Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
A contrário da maioria das pessoas gosto de ter férias em Agosto. Sempre gostei.
Eu sei que nessa altura a cidade está tranquila, há menos trânsito, há estacionamentos à escolha, menos pessoas, mas, mesmo assim, prefiro o mês Agosto para férias.
É que estar de férias em Julho dá-me a ilusão de que, no final, ainda há um verão inteiro para desfrutar e muitos dias de praia para aproveitar. Ao contrário do que acontece quando se tira férias em Agosto. Nesta altura “cheira” já a despedida do verão e do calor.
E uma semana a mim não me basta, porque a sensação de férias demora a fazer-se sentir. Duas semanas dão a impressão que tudo acaba antes de começar. À terceira semana começamo-nos a habituar à boa vida, a saborear o prazer do remanso e como seria bom viver sempre assim. Então à quarta...bom à quarta já ninguém se lembra que tem um trabalho e é por isso mesmo que a ideia de regresso ou a palavra rentrée provoca reações estranhas e é tão difícil voltar à nova realidade.
Amanhã entro formalmente de férias. Sem despertadores, sem imposições de horários, com a possibilidade de poder dormir até não haver amanhã, viver segundo a vontade de cada instante, apanhar sol, ler bastante, descansar, conversar, ou ficar simplesmente em casa no dolce far niente.
Nos próximos trinta dias é esta calma que me guia, no luxo imenso de poder ser dona do meu tempo. Tão bom!...
A contrário da maioria das pessoas gosto de ter férias em Agosto. Sempre gostei.
Eu sei que nessa altura a cidade está tranquila, há menos trânsito, há estacionamentos à escolha, menos pessoas, mas, mesmo assim, prefiro o mês Agosto para férias.
É que estar de férias em Julho dá-me a ilusão de que, no final, ainda há um verão inteiro para desfrutar e muitos dias de praia para aproveitar. Ao contrário do que acontece quando se tira férias em Agosto. Nesta altura “cheira” já a despedida do verão e do calor.
E uma semana a mim não me basta, porque a sensação de férias demora a fazer-se sentir. Duas semanas dão a impressão que tudo acaba antes de começar. À terceira semana começamo-nos a habituar à boa vida, a saborear o prazer do remanso e como seria bom viver sempre assim. Então à quarta...bom à quarta já ninguém se lembra que tem um trabalho e é por isso mesmo que a ideia de regresso ou a palavra rentrée provoca reações estranhas e é tão difícil voltar à nova realidade.
Amanhã entro formalmente de férias. Sem despertadores, sem imposições de horários, com a possibilidade de poder dormir até não haver amanhã, viver segundo a vontade de cada instante, apanhar sol, ler bastante, descansar, conversar, ou ficar simplesmente em casa no dolce far niente.
Nos próximos trinta dias é esta calma que me guia, no luxo imenso de poder ser dona do meu tempo. Tão bom!...
O Banco Espírito Santo (BES) registou prejuízos históricos de 3.577 milhões de euros no primeiro semestre do ano. Uma «pipa de massa» como dizia o outro!
O Banco Espírito Santo (BES) registou prejuízos históricos de 3.577 milhões de euros no primeiro semestre do ano. Uma «pipa de massa» como dizia o outro!
A turbulência vivida pelo Grupo Espirito Santo (GES) em geral e pelo BES em particular tem levado muitos dos depositantes do banco, nos quais me incluo, a questionarem se deverão ou não manter as suas poupanças depositadas naquele banco.
Esta é naturalmente uma pergunta legítima e compreensível, face à instabilidade e incerteza daquela instituição e que ganha maior dimensão à medida que vão sendo veiculadas na comunicação social novas notícias sobre o BES.
O BES é um dos maiores bancos nacionais, sendo mesmo o maior banco português cotado na bolsa e a segunda maior instituição financeira a operar em Portugal.
Isto, só por si, justifica o facto de o país ter estremecido face às primeiras notícias da crise no BES. A possibilidade de estarmos perante um novo e mais catastrófico caso BPN inquietou milhões de depositantes e de portugueses.
O BdP foi forçado a emitir um esclarecimento público destinado a esclarecer as dúvidas do público em geral, mas principalmente para tranquilizar os depositantes do BES. O comunicado do BdP referia que o BES continua a apresentar uma situação de solvabilidade, a qual foi até reforçada recentemente através do aumento de capital da instituição. Esta entidade reguladora referia ainda a adoção de diversas ações de supervisão, destinadas a reduzir os riscos de contágio entre o GES e o BES. Estas medidas visam sobretudo impedir que os problemas resultantes do ramo não-financeiro do GES pudessem de alguma forma contagiar o banco.
Outra das principais preocupações de quem tem dinheiro depositado no BES tem a ver com queda abrupta do valor das ações do BES que se tem verificado ultimamente na bolsa.
