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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

09
Jun17

Um tiro no pé

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Mais de 46 milhões de eleitores foram chamados às urnas para escolher o novo líder do Governo britânico. Ao propor-se a eleições, a primeira-ministra britânica, Theresa May, procurava alargar a maioria absoluta obtida pelos conservadores, de forma a obter um voto de confiança do povo para poder liderar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia com uma posição reforçada.

 

De relembrar que Theresa May chegou ao poder em julho do ano passado em substituição direta de David Cameron, o antigo primeiro-ministro, que apresentou a demissão na sequência da vitória do Brexit no referendo.

 

Todavia, o «feitiço virou-se contra o feiticeiro», o resultado eleitoral ditou uma frágil vitória do Partido Conservador, que perdeu pelo menos 12 deputados em relação às eleições anteriores.

 

Na primeira reação aos resultados, Jeremy Corbyn destacou o falhanço de Theresa May nestas eleições, tendo em conta os objetivos a que se propôs e pediu mesmo a sua demissão

 

Este resultado inconclusivo deixa o Parlamento britânico fragmentado e o futuro do próximo Governo mais incerto. Dado que, não havendo uma maioria no Parlamento, a situação política britânica pode prolongar-se por várias semanas, o que pode prejudicar o calendário do Brexit, uma vez que as negociações com a União Europeia devem começar dentro de poucas semanas. Mesmo que consiga formar governo, May perde força para negociar com a Europa.

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