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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Sex | 30.09.16

Mirós ficam em Serralves

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O governo de Passos Coelho preparava-se para leiloar a coleção de 85 quadros Joan Miró, na posse do Estado desde a nacionalização do BPN, através da leiloeira Christie's, em Londres. A decisão como se sabe não foi pacífica e o coro de críticas não tardou. Foram interpostos processos pelo Ministério Público contra a saída das obras de Portugal e a leiloeira recuou.


 


A Christie´s avaliou este conjunto de obras de pintura e desenho em cerca de 36 milhões de euros líquidos, considerando-a «uma das mais extensas e impressionantes ofertas de trabalhos do artista que alguma vez foi a leilão». O BPN comprou as obras a um japonês em 2006 por 34 milhões. Aquando da nacionalização do banco, o Estado ficou com a coleção. Ou seja, cada português pagou perto de quatro euros para ficar com os Mirós.


 


Quando António Costa tomou posse, ficou decidido que a coleção não sairia das mãos do Estado, tendo sido anunciado mais tarde pelo Ministério da Cultura que a coleção ficaria sedeada na Porto.


 


Sabe-se agora que a coleção Miró vai ficar em permanência na Casa de Serralves. O argumento é que a Casa é ela própria modernista e, por isso, adequada às obras de Miró.


 


A câmara do Porto irá custear as obras de adaptação da Casa de Serralves para receber em definitivo a coleção.


 


Hoje, em Serralves, os primeiros-ministros de Portugal e de Espanha, juntamente com o Presidente da República e Rui Moreira inauguraram a exposição do pintor catalão: «Joan Miró: Materialidade e metamorfose», que integra as 85 obras daquele artista.

Sex | 30.09.16

Mirós ficam em Serralves

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O governo de Passos Coelho preparava-se para leiloar a coleção de 85 quadros Joan Miró, na posse do Estado desde a nacionalização do BPN, através da leiloeira Christie's, em Londres. A decisão como se sabe não foi pacífica e o coro de críticas não tardou. Foram interpostos processos pelo Ministério Público contra a saída das obras de Portugal e a leiloeira recuou.

 

A Christie´s avaliou este conjunto de obras de pintura e desenho em cerca de 36 milhões de euros líquidos, considerando-a «uma das mais extensas e impressionantes ofertas de trabalhos do artista que alguma vez foi a leilão». O BPN comprou as obras a um japonês em 2006 por 34 milhões. Aquando da nacionalização do banco, o Estado ficou com a coleção. Ou seja, cada português pagou perto de quatro euros para ficar com os Mirós.

 

Quando António Costa tomou posse, ficou decidido que a coleção não sairia das mãos do Estado, tendo sido anunciado mais tarde pelo Ministério da Cultura que a coleção ficaria sedeada na Porto.

 

Sabe-se agora que a coleção Miró vai ficar em permanência na Casa de Serralves. O argumento é que a Casa é ela própria modernista e, por isso, adequada às obras de Miró.

 

A câmara do Porto irá custear as obras de adaptação da Casa de Serralves para receber em definitivo a coleção.

 

Hoje, em Serralves, os primeiros-ministros de Portugal e de Espanha, juntamente com o Presidente da República e Rui Moreira inauguraram a exposição do pintor catalão: «Joan Miró: Materialidade e metamorfose», que integra as 85 obras daquele artista.

Qua | 28.09.16

Marques Mendes e o imposto sobre o património

 


imi090914.jpg


Há muito que deixei de ver os comentários de Marques Mendes na SIC, mas li algures que Mendes considerou que o imposto sobre o património imobiliário, que alegadamente irá constar da proposta de Orçamento do Estado para 2017, «está para António Costa como a TSU para Passos Coelho».


 


Vamos ser sérios. Marques Mendes pode não concordar com a justeza da medida e está no seu direito, agora não pode é comparar o que é na verdade é incomparável.


 


Porque equiparar as duas medidas é confundir «a estrada da Beira e a beira da estrada»: o novo imposto sobre o património imobiliário, caso venha a ser contemplado no próximo Orçamento do Estado, abrangerá, de acordo com dados da Autoridade Tributária, 8618 famílias, apenas aquelas que em Portugal são detentoras de imóveis registados nas Finanças com valor superior a um milhão de euros, ao passo que a TSU (contribuição obrigatória paga mensalmente à Segurança Social, no governo de Passos Coelho, pelos trabalhadores e pelas entidades empregadoras e que se aplicava diretamente aos salários com o objetivo de suportar o sistema de Segurança Social – nomeadamente para o pagamento de reformas) atingiu, se bem se lembram, cerca de quatro milhões de trabalhadores e levou para as ruas um movimento de cidadãos que juntou um milhão de pessoas em mais de 30 cidades, tornando-se na maior ação popular que se viveu em Portugal desde o 1º de Maio de 1974.


 


Só por muita má-fé se pode confundir a tributação do património com a Taxa Social Única.

