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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 17.04.13

Encontro de Passos Coelho e Seguro

A necessidade de um respaldo político a fim de garantir medidas que assegurem a execução orçamental deste ano, levaram Passos Coelho a enviar, ontem, uma carta ao secretário-geral do PS para agendar uma reunião (urgente), antes do encontro marcado entre Seguro e a troika. Na carta, Passos Coelho dizia querer assegurar um “largo consenso nacional”, fundamental para  o cumprimento das obrigações com que o país está comprometido, querendo vincular o PS às novas  medidas, afirmando mesmo que é necessário encontrar “novas soluções de política” que garantam  a execução orçamental deste ano e que permitam ao país receber a 8ª tranche de ajuda. Se o país não encontrar as medidas orçamentais necessárias e não  passar no exame da troika, estarão postos em causa dois princípios que tem defendido desde o início: a credibilidade externa e o regresso aos mercados, refere Passos Coelho na dita carta. Ora, este convite não passa de mais uma encenação, como o PS já  bem compreendeu. O primeiro-ministro e o ministro das finanças já definiram as regras do jogo, deixando transparecer que qualquer solução terá necessariamente que ser encontrada no âmbito das metas já acordadas com os parceiros europeus e com o FMI. Por outras palavras, Passos recusa qualquer renegociação do programa de assistência financeira para uma nova flexibilização das metas. Para isso recorda todas as cedências feitas pelos credores até aqui, da redução dos juros em 2011 à suavização das metas orçamentais alcançadas em 2012 e 2013, bem como do acordo conseguido a semana passada para o alargamento das maturidades da dívida. O PS lamenta que o governo só se lembre do maior partido da oposição quando é pressionado pela troika. Seguro já fez saber que iria marcar presença no encontro, mas sublinha que o seu partido defende e lutará por uma «renegociação das condições de ajustamento, uma trajetória credível de consolidação das contas públicas, o fim da política de austeridade para travar a espiral recessiva e preservar o emprego, a adoção de uma agenda para o crescimento e o emprego e a defesa firme dos interesses de Portugal na União Europeia». Ou seja deste encontro, como aliás à semelhança dos anteriores, não irá resultar coisa nenhuma.

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