é a alternativa que existe para a posição.


Já muito mais incompreensível foi ter-se apostado em Matheus de início num jogo desta responsabilidade. Não porque o jogador não tenha valor, mas porque não está claramente a atravessar um momento de forma que lhe permitisse encarar esta partida com a confiança necessária. Não tem quase tempo de jogo na Primeira Liga, viu já várias vezes o treinador dar a entender que não apostava nele e além disso não tem rotinas com a equipa.


Mas isso remete-nos para o início da época. Se todos nos recordamos, na altura da pré-época, Podence, Palhinha e outros tentaram justificar perante o treinador ter valor para pelo menos merecerem ficar no plantel. E o que aconteceu? Perante adversários muito difíceis, sem ainda terem rotinas de jogo e sem enquadramento com outros jogadores mais experientes e de qualidade, foram lançados às feras. Claro que não correu bem.

 

Jorge Jesus conseguiu o que queria, dar a entender que com a formação não dava e que teria de ir contratar vários jogadores. O Sporting gastou dinheiro e investiu em vários jogadores, mais uma vez sem contratar para as laterais, posição que assumidamente já se reconhecia estar mal servida e o resultado foi o que se viu. Depois de gastar vários milhões de euros, a equipa chegou a Janeiro já quase sem objetivos e com a única preocupação em despachar o que tinha vindo e nada tinha mostrado. Alguns foram vendidos, outros emprestados, outros ainda esperam por colocação.


Em sentido contrário, fizeram-se regressar jogadores jovens da formação, dando a entender que essa era novamente a aposta. Entretanto, foi saindo para a Comunicação Social que a Direção ia rever as funções de Jorge Jesus e diminuir-lhe os poderes de contratar quem entende, levando-o a apostar mais na formação.


Depois do jogo de ontem e sobretudo da inenarrável conferencia de imprensa de Jorge Jesus, a ideia que fica é que o treinador do Sporting quer reconquistar novamente espaço de manobra. Quer mais uma vez justificar a aposta em contratações caras e provavelmente fracassadas e que a formação nunca será para ele uma paixão ou uma aposta verdadeira. Para isso não hesita em queimar os nossos jogadores jovens, quer na forma como os lança em campo, quer como fala deles. Sabia que ao lançar os jovens, poderia usar essa desculpa se algo corresse mal. Claro que Palhinha teve alguma culpa na forma como aborda o lance do primeiro golo, mas este só acontece porque Schelotto não está onde devia.


Mais uma vez os laterais, pois Marvin também esteve novamente a um nível lastimoso, comprometeram a equipa. Mas neste mercado de Inverno, enquanto alguns foram buscar Soares, jogador que já nos foi proposto antes, outros optaram (ou foram obrigados por limitações financeiras?) por não contratar ninguém.


A diferença entre acreditar ainda que se podia ir buscar o título e estar resignado à luta pelo terceiro lugar.


Jorge Jesus disse, entre outras alarvidades na conferencia de Imprensa, que “com a formação não vamos lá”. Um recado com destinatário certo: a Direcção e também os adeptos. Cabe agora a Bruno de Carvalho dar a resposta adequada a esta provocação e a todo o comportamento que o treinador tem tido, bem como as inúmeras faltas de respeito que tem mostrado para com o Sporting, tal como ter andado em grande parte do tempo a falar do rival, dos jogadores que lá lançou e do que lá conquistou.

 

Chega! Nós é que lhe pagamos 6 ou 8 milhões/ano (é sempre um enormidade) para nos dar títulos, para nos potenciar jogadores e não para os desvalorizar, para encontrar soluções e não desculpas esfarrapadas em que ele nunca é o culpado. E meu caro Jorge Jesus, convença-se de uma vez por todas, que há um equilíbrio entre apostar em jovens e contratar acertadamente. Algo que você claramente não quer e não sabe fazer.


