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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

21
Jan15

Urgências Hospitares

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São já oito os casos de mortes ocorridas nas urgências hospitalares no espaço de um mês. Os tempos de espera nas urgências, para já não falar dos casos de morte, mostram que o Sistema Nacional de Saúde está a enfrentar problemas muito sérios e que estes não são problemas conjunturais, provocados pelo pico de gripe ou pelo frio, mas sim problemas estruturais que se vêm arrastando há algum tempo.

O desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, a limitação na contratação de profissionais de saúde, o incentivo à precariedade e à emigração conduziu a uma enorme carência de profissionais de saúde, à redução da capacidade de resposta das unidades hospitalares e à degradação dos cuidados de saúde prestados.

A subcontratação de profissionais de saúde em falta através de empresas de trabalho temporário é um falso problema, porque implica uma enorme rotatividade dos profissionais de saúde, consumindo recursos financeiros que poderiam ser canalizados para a contratação de profissionais de saúde integrados numa carreira, garantindo os seus direitos e a sua progressão profissional.

A resolução do problema obviamente não se compadece com remendos. É preciso de uma vez por todas por fim à contratação de empresas e integrar nos quadros os profissionais de saúde em falta, criando condições para a sua fixação e valorizando as suas carreiras.

Uma situação de espera de 22 horas numa urgência hospitalar é intolerável. O Estado deve assegurar serviços de saúde que permitam a todas as pessoas ser assistidas com dignidade. Trata-se de um direito básico de quem recorre ao SNS e de quem não tem meios para pagar cuidados privados, porque não dispõem de seguros ou de outros subsistemas de saúde.

Uma das principais funções da governação tem que ver com a prestação de serviços de saúde condignos. O dinheiro público é escasso, todos sabemos, mas a saúde é uma área que tem que ser vista como prioritária. E todos os profissionais de saúde têm que estar empenhados e motivados a prestar um serviço de qualidade.

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