Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
Há vinte anos o mundo despertava, em choque, com a trágica notícia da morte da Diana de Gales.
Lady Di, como era conhecida, de 36 anos, perdeu a vida a 31 de agosto de 1997, num acidente de automóvel onde seguia juntamente com o namorado, Dodi al-Fayed, quando a limusine que os transportava colidiu num túnel de Paris. O casal tentava escapar dos fotógrafos que os perseguiam de moto. 20 anos após o acidente continuam a surgir teorias especulativas sobre a sua morte. Acidente ou atentado?
Morria aquela que carinhosamente foi conhecida como Princesa do Povo e que durante anos alimentou capas de revistas, jornais, livros e programas de todo o tipo. Foi seguramente a figura do século XX com maior destaque nas chamadas revistas cor de rosa.
A vida de Lady Di foi um conto de fadas que culminou numa enorme tragédia. Ícone de moda e dotada de uma beleza e de um charme muito peculiares, Diana cativou o mundo pelo seu envolvimento em ações de caridade, de solidariedade e causas humanitárias, em especial pelo grande envolvimento que demonstrou no combate ao HIV/SIDA e na Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres.
A imagem da então mulher mais famosa do mundo caminhando por um campo de minas terrestres em Angola diante de uma centena de jornalistas ficará para sempre gravado na nossa memória.
A atitude da princesa de Gales mudaria para sempre a maneira como o mundo lidava com esta questão, chamando a atenção para a gravidade do problema e conseguindo o comprometimento de mais de 160 governos para a retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra.
Há vinte anos o mundo despertava, em choque, com a trágica notícia da morte da Diana de Gales.
Lady Di, como era conhecida, de 36 anos, perdeu a vida a 31 de agosto de 1997, num acidente de automóvel onde seguia juntamente com o namorado, Dodi al-Fayed, quando a limusine que os transportava colidiu num túnel de Paris. O casal tentava escapar dos fotógrafos que os perseguiam de moto. 20 anos após o acidente continuam a surgir teorias especulativas sobre a sua morte. Acidente ou atentado?
Morria aquela que carinhosamente foi conhecida como Princesa do Povo e que durante anos alimentou capas de revistas, jornais, livros e programas de todo o tipo. Foi seguramente a figura do século XX com maior destaque nas chamadas revistas cor de rosa.
A vida de Lady Di foi um conto de fadas que culminou numa enorme tragédia. Ícone de moda e dotada de uma beleza e de um charme muito peculiares, Diana cativou o mundo pelo seu envolvimento em ações de caridade, de solidariedade e causas humanitárias, em especial pelo grande envolvimento que demonstrou no combate ao HIV/SIDA e na Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres.
A imagem da então mulher mais famosa do mundo caminhando por um campo de minas terrestres em Angola diante de uma centena de jornalistas ficará para sempre gravado na nossa memória.
A atitude da princesa de Gales mudaria para sempre a maneira como o mundo lidava com esta questão, chamando a atenção para a gravidade do problema e conseguindo o comprometimento de mais de 160 governos para a retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra.
Nos últimos dias fomos confrontados com a notícia do desaparecimento fotojornalista, Pedro Palma e com o desfecho fatídico que já se previa, tendo o corpo sido encontrado na bagageira do seu automóvel, em Sintra.
Pois bem, o Correio da Manhã, o diário com maior tiragem em Portugal, para além de noticiar todos estes factos, entendeu, vá-se lá saber porque, fazer alguma publicidade ao modelo do carro e ao seu suplemento sobre automóveis, Aquela Máquina.
Sim, na mesma notícia onde se fala da morte do fotojornalista e das reações da família, especificam-se detalhes do modelo da viatura.
Nunca tinha visto nada assim. Chegamos, definitivamente, ao grau zero do jornalismo. É surreal!
Nos últimos dias fomos confrontados com a notícia do desaparecimento fotojornalista, Pedro Palma e com o desfecho fatídico que já se previa, tendo o corpo sido encontrado na bagageira do seu automóvel, em Sintra.
Pois bem, o Correio da Manhã, o diário com maior tiragem em Portugal, para além de noticiar todos estes factos, entendeu, vá-se lá saber porque, fazer alguma publicidade ao modelo do carro e ao seu suplemento sobre automóveis, Aquela Máquina.