Temos um treinador que não assume responsabilidades quando as coisas correm mal, mas que reivindica méritos quando correm bem. Infelizmente esta época não há méritos para assumir.


Numa altura em que se aproximam eleições, é bom que os sócios não associem críticas legítimas ao que se está a passar com a equipa de futebol, a este processo eleitoral. Sob a pena de perdermos mais tempo e de não tomarmos as melhores decisões. A época está perdida e vai ser desastrosa e a recuperação novamente dolorosa.


Pedro Madeira Rodrigues não tem sido hábil na forma como conduz a campanha. Cometeu já várias gaffes que lhe podem custar caro. Mas uma coisa é certa, seja quem for que saia vencedor das eleições, Jorge Jesus é neste momento parte do problema e não da solução. E tudo indica que isso vai continuar a acontecer nos próximos dois anos. É que por culpa de Bruno de Carvalho, o Sporting está amarrado a este treinador por uma indemnização monstruosa. A menos que ele se encha de vergonha e peça para sair, ou alguém o venha buscar e seja suficientemente tolo para lhe pagar o que nós pagamos... Portanto, agora resolvam o imbróglio que criaram.


Entretanto nas redes sociais, vai-se desculpabilizando tudo isto e dizendo que a culpa é dos adeptos. Esses malandros que ficam aborrecidos de estarem em terceiro lugar. Os tais que servem para encher estádios, comprar Gameboxes, etc, mesmo com a equipa a não ganhar nada.


Os sportinguistas entretanto vão sofrendo como sempre aconteceu e só lhes resta esperar por dias melhores e continuar a apoiar um clube que tão mal servido tem sido em termos de quem o dirige e orienta». 

27
Jan17

Moreirense afasta Benfica da Taça da Liga

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O Moreirense vai disputar a final da Taça da Liga, domingo, frente ao Sporting de Braga, depois de derrotar o Benfica na semifinal da competição, no Estádio do Algarve.

 

Os encarnados marcaram logo aos 6’ por Salvio. O  jogo encaminhava-se para mais uma goleada, pensariam quase todos. Só que após o intervalo tudo mudou. Augusto Inácio fez duas substituições, com as entradas de Fernando Alexandre e Dramé que possibilitou a reviravolta. A partir daí só deu Moreirense que arrancou para uma segunda parte fantástica.

 

Depois do intervalo, o Moreirense deu a volta ao marcador com três golos. O Benfica não teve capacidade de resposta e viu fugir-lhe o primeiro troféu da temporada.  Destaque para Podence e Francisco Geraldes, jogadores cedidos pelo Sporting que fizeram um jogo tremendo e que em boa hora vão regressar ao seu clube de origem, depois da final da Taça da Liga.

 

Augusto Inácio bem avisou que o Moreirense ia deixar todos de «boca aberta» com esta vitória e cumpriu. A equipa de Moreira de Cónegos já tinha deixado o FC Porto pelo caminho.

 

De referir que em 20 jogos disputados entre Moreirense e Benfica a formação de Moreira de Cónegos conseguiu a sua primeira vitória.

 

No final, Rui Vitória recusou o habitual cumprimento de Inácio. Situação que gerou uma troca de palavras acesa entre ambos, e de Rui Costa que interveio em apoio do seu treinador.

18
Jan17

Onde é que eu já vi este fime?

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No ultimo fins-de-semana o Sporting empatou com o Chaves, depois de se encontrar em vantagem e a jogar com menos um jogador, num campo particularmente difícil (onde apenas o Benfica venceu), perdendo uma excelente oportunidade de encurtar distâncias no campeonato face aos principais rivais e de aproveitar o empate do Benfica frente ao Boavista.

 

Choveram críticas aos jogadores e à equipa técnica e o presidente do SCP, naturalmente desiludido com a equipa, no final do jogo, desceu ao balneário manifestando a sua insatisfação e a dos adeptos, tecendo algumas palavras duras, a fim de dar um murro na mesa e conseguir que a equipa finalmente «jogue à bola» e exiba os níveis que vinha demonstrando no ano passado.

