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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Sex | 18.11.16

Do susto à goleada

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Depois de sofrer um golo logo aos 2 minutos de jogo (Filipe Andrade colocou os açorianos em vantagem), o Sporting embalou para uma goleada de 5-1,  mas que podiam ter sido 7 ou 8, tal o caudal ofensivo do SCP. Mas a equipa, privada de alguns dos seus habituais titulares, esteve muito bem. Fez uma boa circulação de bola e soube reagir ao golo sofrido nos primeiros minutos - ainda na 1ª parte, Paulo Oliveira empatou, com um golo aos 21 minutos.

 

Grande jogo de Bruno César. Foi, na minha opinião, o melhor em campo, pelo que jogou e fez jogar. Marcou um golo numa bela combinação com Adrien, sofreu o penálti que Adrien Silva converteu, fez duas assistências para os golos de André Filipe, e ainda fez um remate ao poste. Começa a ser um jogador imprescindível neste Sporting, pela qualidade que consegue imprimir à equipa.

 

Castaignos terrível no capítulo da finalização, mas movimentou-se muito bem. O Douglas e Paulo Oliveira estiveram bem. O Elias fez um bom jogo e André mostrou a sua veia goleadora.

 

Grande golo do Praiense, evidenciando uma postura digna em campo. Melhor que muitas equipas da 1ª liga que se deslocam a Alvalade e fazem antijogo. O Praiense fez um bom jogo e mostrou que não vinha ali só para passear.

 

Arbitragem miserável de Luís Ferreira, o que aliás já vem sendo hábito quando apita um jogo com SCP. Ontem, não marcou dois penáltis claros (sobre Douglas e Castaignos) e assinalou incorretamente três foras-de-jogo que davam oportunidades flagrantes de golo (uma das quais chegou mesmo a ser concretizada por Castaignos).

Qua | 16.11.16

Notícias da Geringonça

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Segundo o INE, a economia portuguesa cresceu 0,8% em termos reais no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior e 1,6%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

 

O Gabinete de Estatísticas do INE  justificou este crescimento com «o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços» face à das importações de bens e serviços. E sublinha ainda que a aceleração das exportações «foi comum às componentes de bens e de serviços».

 

Por outro lado, aumentou também a procura interna para a variação equivalente do PIB no terceiro trimestre, consequência da «aceleração do consumo privado» devido ao comportamento dos bens não duradouros e serviços, enquanto os bens duradouros desaceleraram.

 

Os valores ora divulgados superam as expectativas dos vários analistas económicos que estimavam aumentos de 0,3% em cadeia e 1,1% em termos homólogos, atribuindo-os sobretudo a uma quebra na procura interna.

 

Estes valores, de acordo com o Eurostat, colocam Portugal com o maior crescimento do PIB no terceiro trimestre do ano face ao trimestre anterior, juntamente com a Bulgária (0,8%), enquanto o crescimento da economia portuguesa em termos homólogos esteve precisamente em linha com a média da zona euro (1,6%).

 

Claro que não devemos «embandeirar em arco». Todos sabemos que não temos uma economia pujante e qualquer abalo nos mercados externos poder-nos-á ser fatal.

 

Mas, para já, os indicadores são positivos e enchem-nos de ânimo. O PIB foi o maior da zona euro. O desemprego está a baixar. As exportações estão a melhorar, assim como a procura interna e, como tudo indica, a Comissão Europeia não deverá suspender os Fundos para Portugal em consequência do bom desempenho da economia. Tudo num Portugal governado por uma «geringonça». Parafraseando António Costa: «é geringonça, mas funciona».

 

Ter | 15.11.16

As infelizes declarações de Maria José Vilaça

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Maria José Vilaça, Psicóloga da Associação dos Psicólogos Católicos, afirmou à revista Família Cristã que os pais, em nome do amor, devem aceitar os filhos homossexuais mesmo sem aceitar a homossexualidade, «Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer. É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom».

 

Obviamente não concordando com as declarações proferidas e achando infeliz o exemplo encontrado, percebo que o que está implícito nas palavras de Maria José Vilaça é o amor incondicional de uma mãe por um filho, mesmo não aceitando as suas opções de vida.

 

A psicóloga já veio esclarecer, numa publicação no seu perfil do Facebook, que o que quis dizer é que, «perante um filho que tem um comportamento com o qual os pais não concordam, devem na mesma acolhê-lo e amá-lo». «A toxicodependência é apenas exemplo de comportamento que por vezes leva os pais a rejeitar o filho. Não é uma comparação sobre a homossexualidade, mas sobre a atitude diante dela».

