Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
Leonardo DiCaprio venceu finalmente o Óscar de melhor ator, pela personagem que interpretou em The Revenant (O Renascido) de Alejandro G. Iñárritu, também galardoado com o Óscar de melhor realizador, onde DiCaprio protagonizou a vida do explorador Hugh Glass que procura vingança após ter sido enterrado vivo quando foi atacado violentamente por um urso.
The Revenant conseguiu arrecadar três Óscares - Melhor Ator, Melhor Realizador e Melhor Fotografia –mas, em termos numéricos foi Mad Max: Estrada da Fúria que venceu seis estatuetas O Melhor Filme foi O Caso Spotlight que também ganhou na categoria de melhor argumento adaptado.
Entre os restantes vencedores, destaque para Mark Rylance (Ponte de Espiões) que venceu o Óscar para Melhor Ator Secundário, deixando para trás Mark Ruffalo, Christian Bale, Tom Hardy ou Sylvester Stallone.
Entre as atrizes, Brie Larson (Quarto) foi a escolhida no papel principal, enquanto Alicia Vikander (A Rapariga Dinamarquesa) foi a melhor num papel secundário.
Leonardo DiCaprio venceu finalmente o Óscar de melhor ator, pela personagem que interpretou em The Revenant (O Renascido) de Alejandro G. Iñárritu, também galardoado com o Óscar de melhor realizador, onde DiCaprio protagonizou a vida do explorador Hugh Glass que procura vingança após ter sido enterrado vivo quando foi atacado violentamente por um urso.
The Revenant conseguiu arrecadar três Óscares - Melhor Ator, Melhor Realizador e Melhor Fotografia –mas, em termos numéricos foi Mad Max: Estrada da Fúria que venceu seis estatuetas O Melhor Filme foi O Caso Spotlight que também ganhou na categoria de melhor argumento adaptado.
Entre os restantes vencedores, destaque para Mark Rylance (Ponte de Espiões) que venceu o Óscar para Melhor Ator Secundário, deixando para trás Mark Ruffalo, Christian Bale, Tom Hardy ou Sylvester Stallone.
Entre as atrizes, Brie Larson (Quarto) foi a escolhida no papel principal, enquanto Alicia Vikander (A Rapariga Dinamarquesa) foi a melhor num papel secundário.
A 88ª edição dos Óscares ocorre neste domingo, diretamente de Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock. A cerimónia será transmitida em Portugal pela SIC e pela SIC Caras, a partir da meia noite.
Mas as nomeações aos prémios mais distintos do mundo da 7ª arte estão a gerar controvérsia. Tudo por que, pelo segundo ano consecutivo, nenhum ator negro foi nomeado nas categorias de representação. Assim, a atriz Jada Pinkett Smith e o realizador Spike Lee já anunciaram que não vão estar presentes na cerimónia . Na sequência das nomeações, a própria presidente da Academia de Artes Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, afro-americana, reconheceu a desilusão. «Claro que estou desiludida, mas isto não pode tirar a grandiosidade [dos filmes nomeados]. Foi um ótimo ano no cinema. Nunca sabemos o que vai aparecer no papel até vermos», afirmou. Já Charlotte Rampling, que está nomeada para o Óscar de Melhor Atriz pelo seu desempenho em 45 anos, pronunciou-se sobre o boicote à cerimónia dos Óscares. Defende a atriz que o boicote aos Óscares é «racismo contra brancos». «É difícil saber se é o caso, mas talvez os atores negros não mereçam estar na reta final», acrescentou ainda a atriz, recusando a ideia de impor quotas para minorias nos prémios de cinema. «Porquê classificar as pessoas?», argumentou Rampling.
O desfile na passadeira vermelha antecede a grade noite dos óscares. As estrelas de Hollywood levam meses a escolher o modelo perfeito para desfilar na red carpet da grande noite do cinema norte-americano. São escolhidas as grandes criações de prestigiadas casas da moda e a preparação vai até ao mais ínfimo pormenor. Nada é deixado ao acaso.
