Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
Li há dias uma notícia que me deixou espantada. «Rui Teixeira proíbe acordo ortográfico». Trata-se do juiz que conduziu na 1ª fase de instrução do mediático processo “Casa Pia” e que se encontra agora colocado no Tribunal de Torres Vedras. No passado mês, o douto juiz, pediu um relatório à Direção Geral de Reinserção Social (DGRS) com a seguinte nota apensa: "'fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais". Ora, é no mínimo estranho que este magistrado possa ajuizar sobre esta matéria. Primeiro, porque não parece aceitável obrigar as entidades, quer sejam públicas ou privadas, a adotar normas ortográficas da sua preferência.Os juízes num estado de direito devem-se limitar, única e exclusivamente, a aplicar a Lei. Depois, tanto quanto julgo saber, a DGRS está vinculada ao poder executivo e não ao poder judicial, cabendo-lhe, por isso, cumprir todas as determinações legais emanadas pela Tutela (Ministério da Justiça) naquilo que ao poder executivo diz respeito e ao abrigo da separação de poderes. Refere ainda o Juiz que «nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso». É pena que o Juiz Rui Teixeira não se tenha informado devidamente sobre o Novo Acordo Ortográfico. Porque em conformidade com o mesmo «os factos também não são fatos» e os «cágados também continuam a ser animais e não algo mal cheiroso». Uma casmurrice de uma figura que ultimamente acha que regula Portugal e quiçá o Mundo.
Li há dias uma notícia que me deixou espantada. «Rui Teixeira proíbe acordo ortográfico». Trata-se do juiz que conduziu na 1ª fase de instrução do mediático processo “Casa Pia” e que se encontra agora colocado no Tribunal de Torres Vedras. No passado mês, o douto juiz, pediu um relatório à Direção Geral de Reinserção Social (DGRS) com a seguinte nota apensa: "'fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (...) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais". Ora, é no mínimo estranho que este magistrado possa ajuizar sobre esta matéria. Primeiro, porque não parece aceitável obrigar as entidades, quer sejam públicas ou privadas, a adotar normas ortográficas da sua preferência.Os juízes num estado de direito devem-se limitar, única e exclusivamente, a aplicar a Lei. Depois, tanto quanto julgo saber, a DGRS está vinculada ao poder executivo e não ao poder judicial, cabendo-lhe, por isso, cumprir todas as determinações legais emanadas pela Tutela (Ministério da Justiça) naquilo que ao poder executivo diz respeito e ao abrigo da separação de poderes. Refere ainda o Juiz que «nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso». É pena que o Juiz Rui Teixeira não se tenha informado devidamente sobre o Novo Acordo Ortográfico. Porque em conformidade com o mesmo «os factos também não são fatos» e os «cágados também continuam a ser animais e não algo mal cheiroso». Uma casmurrice de uma figura que ultimamente acha que regula Portugal e quiçá o Mundo.
«O sentido que dou à minha participação neste encontro é o de apelar à recusa completa de qualquer complacência com este discurso de guerra civil, agindo sem sectarismos, sem tibiezas e sem meias tintas, para que não se rompa a solidariedade com os portugueses que sofrem, que estão a perder quase tudo, para que a democracia, tão fragilizada pela nossa perda de soberania e pela ruptura entre governantes e governados, não corra riscos maiores» - Excerto da mensagem de Pacheco Pereira ao Ex-Presidente Mário Soares, no âmbito da iniciativa de ontem na Reitoria da Universidade de Lisboa subordinada ao tema «Libertar Portugal da Austeridade».
«O sentido que dou à minha participação neste encontro é o de apelar à recusa completa de qualquer complacência com este discurso de guerra civil, agindo sem sectarismos, sem tibiezas e sem meias tintas, para que não se rompa a solidariedade com os portugueses que sofrem, que estão a perder quase tudo, para que a democracia, tão fragilizada pela nossa perda de soberania e pela ruptura entre governantes e governados, não corra riscos maiores» - Excerto da mensagem de Pacheco Pereira ao Ex-Presidente Mário Soares, no âmbito da iniciativa de ontem na Reitoria da Universidade de Lisboa subordinada ao tema «Libertar Portugal da Austeridade».
Há dias o Ministro das Finanças pediu aos portugueses«"simpatia pelas difíceis semanas" que tem vivido "como adepto do Benfica"».A jornalista e comentadora da TVI, Constança Cunha e Sá considera esta atitude "surpreendente", porquanto Vitor Gaspar terá certamente «motivos muito mais fortes para sofrer nos últimos tempos». «Alguém leva a sério que o ministro das Finanças esteja a torcer pelo benfica? Mal seria. Mal seria se nas últimas semanas a grande preocupação dele fosse o Benfica. Isso não seria aceitável: com milhões no desemprego, com pessoas a passar fome, o país numa situação dramática... ».
Há dias o Ministro das Finanças pediu aos portugueses«"simpatia pelas difíceis semanas" que tem vivido "como adepto do Benfica"».A jornalista e comentadora da TVI, Constança Cunha e Sá considera esta atitude "surpreendente", porquanto Vitor Gaspar terá certamente «motivos muito mais fortes para sofrer nos últimos tempos». «Alguém leva a sério que o ministro das Finanças esteja a torcer pelo benfica? Mal seria. Mal seria se nas últimas semanas a grande preocupação dele fosse o Benfica. Isso não seria aceitável: com milhões no desemprego, com pessoas a passar fome, o país numa situação dramática... ».
A Sagração da Primavera é uma das mais importantes obras sinfónicas do século XX. Encerra uma trilogia de bailados (depois de Pássaro de Fogo, em 1910, e Petrushka, em 1911) que Igor Stravinsky compôs para a companhia dos Ballets Russes, de Sergei Diaghilev. Com a coreografia do famoso bailarino Vaslav Nijinksy, a nova obra, que se estreou a 29 de Maio de 1913, em Paris, agitou o mundo da música e da dança. Ainda hoje, a riqueza harmónica e a densidade dos ritmos provoca surpresa ao primeiro contacto.
A Sagração da Primavera é uma das mais importantes obras sinfónicas do século XX. Encerra uma trilogia de bailados (depois de Pássaro de Fogo, em 1910, e Petrushka, em 1911) que Igor Stravinsky compôs para a companhia dos Ballets Russes, de Sergei Diaghilev. Com a coreografia do famoso bailarino Vaslav Nijinksy, a nova obra, que se estreou a 29 de Maio de 1913, em Paris, agitou o mundo da música e da dança. Ainda hoje, a riqueza harmónica e a densidade dos ritmos provoca surpresa ao primeiro contacto.