 

Mas as palavras não são inócuas e quando as proferimos, em determinado contexto, temos que ter consciência do impacto que as mesmas têm junto da opinião pública: uma psicóloga usar a atitude face à toxicodependência como analogia para a atitude face à homossexualidade, parece-me no mínimo descabida.

 

Como a Dra. Maria José Vilaça sabe ou deveria saber, até pela sua formação académica, a homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual inerente ao indivíduo, é uma opção do próprio e é legalmente aceite. Contrariamente, a toxicodependência é um estado de dependência física, uma adição que resulta de fenómenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos, provocando, dor e sofrimento ao próprio e a todos que com ele convivem.

  

A Ordem dos Psicólogos Portugueses considerou as palavras enunciadas por Vilaça de «extrema gravidade» e já anunciou que irá participar os factos ao Conselho Jurisdicional da Ordem, para que seja aberto um inquérito. Na sequência desta decisão estão as inúmeras queixas apresentadas junto da Ordem dos Psicólogos que considera que a psicóloga falou «a título profissional», sublinhando que «não se revê nas afirmações proferidas» e que estas não representam a opinião da ordem, por ausência de qualquer base científica.

Seg | 14.11.16

Hoje pode ver uma SuperLua

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Este fenómeno celestial  já não acontecia há 34 anos. Por definição, a Superlua acontece quando a diferença entre os instantes de Lua cheia e do perigeu é menor do que um dia e oito horas. O perigeu lunar ocorre quando a Lua, no percurso da sua órbita, está mais próxima da Terra.

 

A última vez que uma Superlua se aproximou tanto da Terra foi em janeiro de 1948, segundo dados do Observatório Astronómico de Lisboa, quando a fase de Lua cheia ocorreu às 07:11 e atingiu o perigeu às 11:18, a 356.460,526 quilómetros da Terra.

 

Hoje, às 13:52 (hora de Lisboa), a Lua estará em fase de Lua cheia, tendo passado pelo perigeu, a 356.508,987 quilómetros da Terra às 11:22. Os dois acontecimentos estão separados por duas horas e meia. Uma Superlua maior só ocorrerá a 25 de novembro de 2034, quando a Lua cheia se aproximar mais da Terra, a 356.445,402 quilómetros.

 

O melhor momento para se observar a Superlua é no instante do seu nascimento, que hoje ocorrerá às 17h49. Estará em todo o seu esplendor, maior do que o normal e com um brilho raro. Nessa altura, por a lua estar próxima do horizonte, o aumento do seu diâmetro vai parecer ainda maior do que a ampliação de 14% causada pela ocorrência de Superlua.

 

O local ideal para se observar a Superlua é o que tiver o horizonte mais nítido na direção NE, pois a lua nasce com o azimute 108º, contado de Sul para Este. Assim, em Lisboa, o melhor sitio para se observar é no Parque das Nações junto à Torre Vasco da Gama.

Sex | 11.11.16

Leonard Cohen (1934 - 2016)

 

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O mundo ficou mais pobre com o desaparecimento de Leonard Cohen. O cantor e compositor canadiano morreu ontem. Tinha 82 anos. Nasceu em Montreal, mas vivia em Los Angeles, nos Estados Unidos da América. Lançou o último álbum no mês passado, You Want It Darker, em que refletia sobre a sua própria morte.

 

Deixa um legado artístico invejável de mais de seis décadas e uma voz inconfundível. Com uma vasta carreira artística, Leonard Cohen despertou para a fama como escritor em 1961. Dois anos depois, estreou-se no romance, e em 1966 faz a segunda investida na prosa, com um novo livro de poemas de permeio. A obra como escritor garantiu-lhe, em 2011, um dos mais importantes prémios de Espanha, o «Príncipe das Astúrias».

 

Foi depois do segundo romance que Cohen decidiu enveredar pela música, arte em que se tornou num ícone. Após alguns anos a viver na Grécia, voltou para os Estados Unidos e deu início a uma carreira musical.

 

Em 1967 lançou o seu primeiro álbum Songs of Leonard Cohen. Deixa-nos êxitos como Hallelujah, Suzanne, So Long Marianne ou Dance Me To The End of Love que perduram como património mundial.

Qua | 09.11.16

Great American Disaster

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Estou em choque. Eu e o mundo. Quando acordei, liguei a televisão e vi escarrapachado: «Donald Trump é o 45º Presidente dos Estados Unidos da América» nem queria acreditar. Como é possível? Contra tudo e contra todos Trump conseguiu ganhar, nem ele provavelmente sabe como conseguiu.

