Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
O ano que hoje termina não deixa saudades. Que 2017 valha pela diferença, indo ao encontro das experctativas de cada um de nós, permitindo-nos ser e viver mais felizes.
Que a Felicidade seja permanente numa solidariedade constante! Que 2017 seja pleno de saúde e alegria!
O ano que hoje termina não deixa saudades. Que 2017 valha pela diferença, indo ao encontro das experctativas de cada um de nós, permitindo-nos ser e viver mais felizes.
Que a Felicidade seja permanente numa solidariedade constante! Que 2017 seja pleno de saúde e alegria!
Donald Trump assumirá a presidência dos EUA, em 20 de janeiro, uma semana antes do Ano Novo Lunar, que iniciará o Ano do Galo para os chineses.
A fim de celebrar a chegada do Ano do Galo, foi colocada em exposição no exterior de um centro comercial de Taiyuan, norte da China, uma enorme escultura em que a crista vermelha do galo foi substituída por uma grande madeixa loura, que brinca com o penteado e com os gestos de Donald Trump.
O 'galo Trump' está a fazer muito sucesso na China, onde estão a ser vendidas réplicas do original na internet. Existem vários tamanhos e sites. Há, por exemplo, uma versão de 10 metros de altura por 12.000 iuanes (1.650 euros).
Donald Trump assumirá a presidência dos EUA, em 20 de janeiro, uma semana antes do Ano Novo Lunar, que iniciará o Ano do Galo para os chineses.
A fim de celebrar a chegada do Ano do Galo, foi colocada em exposição no exterior de um centro comercial de Taiyuan, norte da China, uma enorme escultura em que a crista vermelha do galo foi substituída por uma grande madeixa loura, que brinca com o penteado e com os gestos de Donald Trump.
O 'galo Trump' está a fazer muito sucesso na China, onde estão a ser vendidas réplicas do original na internet. Existem vários tamanhos e sites. Há, por exemplo, uma versão de 10 metros de altura por 12.000 iuanes (1.650 euros).
O episódio protagonizado por Augusto Santos Silva, quando foi apanhado pelas câmaras da TVI a comparar a negociação da concertação social com uma feira de gado não me surpreendeu. Já conhecíamos a linguagem algo desbragada do ministro a lembrar as célebres frases: «quem se mete com o PS leva» ou «adoro malhar na direita».
O que já achei menos normal foi o pedido de desculpas apresentado pelo ministro Santos Silva, porque, quanto a mim, quem devia mesmo um pedido de desculpas era a a TVI, por gravar à ‘socapa’ conversas privadas e comentários informais feito entre políticos num jantar de Natal e divulga-las posteriormente sem autorização.
Até parece que a privacidade é coisa que já não existe para os media ou será que agora os furos jornalísticos se sobrepõem à ética profissional?
O episódio protagonizado por Augusto Santos Silva, quando foi apanhado pelas câmaras da TVI a comparar a negociação da concertação social com uma feira de gado não me surpreendeu. Já conhecíamos a linguagem algo desbragada do ministro a lembrar as célebres frases: «quem se mete com o PS leva» ou «adoro malhar na direita».
O que já achei menos normal foi o pedido de desculpas apresentado pelo ministro Santos Silva, porque, quanto a mim, quem devia mesmo um pedido de desculpas era a a TVI, por gravar à ‘socapa’ conversas privadas e comentários informais feito entre políticos num jantar de Natal e divulga-las posteriormente sem autorização.
Até parece que a privacidade é coisa que já não existe para os media ou será que agora os furos jornalísticos se sobrepõem à ética profissional?
Fernando Santos foi eleito o melhor selecionador do mundo pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, por um júri de especialistas em futebol de 56 países, ficando à frente do sueco Lars Lagerbeck (segundo classificado), que liderou a equipa 'sensação' da Islândia, e do selecionador alemão Joachim Löw, que ficou em terceiro lugar.
A escolha teve por base a vitória no Euro 2016 que Portugal ganhou, vencendo a França, o país organizador, na final, e a quem não ganhava há 41 anos. Para mais em Paris, onde nunca uma equipa portuguesa tinha conseguido ganhar um jogo nesta competição, sem Cristiano Ronaldo que saiu cedo por lesão, e com um golo de Éder num remate de meia distância. Quais eram as probabilidades de isto acontecer? Poucas ou nenhumas.
Não sei se Fernando Santos é o melhor selecionador do mundo, provavelmente não será. Mas, quando poucos acreditavam no título, ele soube sempre elevar a moral dos portugueses, motivar a equipa, fazer uma gestão inteligente de esforços e, sobretudo, fazer com que os jogadores acreditassem que era possível.