Sim, na mesma notícia onde se fala da morte do fotojornalista e das reações da família, especificam-se detalhes do modelo da viatura.
Nunca tinha visto nada assim. Chegamos, definitivamente, ao grau zero do jornalismo. É surreal!
Os trabalhadores da Autoeuropa vão estar 24 horas em greve, tendo a paralisação início, hoje, às 23h30.
Se a adesão à greve dos trabalhadores da Autoeuropa for considerável a fábrica da Volkswagen poderá ter um prejuízo de cinco milhões de euros na produção, a média de faturação diária em 2015, segundo avança o Diário de Notícias.
Na base desta divergência entre administração e trabalhadores está a recusa do trabalho obrigatório aos sábados, durante dois anos, que a administração diz serem necessários para produzir o novo SUV da fábrica de Palmela.
A Autoeuropa quer que a fábrica passe a laborar em 18 turnos, seis dias por semana, a partir de fevereiro e que os trabalhadores passem a trabalhar entre segunda-feira e sábado, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa a meio da semana. Os sindicatos afirmam que este novo modelo de trabalho é prejudicial para a saúde.
Em troca, a administração elaborou um pré-acordo que previa um aumento mínimo do salário de 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias. Cerca de 74,8% dos trabalhadores recusaram a proposta.
Os trabalhadores da Autoeuropa estão claramente a ser manipulados pelo sindicado afeto à CGTP que, supostamente, deveria defender os interesses dos seus trabalhadores, mas que está mais preocupado em fazer demonstrações de força para garantir ou conquistar espaço numa empresa onde tinha pouca influência.
Se não conseguir convencer os trabalhadores a cumprir o novo horário e não se chegar a acordo, a empresa já admitiu, publicamente, deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha.
Não é a primeira vez que numa situação de confronto há a deslocalização da produção para outra fábrica. Já aconteceu em Espanha. Pode acontecer em Palmela. Ora, se tal ocorrer, além das implicações para os cofres do Estado, que deixarão de encaixar as receitas significativas dali provenientes, os trabalhadores também serão afetados e grande parte dos colaboradores agora contratados deverá ser dispensada, um cenário bem pior do que trabalhar ao sábado e ter uma folga rotativa durante a semana, parece-me a mim.
Os trabalhadores da Autoeuropa vão estar 24 horas em greve, tendo a paralisação início, hoje, às 23h30.
Se a adesão à greve dos trabalhadores da Autoeuropa for considerável a fábrica da Volkswagen poderá ter um prejuízo de cinco milhões de euros na produção, a média de faturação diária em 2015, segundo avança o Diário de Notícias.
Na base desta divergência entre administração e trabalhadores está a recusa do trabalho obrigatório aos sábados, durante dois anos, que a administração diz serem necessários para produzir o novo SUV da fábrica de Palmela.
A Autoeuropa quer que a fábrica passe a laborar em 18 turnos, seis dias por semana, a partir de fevereiro e que os trabalhadores passem a trabalhar entre segunda-feira e sábado, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa a meio da semana. Os sindicatos afirmam que este novo modelo de trabalho é prejudicial para a saúde.
Em troca, a administração elaborou um pré-acordo que previa um aumento mínimo do salário de 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias. Cerca de 74,8% dos trabalhadores recusaram a proposta.
Os trabalhadores da Autoeuropa estão claramente a ser manipulados pelo sindicado afeto à CGTP que, supostamente, deveria defender os interesses dos seus trabalhadores, mas que está mais preocupado em fazer demonstrações de força para garantir ou conquistar espaço numa empresa onde tinha pouca influência.
Se não conseguir convencer os trabalhadores a cumprir o novo horário e não se chegar a acordo, a empresa já admitiu, publicamente, deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha.
Não é a primeira vez que numa situação de confronto há a deslocalização da produção para outra fábrica. Já aconteceu em Espanha. Pode acontecer em Palmela. Ora, se tal ocorrer, além das implicações para os cofres do Estado, que deixarão de encaixar as receitas significativas dali provenientes, os trabalhadores também serão afetados e grande parte dos colaboradores agora contratados deverá ser dispensada, um cenário bem pior do que trabalhar ao sábado e ter uma folga rotativa durante a semana, parece-me a mim.