 

Daqui para a frente nada ficará como dantes. As razões sociopolíticas da vitória eleitoral de Trump são diversas,complexas e difíceis de explicar 'a quente'. Se acreditamos na democracia, teremos de reconhecer que haverá razões profundas para este «voto de protesto» dos eleitores americanos: a saturação perante o statu quo e a rejeição a Hillary Clinton falaram certamente mais alto. Creio que isso contou mais do que uma adesão convicta ao discursou xenófobo, chauvinista, machista, racista, bélico e insano de Donald Trump.

 

Agora entramos numa fase com consequências globais imprevisíveis. Os populistas rejubilam, a começar por Putin. A Europa e o mundo estremecem. A incerteza está instalada, porque a incógnita e a apreensão no que se viu e ouviu no passado recente são incontroláveis sobre o futuro do mundo e, consequentemente, sobre o de todos nós.

Ter | 08.11.16

Hillary Clinton, um mal menor

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Os americanos vão hoje às urnas escolher o candidato para ocupar a Casa Branca. Após o escândalo dos emails e a consequente investigação do FBI a Hillary Clinton, a luta pela Presidência dos Estados Unidos ficou mais renhida, mas a fazer fé nas sondagens, Hillary Clinton deverá suceder a Barak Obama na presidência dos EUA. Os americanos, ancorados no chamado «mal menor», vão certamente eleger a primeira mulher para a presidência dos EUA.

 

Não se podem negar as óbvias diferenças entre Hillary Clinton e Donald Trump. Este último pede a deportação de 11 milhões de imigrantes sem documentos e a construção de um muro impenetrável através de toda a fronteira mexicana. Também anunciou que vai restringir a entrada de qualquer muçulmano no país. Desferiu comentários misóginos, gabou-se de atacar sexualmente mulheres e declarou que deveria haver um castigo para as mulheres que praticam o aborto. Clinton, é mais uma peça do establishment, todavia mantém os votos das mulheres, latinos e dos afro-americanos e não fará certamente esse tipo de discurso racista e sexista.

 

Dito isto, seria obviamente incorreto por no mesmo nível Clinton e Trump. Contudo, nem um nem outro prestigiam a cadeira presidencial de um país como os Estados Unidos da América. Um eleitor que chega às urnas e tem por opção um «palhaço» para usar um eufemismo da criatura) e uma descendente da herança Clinton e dos seus escândalos de fraude - já para nem sequer mencionar os processos que contra ela correm na justiça - nem Trump, nem Clinton oferecem alguma esperança. Por isso, entre dois males, só se pode escolher o mal menor.

 

Mas um presidente dos EUA, por si só vale de pouco, como de resto viu-se durante os consulados de Barack Obama. Qualquer que seja o vencedor, o verdadeiro poder político na América está no Senado e no Congresso, na poderosa máquina burocrática de Washington e, ainda, no Supremo Tribunal.

 

Por isso não é só a Presidência dos Estados Unidos que está em disputa nestas eleições. Hoje também vão a votos todos os 435 lugares que compõem a Câmara dos Representantes e 34 das 100 cadeiras do Senado. No total, são 469 cargos legislativos. Também vão a jogo cerca de uma dezena de cargos de governadores estaduais e de governadores territoriais, bem como diversas funções a nível estadual e local.

Sab | 05.11.16

Web Summit Lisboa

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A Web Summit é uma conferência global de tecnologia, inovação e empreendedorismo que decorrerá este ano em Lisboa entre 7 e 10 de Novembro (e nos dois anos seguintes, com possibilidade de mais dois anos), onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 165 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais. 66 startups vencedoras do concurso lançado pela Startup Portugal, Road 2 Web Summit vão representar Portugal na Web Summit.

 

A organização contabilizou 7.787 participantes portugueses. Mas a lista inclui ainda 7.486 inscrições do Reino Unido, 4.175 da Alemanha e 4.058 da Irlanda. Dos Estados Unidos são esperados 3.764 participantes, enquanto o número de franceses deve ultrapassar os 2.000 que deverão reunir-se nestes dias no Meo Arena e na FIL, no Parque das Nações, locais onde se vão concentrar as atividades diurnas do evento. À noite existirão eventos da Web Summit na zona do Bairro Alto e Cais do Sodré.

 

De entre os 650 oradores, estarão os fundadores e presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia, bem como importantes personalidades das áreas de desporto, da moda e da música.