 

O jogo de ontem frente ao mesmo Desportivo de Chaves para a Taça de Portugal afigurava-se de crucial importância, depois da saída da Taça dos Campões Europeus, Taça da Liga e estando o campeonato por um fio.

 

Mas, mais uma vez o Sporting mostrou que não tem «estofo de campeão». Num jogo a eliminar e com várias alterações no onze, o Sporting não entrou bem, vendo Fábio Martins desperdiçar duas oportunidades flagrantes, valeu Beto.

 

Duas contrariedades existiram, com as lesões de Jeferson e André. O desempenho dos leões melhorou no segundo tempo, com a entrada de Bruno César, sem que, no entanto, a equipa tenha conseguido descobrir o caminho da baliza. Aos 87’ foi surpreendida com um lance de bola parada que ditou o resultado final e atirou o Sporting para fora da Taça de Portugal. Um filme que infelizmente os sportinguistas conhecem de cor.

 

Foi mau demais. Uma traição aos adeptos, que sempre apoiaram incondicionalmente os jogadores e a equipa técnica. É inconcebível que uma equipa que tão bom futebol mostrou na época anterior tenha retrocedido (e nem as saídas de Slimani e João Mário justificam a prestação da equipa). Até alguns jogadores do Chaves são melhores que alguns do SCP.

 

Dito isto, é tempo de fazer algumas reflexões. Parece-me evidente que a atual temporada foi mal planeada. O plantel tem claras deficiências. As exibições, a politica de contratações, a dinâmica e o desequilibro da equipa, o desempenho e empenho dos jogadores, as constantes expulsões de Jesus e as constantes mudanças na equipa têm dado maus resultados e é natural que os adeptos estejam descontentes e que se fale em crise.

 

Com o mercado de inverno aberto, alguns jogadores deveriam sair já. O SCP precisa de vender, porque tem um plantel demasiado grande e caro para apenas uma competição que está praticamente perdida. E caso não fosse a indemnização obscena que Jorge Jesus exigiria também lhe podia ser apontada a porta de saída. Aliás, se Jorge Jesus tivesse um pingo de dignidade poria certamente o seu lugar à disposição.

05
Jan17

«A Taça Lucílio Baptista nunca se há de endireitar»

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«O Sporting foi ontem afastado da final four da Taça Lucílio Baptista porque a média etária da sua equipa era superior à da do Vitória de Setúbal. É um critério como qualquer outro. E está contemplado no regulamento. Talvez fosse melhor que fosse beneficiada a equipa com mais jogadores portugueses em campo. E aí o Setúbal ganhava de goleada.

 

Em qualquer caso, a Taça Lucílio Baptista há-de sempre ser recordada não pelos vencedores mas pelas lamentáveis arbitragens com que todos os anos são brindadas as equipas que participam no torneio.

 

Na terça-feira, a fava saiu ao FC Porto no jogo contra o Moreirense. Dois penáltis por assinalar e duas expulsões, a primeira das quais – a de Danilo – há-de entrar para o primeiro lugar dos casos mais ridículos da arbitragem portuguesa.

 

Na quarta-feira, foi a vez do Sporting. O menor problema não foram os dois cantos a favor do Sporting que ficaram por marcar; ou os foras de jogo assinalados que afinal não eram; ou o golo invalidado por suposto fora de jogo de Campbell logo no início do segundo tempo. O pior mesmo, honrando esse extraordinário árbitro que foi Lucílio Baptista, o homem que apitava por intuição, foi o penálti assinalado aos 94 minutos contra o Sporting. Ele há penáltis duvidosos. Ele há penáltis claros. E ele há penáltis que não lembram à mente mais abstrusa – a não ser que essa mente pertença a um tal Rui Oliveira, árbitro da Associação de Futebol do Porto.