Qua | 28.09.16

Marques Mendes e o imposto sobre o património

 

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Há muito que deixei de ver os comentários de Marques Mendes na SIC, mas li algures que Mendes considerou que o imposto sobre o património imobiliário, que alegadamente irá constar da proposta de Orçamento do Estado para 2017, «está para António Costa como a TSU para Passos Coelho».

 

Vamos ser sérios. Marques Mendes pode não concordar com a justeza da medida e está no seu direito, agora não pode é comparar o que é na verdade é incomparável.

 

Porque equiparar as duas medidas é confundir «a estrada da Beira e a beira da estrada»: o novo imposto sobre o património imobiliário, caso venha a ser contemplado no próximo Orçamento do Estado, abrangerá, de acordo com dados da Autoridade Tributária, 8618 famílias, apenas aquelas que em Portugal são detentoras de imóveis registados nas Finanças com valor superior a um milhão de euros, ao passo que a TSU (contribuição obrigatória paga mensalmente à Segurança Social, no governo de Passos Coelho, pelos trabalhadores e pelas entidades empregadoras e que se aplicava diretamente aos salários com o objetivo de suportar o sistema de Segurança Social – nomeadamente para o pagamento de reformas) atingiu, se bem se lembram, cerca de quatro milhões de trabalhadores e levou para as ruas um movimento de cidadãos que juntou um milhão de pessoas em mais de 30 cidades, tornando-se na maior ação popular que se viveu em Portugal desde o 1º de Maio de 1974.

 

Só por muita má-fé se pode confundir a tributação do património com a Taxa Social Única.

Ter | 27.09.16

Guterres soma e segue

 


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António Guterres venceu a quinta votação para secretário-geral da ONU, tendo conseguido 12 votos a favor, dois contra e um sem opinião, entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, precisamente o mesmo resultado da última votação.


 


Em segundo lugar, ficou Vuk Jeremić, atual presidente da Assembleia Geral da ONU e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, e em terceiro ficou Miroslav Lajčák, que é atualmente ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia.


 


A próxima votação está agendada para a primeira semana de outubro e vai destacar pela primeira vez os votos dos membros permanentes do conselho, que têm poder de veto sobre os candidatos.


 


Todos os candidatos têm receio do veto de um dos membros permanentes do Conselho de Segurança, porque os cinco países que o constituem (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) têm todos interesses próprios e vão usar o seu poder de veto para os defender, mediante as suas conveniências.


 


Até agora, as votações têm sido informais. Cada candidato pode receber três tipos de votos: encoraja, desencoraja, e sem opinião. A partir da próxima votação, os membros permanentes do Conselho de Segurança usarão boletins de voto com um código de cor. Se um candidato tiver um boletim com o código «desencoraja» entre os seus votos, ficará excluído da corrida.


 


Assim que um candidato reunir nove votos entre os 15 países membros e aprovação de todos os membros, o conselho recomendará o seu nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.


 


Sendo certo que nada está garantido, dado o processo de seleção utilizado, esperemos que António Guterres supere mais esta prova e possa ser o sucessor de Ban Ki-moon.

Ter | 27.09.16

Guterres soma e segue

 

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António Guterres venceu a quinta votação para secretário-geral da ONU, tendo conseguido 12 votos a favor, dois contra e um sem opinião, entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, precisamente o mesmo resultado da última votação.

 

Em segundo lugar, ficou Vuk Jeremić, atual presidente da Assembleia Geral da ONU e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, e em terceiro ficou Miroslav Lajčák, que é atualmente ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia.

 

A próxima votação está agendada para a primeira semana de outubro e vai destacar pela primeira vez os votos dos membros permanentes do conselho, que têm poder de veto sobre os candidatos.

 

Todos os candidatos têm receio do veto de um dos membros permanentes do Conselho de Segurança, porque os cinco países que o constituem (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) têm todos interesses próprios e vão usar o seu poder de veto para os defender, mediante as suas conveniências.

 

Até agora, as votações têm sido informais. Cada candidato pode receber três tipos de votos: encoraja, desencoraja, e sem opinião. A partir da próxima votação, os membros permanentes do Conselho de Segurança usarão boletins de voto com um código de cor. Se um candidato tiver um boletim com o código «desencoraja» entre os seus votos, ficará excluído da corrida.

 

Assim que um candidato reunir nove votos entre os 15 países membros e aprovação de todos os membros, o conselho recomendará o seu nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

 

Sendo certo que nada está garantido, dado o processo de seleção utilizado, esperemos que António Guterres supere mais esta prova e possa ser o sucessor de Ban Ki-moon.

Seg | 26.09.16

O reaparecimento de José Sócrates

 


mw-860.jpg


Aos poucos e poucos Jose Sócrates vai dando o ar da sua graça. A sua presença na Universidade de Verão da JS e posteriormente no departamento de mulheres socialistas da Federação da Área Urbana de Lisboa, tem sido objeto de crítica dentro de alguns setores socialistas.


 


Uma dessas vozes foi a da eurodeputada Ana Gomes que teceu duras críticas, considerando que «a conduta de José Sócrates é incompatível com um mínimo de credibilidade que se exige a um político sério».