 

O apoio financeiro rondará os 1,3 milhões de euros sendo que o retorno, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Economia poderá chegar aos 175 milhões de euros.

 

Sem dados concretos oficiais, mas com base em informações dos associados e grandes operadores, o evento de tecnologia e inovação não esgotou a oferta hoteleira em Lisboa, mas «trouxe uma procura significativa» numa altura considerada «época baixa». Prevê-se que a taxa de ocupação poderá chegar aos 90% nos dias da Web Summit.

 

Há contudo a perceção que o evento poderá ter um «efeito multiplicador» importante face ao impacto mediático internacional que o evento consegue gerar. Para já estima-se que com a Web Summit haja um impacto económico direto de 200 milhões de euros em hotéis, transportes e restaurantes de Lisboa.

 

Sex | 04.11.16

Perdão Fiscal

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O governo criou um Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES), que entra hoje em vigor, e que vai permitir que os contribuintes com dívidas ao Fisco ou à Segurança Social, que aderirem ao Programa, possam beneficiar de um perdão total ou parcial dos juros e custas.

 

Os contribuintes devem decidir se pretendem proceder ao pagamento logo no momento da adesão, numa só vez, ou através de um plano de pagamento em prestações, até ao máximo de 150 prestações mensais. Neste caso, terão de optar por liquidar à cabeça 8% do valor em dívida. Estes contribuintes terão apenas uma redução dos juros e custas que pode ir de 10% a 80%: quanto menor for o número de prestações, maior será o alívio dos juros em dívida.

 

Se optarem pelo pagamento da totalidade da dívida, os contribuintes ficam dispensados de juros de mora, juros compensatórios e custas do processo de execução fiscal. Para além disso, terão direito a uma redução de 10% no valor das coimas aplicadas pelo incumprimento do dever de pagamento atempado das contribuições em falta. 

 

O executivo considerou justificar-se «uma medida legislativa extraordinária que permita recuperar parte dos créditos dos entes públicos e, simultaneamente, contribuir para a viabilização da atividade dos agentes económicos em geral e o relançamento da economia».

 

Recorde-se que esta medida não é inédita: houve regimes semelhantes em 1996 (durante o governo de António Guterres), em 2003 (no governo de Durão Barroso) e em 2013 (no executivo PSD/CDS-PP de Pedro Passos Coelho). Na verdade, quase todos os governos já lançaram programas excecionais semelhantes a este - consequência de um país em crise constante.  Não se percebe por isso o coro de críticas à Direita.

 

Há três anos, o então designado «regime excecional e temporário de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social», permitiu um encaixe de 1277 milhões de euros em receitas fiscais.

 

Obviamente que esta medida é injusta face aos contribuintes cumpridores e considerando até a intransigência da máquina fiscal perante pequenos atrasos -  é implacável a aplicar as devidas sanções - sendo que agora os retardatários estariam isentos do pagamento de coimas.

 

Mas quando se torna difícil cumprir as metas do défice, todas as estratégias são válidas para se atingir tal desiderato. É a vida!

Qua | 02.11.16

Dia de Finados ou dos Fiéis Defuntos

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Existe alguma confusão entre o Dia de Todos os Santos e do Dia dos Finados, porventura originada pelo facto do dia 1 de novembro ser feriado e a maioria da população aproveitar a circunstância para visitar os cemitérios, pela memória dos seus entes queridos, embelezar e limpar campas, de acordo com a tradição. Muitas flores e muitas velas são vendidas nestes dois dias, ornamentando, momentaneamente, estes lugares habitualmente fúnebres e sombrios.

 

Não tenho de todo o culto dos mortos, não gosto de visitar cemitérios em circunstância alguma e muito menos nestes dias em que vai toda a gente em peregrinação. Contudo, há muita gente que opta por seguir fielmente as tradições, independentemente das suas crenças ou vontades. Ir ao cemitério porque por que é tradição, por que é bonito, por que é normal, por que tem que ser. Pode não pôr lá os pés durante o ano inteiro, mas neste dia, por imposição social, é obrigatório lá ir.

 

Respeito, no entanto, quem o faz, mas não sinto necessidade ou desejo de levar flores aos mortos, porque é em vida que gosto de homenagear e acarinhar as pessoas de quem gosto.

 

Tenho a convicção de que os mortos devem ser recordados todos os dias como se estivessem vivos nos nossos corações. E é isso mesmo que procuro fazer com os meus entes queridos.

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