O filme O Renascido, de Alejandro Gonzalez Iñárritu indicado em 12 categorias, é considerado o grande favorito da noite, mas há outros que também podem surpreender, a saber: Mad Max: A Estrada da Fúria, de George Miller, tem dez nomeações, Perdido em Marte, de Ridley Scott, sete nomeações, A Ponte dos Espiões, de Steven Spielberg e O Caso Spotlight, de Tom McCarthy, seis nomeações, A Queda de Wall Street, de Adam McKay, cinco nomeações, Quarto, de Lenny Abrahamson, quatro nomeações e Brooklyn, de John Crowley, três nomeações (conheça aqui as nomeações).
O prémio para melhor filme é sempre a ocasião mais aguardada da noite, mas este ano haverá outro momento vivido com grande expectativa - a atribuição do Óscar de Melhor Ator - saber se Leonardo DiCaprio levará, ao fim de cinco nomeações, a tão desejada estatueta dourada para casa.
No ano passado, depois de o ator ter falhado uma vez mais o óscar de melhor ator - estava nomeado por O Lobo de Wall Street -, as reações nas redes sociais subiram de tom com críticas dirigidas à Academia, elogios a DiCaprio, muitas piadas e até montagens em jeito de paródia foram feitas. É que a estatueta foge às mão do ator de Titanic ou O Aviador há vários anos. E se os fãs anseiam ver DiCaprio premiado, o desejo é também partilhado por muitos críticos e profissionais da indústria cinematográfica, os quais entendem que o ator já merecia um Óscar pelos seus desempenhos.
Será desta que Leonardo DiCaprio consegue alcançar o famigerado prémio? Saberemos amanhã.
A 88ª edição dos Óscares ocorre neste domingo, diretamente de Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock. A cerimónia será transmitida em Portugal pela SIC e pela SIC Caras, a partir da meia noite.
Mas as nomeações aos prémios mais distintos do mundo da 7ª arte estão a gerar controvérsia. Tudo por que, pelo segundo ano consecutivo, nenhum ator negro foi nomeado nas categorias de representação. Assim, a atriz Jada Pinkett Smith e o realizador Spike Lee já anunciaram que não vão estar presentes na cerimónia . Na sequência das nomeações, a própria presidente da Academia de Artes Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, afro-americana, reconheceu a desilusão. «Claro que estou desiludida, mas isto não pode tirar a grandiosidade [dos filmes nomeados]. Foi um ótimo ano no cinema. Nunca sabemos o que vai aparecer no papel até vermos», afirmou. Já Charlotte Rampling, que está nomeada para o Óscar de Melhor Atriz pelo seu desempenho em 45 anos, pronunciou-se sobre o boicote à cerimónia dos Óscares. Defende a atriz que o boicote aos Óscares é «racismo contra brancos». «É difícil saber se é o caso, mas talvez os atores negros não mereçam estar na reta final», acrescentou ainda a atriz, recusando a ideia de impor quotas para minorias nos prémios de cinema. «Porquê classificar as pessoas?», argumentou Rampling.
O desfile na passadeira vermelha antecede a grade noite dos óscares. As estrelas de Hollywood levam meses a escolher o modelo perfeito para desfilar na red carpet da grande noite do cinema norte-americano. São escolhidas as grandes criações de prestigiadas casas da moda e a preparação vai até ao mais ínfimo pormenor. Nada é deixado ao acaso.
O filme O Renascido, de Alejandro Gonzalez Iñárritu indicado em 12 categorias, é considerado o grande favorito da noite, mas há outros que também podem surpreender, a saber: Mad Max: A Estrada da Fúria, de George Miller, tem dez nomeações, Perdido em Marte, de Ridley Scott, sete nomeações, A Ponte dos Espiões, de Steven Spielberg e O Caso Spotlight, de Tom McCarthy, seis nomeações, A Queda de Wall Street, de Adam McKay, cinco nomeações, Quarto, de Lenny Abrahamson, quatro nomeações e Brooklyn, de John Crowley, três nomeações (conheça aqui as nomeações).
