Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
Paulo Varela Gomes morreu, hoje, depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro há quatro anos.Filho do coronel João Varela Gomes e de Maria Eugénia Varela Gomes, ambos ligados ao golpe de Beja, em 1961, e torturados pela PIDE, nunca deixou de se envolver na política de forma ativa. Ainda professor no ensino secundário foi um militante ativo do PCP juntamente com Miguel Portas, de quem era muito próximo, e com que viria a fundar o movimento Política XXI, uma das correntes políticas que estaria na génese do Bloco de Esquerda.
Em Maio de 2015, publicou na revista Granta um texto intitulado «Morrer é mais difícil do que parece», um verdadeiro tratado de humanidade e um testemunho impressionante que descreve a sua forma de lidar com a doença oncológica, desde que lhe foi diagnosticada, num estádio já muito avançado, até à fase quase terminal, onde refere:
«A vida é muito menos cheia de prosápia do que a morte. É uma espécie de maré pacífica, um grande e largo rio. Na vida é sempre manhã e está um tempo esplêndido. Ao contrário da morte, o amor, que é o outro nome da vida, não me deixa morrer às primeiras: obriga-me a pensar nas pessoas, nos animais e nas plantas de quem gosto e que vou abandonar. Quando a vida manda mais em mim do que a morte, amo os que me amam, e cresce de repente no meu coração a maré da vida.»
Entretanto durante estes quatro anos, Paulo Varela Gomes, professor associado no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, autor de uma obra de investigação importante no campo da história da arquitetura e da arte, deixou as lides académicas, mas não baixou os braços e dedicou-se exclusivamente à literatura, tendo inclusive publicado quatro romances — «O Verão de 2012», «Hotel» (Prémio PEN Narrativa 2015) e «Era Uma Vez em Goa» — e um volume de crónicas — «Ouro e Cinza”. O último livro, intitulado «Passos Perdidos» foi publicado em Fevereiro deste ano.
Paulo Varela Gomes morreu, hoje, depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro há quatro anos.Filho do coronel João Varela Gomes e de Maria Eugénia Varela Gomes, ambos ligados ao golpe de Beja, em 1961, e torturados pela PIDE, nunca deixou de se envolver na política de forma ativa. Ainda professor no ensino secundário foi um militante ativo do PCP juntamente com Miguel Portas, de quem era muito próximo, e com que viria a fundar o movimento Política XXI, uma das correntes políticas que estaria na génese do Bloco de Esquerda.
Em Maio de 2015, publicou na revista Granta um texto intitulado «Morrer é mais difícil do que parece», um verdadeiro tratado de humanidade e um testemunho impressionante que descreve a sua forma de lidar com a doença oncológica, desde que lhe foi diagnosticada, num estádio já muito avançado, até à fase quase terminal, onde refere:
«A vida é muito menos cheia de prosápia do que a morte. É uma espécie de maré pacífica, um grande e largo rio. Na vida é sempre manhã e está um tempo esplêndido. Ao contrário da morte, o amor, que é o outro nome da vida, não me deixa morrer às primeiras: obriga-me a pensar nas pessoas, nos animais e nas plantas de quem gosto e que vou abandonar. Quando a vida manda mais em mim do que a morte, amo os que me amam, e cresce de repente no meu coração a maré da vida.»
Entretanto durante estes quatro anos, Paulo Varela Gomes, professor associado no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, autor de uma obra de investigação importante no campo da história da arquitetura e da arte, deixou as lides académicas, mas não baixou os braços e dedicou-se exclusivamente à literatura, tendo inclusive publicado quatro romances — «O Verão de 2012», «Hotel» (Prémio PEN Narrativa 2015) e «Era Uma Vez em Goa» — e um volume de crónicas — «Ouro e Cinza”. O último livro, intitulado «Passos Perdidos» foi publicado em Fevereiro deste ano.
O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) lançou o crowdfunding ‘Vamos Pôr O Sequeira no Lugar Certo’. O objetivo era adquirir a obra A Adoração dos Magos, em exposição temporária no museu e conseguir angariar os 600 mil euros para o efeito.
A campanha começou a 27 de Outubro do ano passado e terminava no sábado, dia 30 de Abril. A meta dos 600 mil euros foi ultrapassada três dias antes do prazo. Ao todo, contribuíram 172 entidades, mais de 15 mil particulares, anónimos e em grupos, o que tornou a iniciativa um caso de sucesso face às campanhas internacionais.
Inédita em Portugal, a campanha de angariação de fundos para a aquisição de uma obra de arte para um museu público «atingiu uma escala insólita e esmagadora», segundo o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o que permitiu adquirir o quadro, pintado por Domingos Sequeira em 1837.O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, considerou também a iniciativa, um exemplo de um «movimento de apropriação da cultura pelos cidadãos».
A obra-prima, que completa assim o acervo de desenhos e pinturas do seu autor, fica exposta no átrio do MNAA até ao fim do mês de Abril e será depois alvo de trabalhos de conservação e restauro.O quadro ficará doravante como património cultural do país, depois de ter estado cerca de 200 anos em mãos de privados.
Na Noite dos Museus, agendada para 21 de Maio, será reapresentada ao público, num evento organizado no museu. Em Julho, integrará finalmente a nova exposição permanente que está a ser preparada no terceiro piso daquela instituição, na rua das Janelas Verdes.
O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) lançou o crowdfunding ‘Vamos Pôr O Sequeira no Lugar Certo’. O objetivo era adquirir a obra A Adoração dos Magos, em exposição temporária no museu e conseguir angariar os 600 mil euros para o efeito.