 

Dito isto, o Sporting deu meia parte ao Setúbal e um golo de canto, que é uma coisa que já não se usa. Mas colocar a jogar Markovic é o mesmo que dizer que jogamos com dez. Diz o presidente Bruno de Carvalho que o homem vai explodir. Olha que bom! Mas talvez valha a pena sugerir-lhe que vá explodir para bem longe – porque, pelo andar da carruagem, o bom do Markovic vai passar uma temporada em Portugal sem fazer um jogo de jeito. E assim ao intervalo lá ficou o homem nas cabines, bem como o Bryan Ruiz, que continua a jogar como um peixe fora de água em relação ao que produziu na época anterior.

 

Com estes dois em campo, o Sporting, na prática, jogava com nove contra onze e deu 45 minutos de avanço ao Vitória que fez o 1-0. Na segunda parte, com as entradas de Bas Dost e Gelson, a música foi logo outra, mas não deu para mais do que chegar ao empate – e para comprovar também que o André falha golos que, como diria o saudoso Jorge Perestrelo, 'até eu marcava como a minha barriguinha'.

 

Ou seja, está na altura de perguntar se o Palhinha, o Geraldes ou o Matheus não são melhores que o Markovic e o André. E se não será bom pedir o seu regresso e despachar alguns dos monos que comprámos na última abertura do mercado e que até agora tão péssima conta de si têm dado.

 

Pelo menos com estes não éramos eliminados da Taça Lucílio Baptista devido à média etária, mas apenas pelos grosseiros erros de arbitragem, característica que faz parte integrante desta competição. E não dávamos outra vez meia parte de avanço ao adversário para ver se o Markovic ou o Elias encarreiram.

 

Uma última nota: já só nos restam a Liga (e o Benfica está longe…) e a Taça de Portugal. Se não ganhar nenhuma (e para a Taça temos uma ida a Chaves que é perigosíssima), como fica Jorge Jesus no final da época? E Bruno de Carvalho?»

 

 

NICOLAU SANTOS - Director Adjunto - jornal Expresso

 

12
Dez16

Benfica 2 - 1 Sporting

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Gostei:

 

  • Do jogo em si. Foi um jogo intenso, bem disputado, por duas boas excelentes equipas;
  • De Gelson, Adrien, Rui Patrício, Campell e de Rui Patrício;
  • Do guarda-redes do Benfica e da exibição de Rafa;
  • Da atitude dos jogadores do Sporting.

 

 

Não gostei:

 

  • Da falta de eficácia do Sporting - O Sporting teve quatro lances claríssimos de golo, marcou um. O Benfica teve três marcou dois. Foi a grande diferença;
  • Do 1º golo do Benfica. Este tento foi muito contestado pelo clube de Alvalade. Antes de Salvio bater Rui Patrício, os ‘leões’ ficaram a pedir grande penalidade por uma alegada mão na bola de um jogador do Benfica. Jorge Sousa não ligou aos protestos e mandou seguir a jogada que culminou com o golo dos encarnados;
  • Dos laterais do Sporting. Marvin Zeeglar, com culpas no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Raul Jiménez. É cada vez mais evidente que o SCP precisa urgentemente de comprar dois bons laterais;
  • De Bryan Ruiz. O costa-riquenho foi chamado à titularidade, mas não conseguiu mostrar o que nos tem habituado, talvez por cansaço;
  • Da falta de fair-play dos adeptos do Benfica- quando arremessaram cartolinas para o campo;
  • Da arbitragem de Jorge Sousa  e dos dois penáltis por assinalar - O primeiro, por Pizzi - a receção feita com o braço dentro da grande área e o segundo por Nelson Semedo em que o lateral aborda mal o lance, inclinando-se para tentar cortar a bola, mas intercetando-a com o braço aberto. Dois erros de Jorge Sousa com influência no resultado;
  • Das substituições de Jorge Jesus – Jorge Jesus tirou Bruno César ao intervalo, mantendo em campo o  Bryan Ruiz que pouco acrescentou. Depois trocou o costarriquenho pelo Alan Ruiz, quando devia ter entrado André Felipe. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, enfraquecendo a frente de ataque quando precisávamos urgentemente de marcar mais um golo. Enfim, não se entende estas opções do treinador sportinguista.
08
Dez16

