Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
«Nenhum dos que aqui estão foi eleito para ganhar as próximas eleições, nem para ajudar a ganhar autárquicas, nem as regionais deste ano nos Açores, nem as europeias que aí vêm a seguir, não foi para isso que fomos eleitos. (…) E quero reafirmar, ao fim deste primeiro ano parlamentar, que se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz: que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal». Esta afirmação é da autoria do primeiro-ministro e foi proferida em julho do ano passado, no jantar de despedida da sessão legislativa com os deputados do PSD. Um dos destinatários das palavras de Passos Coelho foi o líder do PS, António José Seguro, bem como a bancada social-democrata. Mas, com a aproximação das eleições autárquicas, Passos Coelho esqueceu o que antes tinha dito e percorreu o país para apoiar os candidatos do PSD e até, ao que parece, deu instruções a Marco António Costa para apontar baterias contra a Troika. No mesmo dia em que o vice-presidente do PSD falava em “hipocrisia institucional”, Passos criticou o PS e António José Seguro por este reclamar justamente aquilo que o Governo pretende: a flexibilização das metas do défice para 2014. Com o frenesim autárquico, o tom ia mudando “Que se lixem as eleições” parecia não passar de um mero soundbite mas o certo é que os portugueses levaram-no à letra e deram uma resposta à altura nas urnas.
«Nenhum dos que aqui estão foi eleito para ganhar as próximas eleições, nem para ajudar a ganhar autárquicas, nem as regionais deste ano nos Açores, nem as europeias que aí vêm a seguir, não foi para isso que fomos eleitos. (…) E quero reafirmar, ao fim deste primeiro ano parlamentar, que se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz: que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal». Esta afirmação é da autoria do primeiro-ministro e foi proferida em julho do ano passado, no jantar de despedida da sessão legislativa com os deputados do PSD. Um dos destinatários das palavras de Passos Coelho foi o líder do PS, António José Seguro, bem como a bancada social-democrata. Mas, com a aproximação das eleições autárquicas, Passos Coelho esqueceu o que antes tinha dito e percorreu o país para apoiar os candidatos do PSD e até, ao que parece, deu instruções a Marco António Costa para apontar baterias contra a Troika. No mesmo dia em que o vice-presidente do PSD falava em “hipocrisia institucional”, Passos criticou o PS e António José Seguro por este reclamar justamente aquilo que o Governo pretende: a flexibilização das metas do défice para 2014. Com o frenesim autárquico, o tom ia mudando “Que se lixem as eleições” parecia não passar de um mero soundbite mas o certo é que os portugueses levaram-no à letra e deram uma resposta à altura nas urnas.
Dia de eleições é sinônimo de dúvida para os indecisos. Não sabemos em quem votar. Não vemos grandes alternativas nem soluções. Afinal, é melhor votar inconscientemente, ou não votar e deixar de exercer este ato de cidadania? Motivos para deixar de exercer tal direito, não faltam. Para muitos, a política pode parecer algo extremamente complexo e aborrecido. Porque os discursos são pobres, porque muitas vezes escutamos, em campanha, promessas de candidatos que depois defraudam as nossas expectativas. A realidade mostra-nos um regime repleto de desigualdades, injustiças, corrupção e compadrio. Mas apesar de tudo e independentemente da nossa opção, não devemos desperdiçar esta possibilidade que está ao nosso alcance. O voto é uma escolha e ser um cidadão responsável também passa por eleger quem pensamos que da melhor forma serve os nossos interesses. O voto é um ato de cidadania que deve ser praticado. É o nosso futuro que está em jogo. A democracia cumpre-se pela possibilidade dos cidadãos poderem escolher os seus governantes e autarcas. Os próximos quatro anos podem fazer uma enorme diferença no nosso concelho, na nossa freguesia, no nosso Pais e até nas nossas vidas. Por isso, VOTE!
Dia de eleições é sinônimo de dúvida para os indecisos. Não sabemos em quem votar. Não vemos grandes alternativas nem soluções. Afinal, é melhor votar inconscientemente, ou não votar e deixar de exercer este ato de cidadania? Motivos para deixar de exercer tal direito, não faltam. Para muitos, a política pode parecer algo extremamente complexo e aborrecido. Porque os discursos são pobres, porque muitas vezes escutamos, em campanha, promessas de candidatos que depois defraudam as nossas expectativas. A realidade mostra-nos um regime repleto de desigualdades, injustiças, corrupção e compadrio. Mas apesar de tudo e independentemente da nossa opção, não devemos desperdiçar esta possibilidade que está ao nosso alcance. O voto é uma escolha e ser um cidadão responsável também passa por eleger quem pensamos que da melhor forma serve os nossos interesses. O voto é um ato de cidadania que deve ser praticado. É o nosso futuro que está em jogo. A democracia cumpre-se pela possibilidade dos cidadãos poderem escolher os seus governantes e autarcas. Os próximos quatro anos podem fazer uma enorme diferença no nosso concelho, na nossa freguesia, no nosso Pais e até nas nossas vidas. Por isso, VOTE!
Dezesseis anos depois da morte da princesa Diana, chega às salas de cinema o filme que se centra nos ultimos dois anos da sua vida, sendo interpretada pela atriz australiana, de origem britânica, Naomi Watts. Para começar o título do fime ̶ Diana ̶ leva o espectador ao engano, levando-o a imaginar que se trata de um filme biográfico. Mas na verdade o realizador alemão, Oliver Hirschbiegel optou por focar-se nos dois anos que antecederam a sua morte, mais especificamente na suposta "história de amor" secreta com o cirurgião paquistanês Hasnat Khan, interpretado por Naveen Andrews (da série "Lost"). Hasnat Khan nunca confirmou o relacionamento com Diana e declarou à imprensa britânica que o filme era baseado em "boatos" e que parecia "totalmente falso". Os produtores admitiram que nunca o consultaram. Depois o caso com o egípcio Dodi Al-Fayed (interpretado por Cas Anvar) é apresentado como um caso ligeiro, sem dar grande ênfase a esta relação. O filme nunca chega a ser emocionante, nem despertar grande interesse. Sabe-se que fazer um filme sobre Diana não se afigurava tarefa fácil, contudo Diana merecia melhor e, já agora, os espetadores também.
Dezesseis anos depois da morte da princesa Diana, chega às salas de cinema o filme que se centra nos ultimos dois anos da sua vida, sendo interpretada pela atriz australiana, de origem britânica, Naomi Watts. Para começar o título do fime ̶ Diana ̶ leva o espectador ao engano, levando-o a imaginar que se trata de um filme biográfico. Mas na verdade o realizador alemão, Oliver Hirschbiegel optou por focar-se nos dois anos que antecederam a sua morte, mais especificamente na suposta "história de amor" secreta com o cirurgião paquistanês Hasnat Khan, interpretado por Naveen Andrews (da série "Lost"). Hasnat Khan nunca confirmou o relacionamento com Diana e declarou à imprensa britânica que o filme era baseado em "boatos" e que parecia "totalmente falso". Os produtores admitiram que nunca o consultaram. Depois o caso com o egípcio Dodi Al-Fayed (interpretado por Cas Anvar) é apresentado como um caso ligeiro, sem dar grande ênfase a esta relação. O filme nunca chega a ser emocionante, nem despertar grande interesse. Sabe-se que fazer um filme sobre Diana não se afigurava tarefa fácil, contudo Diana merecia melhor e, já agora, os espetadores também.