Ficará para memória futura a célebre frase, após o jogo com a Áustria: «já avisei a minha família de que só volto no dia 11 [do próximo mês] e serei recebido em festa».
Parabéns, Fernando Santos. Este prémio é mais do que merecido.
Fernando Santos foi eleito o melhor selecionador do mundo pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, por um júri de especialistas em futebol de 56 países, ficando à frente do sueco Lars Lagerbeck (segundo classificado), que liderou a equipa 'sensação' da Islândia, e do selecionador alemão Joachim Löw, que ficou em terceiro lugar.
A escolha teve por base a vitória no Euro 2016 que Portugal ganhou, vencendo a França, o país organizador, na final, e a quem não ganhava há 41 anos. Para mais em Paris, onde nunca uma equipa portuguesa tinha conseguido ganhar um jogo nesta competição, sem Cristiano Ronaldo que saiu cedo por lesão, e com um golo de Éder num remate de meia distância. Quais eram as probabilidades de isto acontecer? Poucas ou nenhumas.
Não sei se Fernando Santos é o melhor selecionador do mundo, provavelmente não será. Mas, quando poucos acreditavam no título, ele soube sempre elevar a moral dos portugueses, motivar a equipa, fazer uma gestão inteligente de esforços e, sobretudo, fazer com que os jogadores acreditassem que era possível.
Ficará para memória futura a célebre frase, após o jogo com a Áustria: «já avisei a minha família de que só volto no dia 11 [do próximo mês] e serei recebido em festa».
Parabéns, Fernando Santos. Este prémio é mais do que merecido.
O Presidente da República publicou esta segunda-feira na página oficial da Presidência uma nota onde lamenta a morte de George Michael, a quem classifica como «um compositor versátil e talentoso, com uma carreira de inequívoca qualidade».
Uma coisa era ter dito uma ou duas palavras de circunstância, coisa diferente é usar a página oficial da Presidência da República para lamentar a morte do cantor e, neste ponto tenho que concordar com Miguel Sousa Tavares que considerou este procedimento «deslocado e ridículo».
Sousa Tavares considera, ainda, que o estilo do Presidente da República «pode um dia voltar-se contra o próprio. A grande diferença entre Marcelo o comentador e Marcelo o Presidente é que antes o ouvíamos uma vez por semana e agora todos os dias. E também não acho que ninguém tenha de ter uma opinião todos os dias, não acho saudável. Acho que é uma hiperatividade que um dia pode ser prejudicial ao Presidente, no dia em que precisar de marcar uma diferença».
De facto, Marcelo, certamente fruto da sua agenda sobrecarregada, não parou para refletir que inaugurar padarias, falar sobre o fecho de teatros, emitir opiniões sobre morte de cantores pop, são atribuição que não cabem, nem devem caber, no âmbito das funções do Presidente da República.
Marcelo está, quanto a mim, a banalizar a função presidencial e, a continuar assim, corre o risco de cair na situação do seu antecessor, ainda que por razões opostas, ou seja, passar a figura decorativa, o que seria uma pena, porque Marcelo reune todas as condições para exercer o cargo com a dignidade que ele merece.
O Presidente da República publicou esta segunda-feira na página oficial da Presidência uma nota onde lamenta a morte de George Michael, a quem classifica como «um compositor versátil e talentoso, com uma carreira de inequívoca qualidade».
Uma coisa era ter dito uma ou duas palavras de circunstância, coisa diferente é usar a página oficial da Presidência da República para lamentar a morte do cantor e, neste ponto tenho que concordar com Miguel Sousa Tavares que considerou este procedimento «deslocado e ridículo».
Sousa Tavares considera, ainda, que o estilo do Presidente da República «pode um dia voltar-se contra o próprio. A grande diferença entre Marcelo o comentador e Marcelo o Presidente é que antes o ouvíamos uma vez por semana e agora todos os dias. E também não acho que ninguém tenha de ter uma opinião todos os dias, não acho saudável. Acho que é uma hiperatividade que um dia pode ser prejudicial ao Presidente, no dia em que precisar de marcar uma diferença».
De facto, Marcelo, certamente fruto da sua agenda sobrecarregada, não parou para refletir que inaugurar padarias, falar sobre o fecho de teatros, emitir opiniões sobre morte de cantores pop, são atribuição que não cabem, nem devem caber, no âmbito das funções do Presidente da República.
Marcelo está, quanto a mim, a banalizar a função presidencial e, a continuar assim, corre o risco de cair na situação do seu antecessor, ainda que por razões opostas, ou seja, passar a figura decorativa, o que seria uma pena, porque Marcelo reune todas as condições para exercer o cargo com a dignidade que ele merece.