O prémio para melhor filme é sempre a ocasião mais aguardada da noite, mas este ano haverá outro momento vivido com grande expectativa - a atribuição do Óscar de Melhor Ator - saber se Leonardo DiCaprio levará, ao fim de cinco nomeações, a tão desejada estatueta dourada para casa.
No ano passado, depois de o ator ter falhado uma vez mais o óscar de melhor ator - estava nomeado por O Lobo de Wall Street -, as reações nas redes sociais subiram de tom com críticas dirigidas à Academia, elogios a DiCaprio, muitas piadas e até montagens em jeito de paródia foram feitas. É que a estatueta foge às mão do ator de Titanic ou O Aviador há vários anos. E se os fãs anseiam ver DiCaprio premiado, o desejo é também partilhado por muitos críticos e profissionais da indústria cinematográfica, os quais entendem que o ator já merecia um Óscar pelos seus desempenhos.
Será desta que Leonardo DiCaprio consegue alcançar o famigerado prémio? Saberemos amanhã.
O Bloco de Esquerda pretende lançar uma campanha com a finalidade de assinalar a discriminação que existia com a adoção de casais homossexuais e que fez com que esta lei só fosse aprovada no passado dia 10 de fevereiro.
Para o efeito, o BE pretende colocar vários cartazes pelo país semelhantes ao da imagem supra. Mas, nas redes sociais a polémica já está instalada há dois ou três dias.
O Bloco de Esquerda dá a seguinte explicação para a escolha do cartaz: «A ideia do cartaz com a imagem de Jesus Cristo não pretende ofender nem a Igreja nem a religião, garante a deputada do BE Sandra Cunha. É apenas, diz, uma forma de “mostrar às pessoas” que “sempre existiram famílias diferentes” e que essa não é uma realidade “nova nem recente”. Os dois pais a que se refere o cartaz são, especifica a deputada, “o pai espiritual e o pai terreno” de Jesus Cristo. Sandra Cunha sabe que “provavelmente” o cartaz vai gerar polémica, mas considera-a “bem-vinda”, porque faz com que as pessoas discutam o tema, defende» (Público, 26/02).
É um argumento que vale o que vale. Mas, certo é que nem no seio do BE os cartazes obtiveram consenso. Por exemplo, no Facebook, Marisa Matias, a ex-candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda assumiu que o cartaz em causa «saiu ao lado da intenção que se pretendia. Que foi um erro».
Na verdade, promover uma discussão através de um ataque soez ao nível dos valores e às convicções religiosas de muitos portugueses era escusado, até porque os temas que se prendem com a religião, sempre foram entendidos, ainda que tacitamente, que deviam estar à margem do debate político. Por outro lado, também não se entende a oportunidade escolhida de uma campanha (que obviamente tem os seus custos) para promover algo que já foi conseguido.
Por tudo isto esta campanha que mexe com as crenças religiosas é de muito mau gosto e portanto completamente dispensável, porque se trata de uma afronta totalmente gratuita e desnecessária.
O Bloco de Esquerda pretende lançar uma campanha com a finalidade de assinalar a discriminação que existia com a adoção de casais homossexuais e que fez com que esta lei só fosse aprovada no passado dia 10 de fevereiro.
Para o efeito, o BE pretende colocar vários cartazes pelo país semelhantes ao da imagem supra. Mas, nas redes sociais a polémica já está instalada há dois ou três dias.
O Bloco de Esquerda dá a seguinte explicação para a escolha do cartaz: «A ideia do cartaz com a imagem de Jesus Cristo não pretende ofender nem a Igreja nem a religião, garante a deputada do BE Sandra Cunha. É apenas, diz, uma forma de “mostrar às pessoas” que “sempre existiram famílias diferentes” e que essa não é uma realidade “nova nem recente”. Os dois pais a que se refere o cartaz são, especifica a deputada, “o pai espiritual e o pai terreno” de Jesus Cristo. Sandra Cunha sabe que “provavelmente” o cartaz vai gerar polémica, mas considera-a “bem-vinda”, porque faz com que as pessoas discutam o tema, defende» (Público, 26/02).
