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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Abr15

Tragédias com imigrantes no mediterrâneo

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Os episódios trágicos à volta do fluxo de imigrantes sucedem-se exterminando milhares de vidas. Os fluxos migratórios da África para a Europa têm aumentado consideravelmente nos últimos anos. A sobrelotação e a falta de condições das embarcações levam muitas vezes à morte de centenas de pessoas.

Em 2014 registaram-se 3.279 mortes no Mediterrâneo, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foi o ano mais mortífero desde 2000.

Mas 2015 afigura-se ainda pior. A OIM assinalou já este ano cerca de 1.600 mortes, 700 dos quais de migrantes que naufragaram no domingo ao largo da Líbia. Relatos de um sobrevivente deram conta que a embarcação transportaria perto de mil pessoas a bordo. As vítimas são pessoas que vivendo num universo de desespero, de guerras, doenças, perseguições, explorações, discriminações e violência procuram a esperança em outro continente.

Do Papa à União Europeia são muitas as vozes que reclamam soluções para um fenómeno que teima em alastrar-se. Mas lamentar só não chega. Este drama reclama prevenção, mediante uma atitude concertada e firme da comunidade internacional.

O comissário europeu para a Migração, Dimitris Avramopoulos, apresentou um plano com 10 ações imediatas para prevenir novas tragédias no Mediterrâneo, ancoradas no «reforço do financiamento e meios disponíveis de patrulha; esforço sistemático para capturar embarcações utilizadas pelos traficantes de seres humanos; encontros regulares entre instituições como Europol, Frontex e Eurojust; projetos-piloto de reinstalação de requerentes de asilo e intensificação do diálogo com os países do norte de África», entre outras ações com carácter de urgência.

Os chefes de estado e de governo dos 28 Estados-membros da União Europeia agendaram um Conselho Europeu extraordinário para a próxima quinta-feira, em Bruxelas, para debater o problema e desencadear soluções que consigam travar o tráfico humano.. Há desafios que só podem ser adequadamente respondidos se houver uma abordagem cooperativa, como é o caso dos fluxos migratórios.