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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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19
Abr15

TSU volta à agenda política

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Passos Coelho decidiu voltar a colocar a descida da Taxa Social Única (TSU) na agenda política. O primeiro-ministro manifestou a intenção de reduzir a TSU paga pelas empresas sem no entanto rever o valor pago pelos trabalhadores.

A descida da TSU que as empresas pagam teria sempre de ser compensada com uma subida da contribuição paga pelos trabalhadores ou com uma subida de outro imposto qualquer, sob pena de existir um défice nas contas da Segurança Social.

Passos diz que a descida da TSU é necessária porque «precisamos como de pão para a boca de aumentar o investimento e criar emprego». O objetivo da criação de postos de trabalho pela redução da TSU das empresas pode estar cheia de boas intensões mas não passará disso mesmo.

Se estimarmos o valor que a Segurança Social vai perder com a redução da TSU das empresas na ordem dos milhares de milhões de euros ficamos a pensar quantas centenas de milhar de postos de trabalho teriam que ser criados para compensar a perda de verbas.

A verdadeira dimensão desta medida está ainda pouco clara mas não irá com certeza ter impacto significativo na tal criação de emprego. O que irá ter é o efeito da descapitalização, ainda mais, da Segurança Social.

Todos concordam que é demasiado arriscado anunciar o aumento das contribuições dos trabalhadores ao mesmo tempo que se anuncia a descida dos encargos para as empresas, ainda para mais em ano de eleições legislativas. Como se pode, então, explicar que o Primeiro-Ministro escolha este momento para recolocar a questão na sua agenda política?

Não sei se é coragem, mera subserviência a grupos económicos ou pura idiotice, mas penso que qualquer medida anunciada por Passos Coelho por melhores que sejam as intensões traz sempre «água no bico».

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