Sporting fora das competições europeias

 

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Parece maldição! O Sporting tinha tudo para passar à Liga Europa, bastava-lhe para isso um empate com o Legia, para seguir para a Liga Europa, mas a jogar fora, desta vez em Varsóvia, os leões sentiram muitas dificuldades.

 

Caso fosse marcada e convertida uma grande penalidade por mão na bola de um jogador do Légia e André não tivesse falhado um «golo feito», o Sporting passava. Mas, como sabemos, acima de tudo o futebol é um jogo e, como tal, está sempre condicionado aos caprichos da sorte e ao poder discricionário da arbitragem.

 

Apenas tive oportunidade de ver a primeira parte do jogo do Légia de Varsóvia-Sporting. E, sinceramente, não gostei do que vi. O SCP até nem começou mal, houve dois lances ameaçadores de William Carvalho, mas, no cômputo geral, existiu um claro domínio da equipa polaca.

 

A equipa estava irreconhecível, muito por culpa do treinador que decidiu inovar, alterando o sistema tático da equipa que tão bom resultado tem dado no campeonato.

 

Aparecer no onze titular Paulo Oliveira como lateral, sem rotinas nem experiência na posição, fez com que a equipa se desconjuntasse. Aliás o golo polaco foi extremamente consentido pela defesa leonina.

 

A eliminação deixa, sem dúvida, um amargo de boca, até pelo investimento realizado no início da época que parecia apostar forte nas competições europeias.

 

Contudo, parece-me que o facto de podermos focar-nos, daqui para a frente, apenas nas competições nacionais, sem ter de cumprir o calendário exigente de uma Liga Europa, poderá ser uma vantagem importante, já que, habitualmente a equipa ressente-se sempre quando joga a meio da semana.

 

Daqui para a frente não haverá desculpas: exige-se o campeonato ou pelo menos uma das taças. Caso contrário dever-se-á reconsiderar a opção de Jorge Jesus como treinador, pago a peso de ouro.

23
Nov16

Sporting fora da Champions

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O Sporting ficou fora dos oitavos de final da Liga dos Campeões ao perder contra o Real Madrid, por 2-1.

 

O filme não foi muito diferente do que se passou no Santiago Bernabéu: o Sporting foi superior, controlou o jogo, mas pecou na finalização; ao contrário, os merengues jogaram o suficiente e na primeira oportunidade que tiveram marcaram. Os pequenos detalhes ditaram o resultado.

 

A 2ª parte fica marcada pela expulsão do João Pereira, em que o árbitro é equivocado pela teatralização de Kovacic. O amarelo era suficiente. Mas, pese embora a expulsão e a jogar com menos um jogador, o SCP não esmoreceu, nem parecia estarmos em inferioridade numérica.

 

Aos 80’ foi assinalada uma grande penalidade, cometida por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-la, Adrien não vacilou, empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado. Mas, um golo de Benzama aos 87' ditou o resultado final.

 

O jogo merecia ter acabado empatado, mas o futebol como sabemos não é justo. Estes jogos da Liga dos Campeões, esperemos que tenham servido, pelo menos, para o SCP ganhar experiência, para não cair, de futuro, nos mesmos erros.

 

Excelente ambiente em Alvalade. Como sempre fomos os melhores adeptos, batendo o recorde de assistência (50 046 adeptos).

 

Por fim, é desejável que passemos à Liga Europa. Basta-nos empatar contra o Légia de Varsóvia. Vamos torcer para que isso aconteça.