Há uma polémica instalada com os livros da Porto Editora, que colocou à venda dois livros de atividades para rapazes e raparigas, dos 4 aos 6 anos, com exercícios e motivos diferentes. Há um livro para os meninos e outro para as meninas, um azul e o outro cor-de-rosa, para que não exista qualquer confusão de género!
Segundo li nas redes sociais, as tarefas das meninas envolvem princesas à procura de coroas em labirintos básicos... já as dos meninos remetem para marinheiros à procura de barcos em labirintos mais complexos.
O caso foi denunciado nas redes sociais por encarregados de educação, chocados com a discriminação feita pela Editora.
O humorista, Ricardo Araújo Pereira, no Governo Sombra, criticou a polémica, dizendo que o tipo de exercícios é semelhante. Ora, se os livros são em tudo idêntico porque fazer dois livros em vez de um? O grande equívoco começa aqui. Não existe, ou não devia existir, atividades exclusivamente para meninos ou para meninas. Há atividades para crianças.Por isso não faz sentido haver dois livros distintos.
Há uma polémica instalada com os livros da Porto Editora, que colocou à venda dois livros de atividades para rapazes e raparigas, dos 4 aos 6 anos, com exercícios e motivos diferentes. Há um livro para os meninos e outro para as meninas, um azul e o outro cor-de-rosa, para que não exista qualquer confusão de género!
Segundo li nas redes sociais, as tarefas das meninas envolvem princesas à procura de coroas em labirintos básicos... já as dos meninos remetem para marinheiros à procura de barcos em labirintos mais complexos.
O caso foi denunciado nas redes sociais por encarregados de educação, chocados com a discriminação feita pela Editora.
O humorista, Ricardo Araújo Pereira, no Governo Sombra, criticou a polémica, dizendo que o tipo de exercícios é semelhante. Ora, se os livros são em tudo idêntico porque fazer dois livros em vez de um? O grande equívoco começa aqui. Não existe, ou não devia existir, atividades exclusivamente para meninos ou para meninas. Há atividades para crianças.Por isso não faz sentido haver dois livros distintos.
É verdade. Estamos na Liga dos milhões, após uma vitória categórica na Roménia, contra o Steaua de Bucareste, que não deixou dúvidas que o Sporting foi a melhor equipa na eliminatória.
Nota-se que a equipa está em crescendo. Gostei de várias exibições individuais, sobretudo Adrien, Gelson, Fábio Coentrão, Doumbia, Battaglia e Bas Dost, mas principalmente de Bruno Fernandes, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para o segundo e o terceiro golo. Teve ainda intervenção no início da excelente jogada coletiva que resultou no quinto golo, mas não gostei de alguma tremedeira da defesa, principalmente de Coates que mostrou alguma desconcentração no jogo, pouco habitual nele.
O primeiro objetivo da época foi atingido. Vamos agora aguardar serenamente pelo sorteio de hoje para ficarmos a conhecer os adversários que nos vão calhar em sorte, sabendo de antemão que a Liga dos Campeões é uma competição difícil, cuja vitória só está ao alcance de um grupo muito restrito de equipas. Por isso há que pensar jogo a jogo para conseguir chegar o mais longe possível.
É verdade. Estamos na Liga dos milhões, após uma vitória categórica na Roménia, contra o Steaua de Bucareste, que não deixou dúvidas que o Sporting foi a melhor equipa na eliminatória.
Nota-se que a equipa está em crescendo. Gostei de várias exibições individuais, sobretudo Adrien, Gelson, Fábio Coentrão, Doumbia, Battaglia e Bas Dost, mas principalmente de Bruno Fernandes, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para o segundo e o terceiro golo. Teve ainda intervenção no início da excelente jogada coletiva que resultou no quinto golo, mas não gostei de alguma tremedeira da defesa, principalmente de Coates que mostrou alguma desconcentração no jogo, pouco habitual nele.
O primeiro objetivo da época foi atingido. Vamos agora aguardar serenamente pelo sorteio de hoje para ficarmos a conhecer os adversários que nos vão calhar em sorte, sabendo de antemão que a Liga dos Campeões é uma competição difícil, cuja vitória só está ao alcance de um grupo muito restrito de equipas. Por isso há que pensar jogo a jogo para conseguir chegar o mais longe possível.