Ora, aqui importa perceber que o mau desempenho das ações na bolsa não compromete a integridade dos depósitos. A queda das ações reflete sobretudo a desconfiança que os investidores estão neste momento a sentir face ao banco. No sistema bancário nacional encontramos no passado um caso paradigmático. No pico da crise financeira, as ações do BCP desvalorizaram significativamente ao ponto de valerem apenas três cêntimos por ação. Contudo, esta queda acentuada do valor das ações do BCP não comprometeu o normal funcionamento do banco, nem colocou em causa a integridade dos depósitos. Isto porque a solidez de um banco está diretamente associada à sua capacidade de cumprir as responsabilidades que lhe são inerentes e não ao valor das suas ações no mercado bolsista.
Ainda que a realidade futura desmentisse tudo o que foi anteriormente exposto, se as garantias do BdP porventura falhassem e se o BES realmente caísse, qual seria então o cenário para os depositantes?
Na eventualidade do pior cenário se concretizar, os depositantes poderiam ainda contar com a proteção do Fundo de Garantia de Depósitos. Este fundo é da responsabilidade do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e tem como principal missão assegurar o reembolso dos depósitos realizados nas instituições de crédito aderentes. Na prática, isto significa que depósitos até 100 mil euros estão cobertos por este Fundo de Garantia.
Até porque num quadro meramente teórico, se todos aqueles que hoje questionam: «Devo tirar o meu dinheiro do BES?», o fizessem, tal ação desencadearia e aceleraria seguramente a queda do banco, com as consequências negativas inerentes para todo o tecido financeiro português.
Acresce, ainda, que as instituições financeiras portuguesas ainda dispõem de cerca de 6,4 mil milhões de euros, valor ao qual poderão recorrer em caso de necessidades. Este é mais um do motivos que deve servir para tranquilizar todos os depositantes do BES.
A turbulência vivida pelo Grupo Espirito Santo (GES) em geral e pelo BES em particular tem levado muitos dos depositantes do banco, nos quais me incluo, a questionarem se deverão ou não manter as suas poupanças depositadas naquele banco.
Esta é naturalmente uma pergunta legítima e compreensível, face à instabilidade e incerteza daquela instituição e que ganha maior dimensão à medida que vão sendo veiculadas na comunicação social novas notícias sobre o BES.
O BES é um dos maiores bancos nacionais, sendo mesmo o maior banco português cotado na bolsa e a segunda maior instituição financeira a operar em Portugal.
Isto, só por si, justifica o facto de o país ter estremecido face às primeiras notícias da crise no BES. A possibilidade de estarmos perante um novo e mais catastrófico caso BPN inquietou milhões de depositantes e de portugueses.
O BdP foi forçado a emitir um esclarecimento público destinado a esclarecer as dúvidas do público em geral, mas principalmente para tranquilizar os depositantes do BES. O comunicado do BdP referia que o BES continua a apresentar uma situação de solvabilidade, a qual foi até reforçada recentemente através do aumento de capital da instituição. Esta entidade reguladora referia ainda a adoção de diversas ações de supervisão, destinadas a reduzir os riscos de contágio entre o GES e o BES. Estas medidas visam sobretudo impedir que os problemas resultantes do ramo não-financeiro do GES pudessem de alguma forma contagiar o banco.
Outra das principais preocupações de quem tem dinheiro depositado no BES tem a ver com queda abrupta do valor das ações do BES que se tem verificado ultimamente na bolsa.
Ora, aqui importa perceber que o mau desempenho das ações na bolsa não compromete a integridade dos depósitos. A queda das ações reflete sobretudo a desconfiança que os investidores estão neste momento a sentir face ao banco. No sistema bancário nacional encontramos no passado um caso paradigmático. No pico da crise financeira, as ações do BCP desvalorizaram significativamente ao ponto de valerem apenas três cêntimos por ação. Contudo, esta queda acentuada do valor das ações do BCP não comprometeu o normal funcionamento do banco, nem colocou em causa a integridade dos depósitos. Isto porque a solidez de um banco está diretamente associada à sua capacidade de cumprir as responsabilidades que lhe são inerentes e não ao valor das suas ações no mercado bolsista.
Ainda que a realidade futura desmentisse tudo o que foi anteriormente exposto, se as garantias do BdP porventura falhassem e se o BES realmente caísse, qual seria então o cenário para os depositantes?
Na eventualidade do pior cenário se concretizar, os depositantes poderiam ainda contar com a proteção do Fundo de Garantia de Depósitos. Este fundo é da responsabilidade do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras e tem como principal missão assegurar o reembolso dos depósitos realizados nas instituições de crédito aderentes. Na prática, isto significa que depósitos até 100 mil euros estão cobertos por este Fundo de Garantia.
