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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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02
Out16

Um candidatura pouco Kristalina

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Quando pela primeira vez na história parecia que o processo de sucessão do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tinha mudado, tornando-se mais transparente, eis que entra na corrida ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas a búlgara Kristalina Georgieva substituída por Irina Bokova.

 

O nome de Irina Bokova tinha sido proposto pelos socialistas búlgaros, mas o país parece agora ter feito uma viragem à direita pois a nova candidata, Kristalina Georgieva, é de centro-direita, assim como o governo da Bulgária. Foi comissária para os Assuntos Humanitários com Durão Barroso e ascendeu a vice-presidente da Comissão com Juncker, em 2014. 

 

Mas acontece que a Georgieva faltou a todas as votações informais, entrou na corrida já com o comboio em andamento, o que significa que eximiu-se a todos os debates com António Guterres. Porém, pelo apoio que recebe da Alemanha, concretamente de Angela Merkel, aí está ela como candidata. 

 

Sabe-se agora que esta candidatura estava a ser preparada há muito tempo e que contou com o impulso de um português, Mário David de seu nome, que está ligado aos países do leste europeu, há anos, como assessor de Durão Barroso na Comissão Europeia e como eurodeputado do PSD - integrado no Partido Popular Europeu.

 

A comissária búlgara afigura-se, sem dúvida, como o maior obstáculo para António Guterres. Além dos apoios importantes que vai somando, Kristalina é uma figura próxima do perfil inicial que foi traçado para a ONU: ser a primeira mulher a ser secretária geral das Nações Unidas e provir de um país de leste.

 

A próxima votação, em que pela primeira vez serão destacados os vetos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, está agendada para 5 de outubro.