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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

17
Mai17

Um discurso destravado

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Assunção Cristas assinou um acordo de coligação para a candidatura autárquica a Lisboa com o vice-presidente do partido monárquico Gonçalo Câmara Pereira. 

 

Quando vi o discurso de Gonçalo da Câmara Pereira sobre o apoio do Partido Monárquico à candidatura de Assunção Cristas nem queria acreditar que, em pleno século XXI,  ainda haja que profira palavras como estas: Assunção Cristas é uma mulher casada que trabalha e não descura a casa. «Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver».

 

Mais tarde, em entrevista ao Observador, quando confrontado com tais declarações Gonçalo da Câmara Pereira quis emendar a mão e considerou as declarações como “elogios” à líder do CDS. «O que quis dizer é que a postura de Assunção Cristas é um bocadinho mais valente do que um homem que trabalha e chega a casa e se senta a beber uísque».

 

Na verdade há apoios que tiram mais votos do que dão!