Até porque num quadro meramente teórico, se todos aqueles que hoje questionam: «Devo tirar o meu dinheiro do BES?», o fizessem, tal ação desencadearia e aceleraria seguramente a queda do banco, com as consequências negativas inerentes para todo o tecido financeiro português.
Acresce, ainda, que as instituições financeiras portuguesas ainda dispõem de cerca de 6,4 mil milhões de euros, valor ao qual poderão recorrer em caso de necessidades. Este é mais um do motivos que deve servir para tranquilizar todos os depositantes do BES.
«Take another plane» parece assentar que nem uma luva quando se fala dos serviços prestados pela TAP. De facto, apanhar outro voo, é atualmente o mais indicado, porque na TAP há clientes que saem permanentemente insatisfeitos, fruto dos sucessivos atrasos e cancelamentos verificados nos últimos tempos.
No início do ano a TAP cresceu exponencialmente abriu onze novas rotas, abriu concursos para recrutamento de novos funcionários, adquiriu mais aviões, porém a operacionalidade da companhia tem sofrido perturbações, o que tem vindo a ser justificado com a demora na entrega de seis novos aviões, que deveriam ter chegado em Julho.
Os constrangimentos na operação da TAP não são novos. Pelo menos de há três anos a esta parte, assim que entra no pico de procura (nos meses de Verão), há atrasos, cancelamentos, incidentes técnicos e, claro, passageiros indignados. Este ano foi pior, como a própria companhia admitiu, embora argumentando sempre que planeou a operação com o «devido tempo».
No meio da perturbação que a TAP vive, surgiu na sexta-feira, a convocação de uma greve de 24 horas prevista para 9 de Agosto, numa altura em que a companhia já esperava ter a operação quase normalizada.
O anúncio de uma paralisação deste tipo é arrasador. As transportadoras aéreas começam logo a sentir os seus efeitos. Os passageiros tendem a cancelar os voos e recorrer a empresas concorrentes e a reprogramação da operação paga-se muito caro.
A concretizar-se, esta greve vai penalizar ainda mais as contas da empresa, estimando-se uma perda de cinco milhões de euros de receitas por cada dia que os aviões não descolem. Isto sem contar com os custos de alojamento e alimentação dos passageiros lesados. Tendo em conta o tráfego médio de um sábado, em pleno Agosto, estima-se que a greve possa afetar quase 40 mil passageiros, de acordo com dados cedidos pela transportadora.
Entretanto surgiu na imprensa o interesse de Miguel Pais s do Amaral na transportadora aérea, em consórcio com o milionário norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista e presidente da Continental Airlines. O empresário garante que muito em breve estará em condições para apresentar uma proposta para comprar 100% da TAP. A ver vamos!
«Take another plane» parece assentar que nem uma luva quando se fala dos serviços prestados pela TAP. De facto, apanhar outro voo, é atualmente o mais indicado, porque na TAP há clientes que saem permanentemente insatisfeitos, fruto dos sucessivos atrasos e cancelamentos verificados nos últimos tempos.
No início do ano a TAP cresceu exponencialmente abriu onze novas rotas, abriu concursos para recrutamento de novos funcionários, adquiriu mais aviões, porém a operacionalidade da companhia tem sofrido perturbações, o que tem vindo a ser justificado com a demora na entrega de seis novos aviões, que deveriam ter chegado em Julho.
Os constrangimentos na operação da TAP não são novos. Pelo menos de há três anos a esta parte, assim que entra no pico de procura (nos meses de Verão), há atrasos, cancelamentos, incidentes técnicos e, claro, passageiros indignados. Este ano foi pior, como a própria companhia admitiu, embora argumentando sempre que planeou a operação com o «devido tempo».
No meio da perturbação que a TAP vive, surgiu na sexta-feira, a convocação de uma greve de 24 horas prevista para 9 de Agosto, numa altura em que a companhia já esperava ter a operação quase normalizada.
O anúncio de uma paralisação deste tipo é arrasador. As transportadoras aéreas começam logo a sentir os seus efeitos. Os passageiros tendem a cancelar os voos e recorrer a empresas concorrentes e a reprogramação da operação paga-se muito caro.
A concretizar-se, esta greve vai penalizar ainda mais as contas da empresa, estimando-se uma perda de cinco milhões de euros de receitas por cada dia que os aviões não descolem. Isto sem contar com os custos de alojamento e alimentação dos passageiros lesados. Tendo em conta o tráfego médio de um sábado, em pleno Agosto, estima-se que a greve possa afetar quase 40 mil passageiros, de acordo com dados cedidos pela transportadora.
Entretanto surgiu na imprensa o interesse de Miguel Pais s do Amaral na transportadora aérea, em consórcio com o milionário norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista e presidente da Continental Airlines. O empresário garante que muito em breve estará em condições para apresentar uma proposta para comprar 100% da TAP. A ver vamos!