É um argumento que vale o que vale. Mas, certo é que nem no seio do BE os cartazes obtiveram consenso. Por exemplo, no Facebook, Marisa Matias, a ex-candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda assumiu que o cartaz em causa «saiu ao lado da intenção que se pretendia. Que foi um erro».
Na verdade, promover uma discussão através de um ataque soez ao nível dos valores e às convicções religiosas de muitos portugueses era escusado, até porque os temas que se prendem com a religião, sempre foram entendidos, ainda que tacitamente, que deviam estar à margem do debate político. Por outro lado, também não se entende a oportunidade escolhida de uma campanha (que obviamente tem os seus custos) para promover algo que já foi conseguido.
Por tudo isto esta campanha que mexe com as crenças religiosas é de muito mau gosto e portanto completamente dispensável, porque se trata de uma afronta totalmente gratuita e desnecessária.
Dissemos adeus à Liga Europa com a sensação de que poderíamos fazer um pouco mais. Depois da derrota em Alvalade por 0-1, os leões voltaram a perder na Alemanha por 3-1. Belarabi voltou a ser o «carrasco» da defesa leonina, mas João Mário ainda devolveu a esperança aos sportinguistas. No segundo tempo, o Bayer puxou dos galões e acabou por se apurar, com justiça. Resta agora aos comandados de Jesus lutar pelo campeonato português.
Depois do Sporting sair da Liga dos Campeões, Jorge Jesus fez uma aposta clara e perfeitamente assumida no campeonato português e que, por enquanto, está a correr acima das expetativas, com a liderança incontestável da prova.
Jesus sabe que está a um pequeno passo para passar de grande treinador a treinador imortalizado no futebol português. Se conseguir, na primeira época em Alvalade, sagrar-se campeão nacional num ano em que o FC Porto apostou todas as fichas, ninguém terá qualquer argumento para calar o ego sempre enorme do treinador leonino.
Mas passar essa mensagem poderá ser arriscado, porque concentra toda a pressão no campeonato, o que só vai aumentar a ansiedade dos jogadores, da equipa técnica, da estrutura e dos adeptos. E também a desilusão será maior caso não venhamos a ser campeões.
Dissemos adeus à Liga Europa com a sensação de que poderíamos fazer um pouco mais. Depois da derrota em Alvalade por 0-1, os leões voltaram a perder na Alemanha por 3-1. Belarabi voltou a ser o «carrasco» da defesa leonina, mas João Mário ainda devolveu a esperança aos sportinguistas. No segundo tempo, o Bayer puxou dos galões e acabou por se apurar, com justiça. Resta agora aos comandados de Jesus lutar pelo campeonato português.
Depois do Sporting sair da Liga dos Campeões, Jorge Jesus fez uma aposta clara e perfeitamente assumida no campeonato português e que, por enquanto, está a correr acima das expetativas, com a liderança incontestável da prova.
Jesus sabe que está a um pequeno passo para passar de grande treinador a treinador imortalizado no futebol português. Se conseguir, na primeira época em Alvalade, sagrar-se campeão nacional num ano em que o FC Porto apostou todas as fichas, ninguém terá qualquer argumento para calar o ego sempre enorme do treinador leonino.
Mas passar essa mensagem poderá ser arriscado, porque concentra toda a pressão no campeonato, o que só vai aumentar a ansiedade dos jogadores, da equipa técnica, da estrutura e dos adeptos. E também a desilusão será maior caso não venhamos a ser campeões.
Pela primeira vez em quarenta anos, um orçamento foi aprovado com os votos de PS, BE, PCP e PEV. As bancadas de esquerda aplaudiram de pé. Uma imagem histórica! O deputado do PAN absteve-se e as bancadas do PSD e CDS votaram contra.
Pela primeira vez em quarenta anos, um orçamento foi aprovado com os votos de PS, BE, PCP e PEV. As bancadas de esquerda aplaudiram de pé. Uma imagem histórica! O deputado do PAN absteve-se e as bancadas do PSD e CDS votaram contra.