 


António Costa sabe que Sócrates é, neste momento, um ativo tóxico e evita aparecer ao lado do antigo primeiro ministro, deixando sempre claro que: «à Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política».


 


Mas Sócrates não se deixa intimidar por algumas vozes dissonantes do partido e, ao aparecer dia sim, dia não, quer, obviamente, marcar o seu terreno político, faz parte do seu ADN. 


 


O lançamento do livro previsto para o próximo mês, será mais uma oportunidade de o «animal feroz» poder ganhar espaço de manobra e criar alguns problemas a Costa e ao PS. Neste medida, a morte política de Sócrates afigura-se manifestamente exagerada.


 


 

Seg | 26.09.16

O reaparecimento de José Sócrates

 

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Aos poucos e poucos Jose Sócrates vai dando o ar da sua graça. A sua presença na Universidade de Verão da JS e posteriormente no departamento de mulheres socialistas da Federação da Área Urbana de Lisboa, tem sido objeto de crítica dentro de alguns setores socialistas.

 

Uma dessas vozes foi a da eurodeputada Ana Gomes que teceu duras críticas, considerando que «a conduta de José Sócrates é incompatível com um mínimo de credibilidade que se exige a um político sério».

 

António Costa sabe que Sócrates é, neste momento, um ativo tóxico e evita aparecer ao lado do antigo primeiro ministro, deixando sempre claro que: «à Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política».

 

Mas Sócrates não se deixa intimidar por algumas vozes dissonantes do partido e, ao aparecer dia sim, dia não, quer, obviamente, marcar o seu terreno político, faz parte do seu ADN. 

 

O lançamento do livro previsto para o próximo mês, será mais uma oportunidade de o «animal feroz» poder ganhar espaço de manobra e criar alguns problemas a Costa e ao PS. Neste medida, a morte política de Sócrates afigura-se manifestamente exagerada.

 

 

Sex | 23.09.16

Os avanços e recuos do PSD

 


PassosCoelho-eleicoesPSD.jpg


 


Foi uma semana de desnorte no PSD, senão vejamos:


 


Passos Coelho ia apresentar o livro do Saraiva – que ia sim senhor que não volta com a palavra atrás - mas afinal não vai. Em comunicado enviado à agência Lusa, a editora Gradiva afirma que o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho «pediu ao autor, por motivos pessoais, para o desobrigar de estar presente na sessão de lançamento do livro», que estava agendada para dia 26, às 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa;


 


Os cortes das subvenções dos partidos que queriam ver repostos, mas afinal já não querem: Primeiro, o secretário-geral do PSD mostra-se a favor do fim dos cortes aos partidos. Agora, avança com uma proposta de alteração à lei do financiamento dos partidos precisamente para tornar os cortes na subvenção dos partidos e no financiamento das campanhas eleitorais cortes permanentes.


 


Afinal, Isaltino Morais foi mesmo abordado pelo PSD para se candidatar a Oeiras. O Expresso já tinha dado a notícia, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, desmentiu, mas Isaltino confirmou o convite. E diz que recusou.


 


O imposto sobre a tributação do património, defendido por Mariana Mortágia e criticado pelos partidos de direita, já havia sido proposto por Pedro Passos Coelho há dois anos. Parece mentira mas é verdade.


 


Mas, nada que nos surpreenda, uma vez que já sabíamos, pelo passado recente, que a coerência não era um forte deste PSD de Passos Coelho!


 

Sex | 23.09.16

Os avanços e recuos do PSD

 

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Foi uma semana de desnorte no PSD, senão vejamos:

 

Passos Coelho ia apresentar o livro do Saraiva – que ia sim senhor que não volta com a palavra atrás - mas afinal não vai. Em comunicado enviado à agência Lusa, a editora Gradiva afirma que o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho «pediu ao autor, por motivos pessoais, para o desobrigar de estar presente na sessão de lançamento do livro», que estava agendada para dia 26, às 18h30, no El Corte Inglês, em Lisboa;

 

Os cortes das subvenções dos partidos que queriam ver repostos, mas afinal já não querem: Primeiro, o secretário-geral do PSD mostra-se a favor do fim dos cortes aos partidos. Agora, avança com uma proposta de alteração à lei do financiamento dos partidos precisamente para tornar os cortes na subvenção dos partidos e no financiamento das campanhas eleitorais cortes permanentes.

 

Afinal, Isaltino Morais foi mesmo abordado pelo PSD para se candidatar a Oeiras. O Expresso já tinha dado a notícia, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, desmentiu, mas Isaltino confirmou o convite. E diz que recusou.

 

O imposto sobre a tributação do património, defendido por Mariana Mortágia e criticado pelos partidos de direita, já havia sido proposto por Pedro Passos Coelho há dois anos. Parece mentira mas é verdade.

 

Mas, nada que nos surpreenda, uma vez que já sabíamos, pelo passado recente, que a coerência não era um forte deste PSD de Passos Coelho!

 

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