A campanha começou a 27 de Outubro do ano passado e terminava no sábado, dia 30 de Abril. A meta dos 600 mil euros foi ultrapassada três dias antes do prazo. Ao todo, contribuíram 172 entidades, mais de 15 mil particulares, anónimos e em grupos, o que tornou a iniciativa um caso de sucesso face às campanhas internacionais.
Inédita em Portugal, a campanha de angariação de fundos para a aquisição de uma obra de arte para um museu público «atingiu uma escala insólita e esmagadora», segundo o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) o que permitiu adquirir o quadro, pintado por Domingos Sequeira em 1837.O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, considerou também a iniciativa, um exemplo de um «movimento de apropriação da cultura pelos cidadãos».
A obra-prima, que completa assim o acervo de desenhos e pinturas do seu autor, fica exposta no átrio do MNAA até ao fim do mês de Abril e será depois alvo de trabalhos de conservação e restauro.O quadro ficará doravante como património cultural do país, depois de ter estado cerca de 200 anos em mãos de privados.
Na Noite dos Museus, agendada para 21 de Maio, será reapresentada ao público, num evento organizado no museu. Em Julho, integrará finalmente a nova exposição permanente que está a ser preparada no terceiro piso daquela instituição, na rua das Janelas Verdes.
Adoro massas e já percebi que os meus leitores também! É um ingrediente delicioso que tem mil e uma utilizações, além de que se prepara muito rapidamente.
Ingredientes:
2 tranches de salmão
1 cebola pequena
2 dentes de alho
300g de massa tagliatelli fresca
350ml de natas de cozinha (podem ser light ou soja)
sal e pimenta q.b
gotas de limão
azeite q.b
Preparação:
De véspera tinha grelhado tranches de salmão que comi com batatas e legumes. No próprio dia, coloquei um tacho ao lume com sal e um fio de azeite. Ao levantar fervura juntei a massa e deixe cozer cerca até estar al dente. Reservei.
Numa frigideira, tipo WoK, pus o azeite, a cebola e os alhos, picados finamente, e deixei refogar alguns minutos. Juntei um pouco de tomate (apenas para dar cor) de seguida as natas, e gotas de limão. Quando as natas ficaram espessas, adicionei o salmão cortado em bocados grossos e juntei a massa.
Envolvi com cuidado de forma a não desmanchar o salmão. Finalmente, adicionei uns coentros picados.
Adoro massas e já percebi que os meus leitores também! É um ingrediente delicioso que tem mil e uma utilizações, além de que se prepara muito rapidamente.
Ingredientes:
2 tranches de salmão
1 cebola pequena
2 dentes de alho
300g de massa tagliatelli fresca
350ml de natas de cozinha (podem ser light ou soja)
sal e pimenta q.b
gotas de limão
azeite q.b
Preparação:
De véspera tinha grelhado tranches de salmão que comi com batatas e legumes. No próprio dia, coloquei um tacho ao lume com sal e um fio de azeite. Ao levantar fervura juntei a massa e deixe cozer cerca até estar al dente. Reservei.
Numa frigideira, tipo WoK, pus o azeite, a cebola e os alhos, picados finamente, e deixei refogar alguns minutos. Juntei um pouco de tomate (apenas para dar cor) de seguida as natas, e gotas de limão. Quando as natas ficaram espessas, adicionei o salmão cortado em bocados grossos e juntei a massa.
Envolvi com cuidado de forma a não desmanchar o salmão. Finalmente, adicionei uns coentros picados.
Em Espanha o impasse continua. Os partidos políticos mostram-se incapazes de chegar a entendimentos a fim de viabilizarem a formação de um governo. Neste contexto o rei de Espanha informou que será necessário dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas. Os espanhóis irão às urnas em 26 de junho, seis meses após as últimas eleições legislativas.
Ao contrário de Portugal, onde a esquerda fez um esforço para se sentar à mesa das negociações e chegar a uma plataforma de entendimento, com cedências de ambas as partes, em Espanha, essa possibilidade não foi conseguida e a realização de eleições, parece uma inevitabilidade, ainda que as sondagens mostrem que 80% dos espanhóis se opõe a este cenário,
Mas voltar a eleições resolveria o problema político? As próximas eleições espanholas serão vividas num contexto de um profundo esgotamento político. Recorde-se que quase todo o ano de 2015 foi preenchido com campanhas eleitorais. Depois os protagonistas políticos são os mesmos e estando os espanhóis contra a marcação de eleições, poderá existir uma elevada taxa de abstenção, punindo a incapacidade de diálogo e entendimento entre partidos políticos, antevendo-se que o impasse corra o risco de se manter, mesmo após este ato eleitoral.
Em Espanha o impasse continua. Os partidos políticos mostram-se incapazes de chegar a entendimentos a fim de viabilizarem a formação de um governo. Neste contexto o rei de Espanha informou que será necessário dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas. Os espanhóis irão às urnas em 26 de junho, seis meses após as últimas eleições legislativas.
Ao contrário de Portugal, onde a esquerda fez um esforço para se sentar à mesa das negociações e chegar a uma plataforma de entendimento, com cedências de ambas as partes, em Espanha, essa possibilidade não foi conseguida e a realização de eleições, parece uma inevitabilidade, ainda que as sondagens mostrem que 80% dos espanhóis se opõe a este cenário,
Mas voltar a eleições resolveria o problema político? As próximas eleições espanholas serão vividas num contexto de um profundo esgotamento político. Recorde-se que quase todo o ano de 2015 foi preenchido com campanhas eleitorais. Depois os protagonistas políticos são os mesmos e estando os espanhóis contra a marcação de eleições, poderá existir uma elevada taxa de abstenção, punindo a incapacidade de diálogo e entendimento entre partidos políticos, antevendo-se que o impasse corra o risco de se manter, mesmo após este ato eleitoral.