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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

20
Fev16

Umberto Eco (1932-2016)

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O mundo hoje foi surpreendido com a morte de Umberto Eco. O escritor que nasceu a 5 de janeiro de 1932, em Alessandria, no noroeste de Itália foi um dos mais importantes escritores do século XX. Escritor, filósofo, professor universitário, conquistou um lugar de destaque na cultura italiana nos últimos 50 anos.

Umberto Eco estreou-se na ficção em 1980 com O Nome da Rosa, livro premiado com Prémio Strega, em 1981, que mais tarde viria a ser adaptado ao cinema pelo realizador Jean Jacques Annaud, tendo Sean Connery como ator principal. Seguiram-se, O Pêndulo de Foucault, A ilha do dia antes, Baudolino, A misteriosa chama da rainha Loana e O cemitério de Praga.

A sua última obra, intitulada Numero Zero foi editada no ano passado e coloca questões sobre jornalismo e as novas plataformas digitais, escolhendo como cenário narrativo a redação de um jornal diário.

Dos mais influentes pensadores sobre a sociedade atual e da cultura de massas a nível internacional, foi uma das personalidades mais carismáticas do pensamento semiótico. Deixou um legado no campo da semiótica e da teoria da comunicação com O Desenvolvimento da Estética Medieval, publicado em 1959, e transformou a crítica da arte em meados da década de 60 com Obra Aberta, de 1962, e Apocalípticos e Integrados, de 1964. Integrou-se na Escola Sociológica Europeia, a par de nomes como Edgar Morin, Jean Baudrillard e Roland Barthes.

Umberto Eco, que lecionou nas universidades norte-americanas de Yale e Harvard, assim como no Collège de France, é autor de uma vasta bibliografia ensaísta, citando-se, entre outros, O signo, Os limites da interpretação, Kant e o ornitorrinco e Como se faz uma tese em Ciências Humanas. Dirigiu e compilou obras como História da beleza, História do feio e História das terras e dos lugares lendários.