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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Ter | 29.01.19

Lisboa vai acolher as Jornadas Mundiais da Juventude, em 2022

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Em 2022,  as Jornadas Mundiais da Juventude terão lugar em Lisboa.  O anúncio foi feito, no passado domingo,  pelo Papa Francisco, na Cidade do Panamá, numa celebração que marcou o encerramento do evento deste ano, e que contou com milhares de jovens de todo o mundo, incluindo 300 portugueses, que marcaram presença no Panamá,  incluindo D. Manuel Clemente, o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, em representação do Governo, e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, além de embaixadores, bispos e sacerdotes.

 

Após o anúncio do Papa foi apresentado um vídeo de boas-vindas, com intervenções do presidente da República Portuguesa, do primeiro-ministro, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do cardeal-patriarca, a exultarem o facto do evento se realizar em 2022 na capital portuguesa.

 

É certo que haverá que fazer alguns investimentos nos concelhos de Lisboa e Loures. Mas o retorno é garantido. Estima-se que possa originar uma receita muito próxima dos mil milhões de euros!

 

Por isso e parafraseando Marcelo Rebelo de Sousa, «sejam bem-vindos a Portugal, jovens de todo o mundo».

Dom | 27.01.19

Sporting é o Campeão de Inverno

 

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Não foi um grande jogo de futebol. Vitória feliz do Sporting, mas inteiramente justa.


O Sporting tem menos recursos que o FC Porto, está pior fisicamente, mas fez "das tripas coração" e, pese embora todas as adversidades do jogo, conseguiu alcançar a vitória e trazer a taça da liga para Alvalade.


Arbitragem competente de João Pinheiro, atendendo às exigências do jogo, bem apoiada pelo VAR. Se não houvesse VAR teríamos saído da Pedreira com uma derrota e a taça sido entregue ao FC Porto, como muito bem referiu o nosso presidente, Frederico Varandas.


Depois dos incidentes em Alcochete de má memória, esta conquista é importantíssima, sobretudo para os jogadores. Está ganho o primeiro troféu da época, mas há mais para conquistar. Os adeptos sportinguistas estão ansiosos por vitórias. 


Espero que este seja o motor e o alento para o que nos resta da época. Mesmo que não consigamos ganhar o campeonato, coisa que me parece já difícil, possamos fazer uma época positiva que nos permita ir à Liga dos Campeões.

 

Parabéns, Equipa, Parabéns, Sporting!

Qua | 23.01.19

Gestão danosa da Caixa Geral de Depósitos

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«Como é que um relatório de auditoria sobre 15 anos de gestão na Caixa Geral de Depósitos revela agora o que 15 relatórios de auditorias anuais não revelaram?

 

No final de 2007, a administração da Caixa Geral de Depósitos tinha um problema: iria apresentar lucros demasiado elevados. Como iria um banco público explicar que ganhara quase 800 milhões de euros? A cifra era tão pornográfica que, como então se noticiou, se admitia usar engenharia contabilística para baixá-la – e baixou, para menos de 700 milhões. Fosse como fosse, era preciso escrever um guião que garantisse que no Estado não havia ganância. Nesse mesmo mês, o BCP estava em colapso da era Jardim Gonçalves. E os dois principais administradores da Caixa tomaram o controlo da gestão do BCP.

 

O problema, na verdade, não era a engenharia que baixasse os lucros, mas a arquitetura que os permitira: créditos, créditos, mais créditos, à habitação, a grandes devedores, a projetos alucinantes ou alucinados, porque enquanto os créditos são pagos os bancos nadam em lucros. Quando os devedores ou os projetos estoiram, o ricochete é brutal. Chama-se imparidades. Chama-se prejuízos. Chama-se aumentos de capital. Chama-se impostos. Chama-se uma pouca vergonha, entre a incompetência, as suspeitas, os projetos de poder político-financeiros, chama-se opacidade.

 

Como é que um relatório de auditoria sobre 15 anos de gestão na Caixa Geral de Depósitos revela agora o que 15 relatórios de auditorias anuais não revelaram?

 

Como é que tantas notícias publicadas naqueles anos sobre os casos agora confirmados não conseguiram que alguém entrasse por ali adentro para verificar o desmando?

 

Como é que apesar dessas notícias foi possível que os dois administradores mais importantes da Caixa, ambos ligados ao PS de Sócrates que então governava, saltassem para o BCP, liderando assim os dois maiores bancos portugueses?

 

Não só foi possível como aconteceu. Dez anos depois daqueles lucros astronómicos, a Caixa aprovaria um aumento de capital de quase cinco mil milhões de euros, iniciou um plano de despedimentos, de corte de custos e de venda de ativos.

 

No relatório de auditoria da EY, que só foi conhecido porque chegou de boa fonte às mãos de Joana Amaral Dias e esta o reencaminhou para os jornais, não há praticamente nenhuma novidade na lista de crédito dos grandes devedores. Já sabíamos quase todos os nomes. Mas não sabíamos, preto no branco, aquilo de que suspeitávamos: que os créditos eram aprovados sem cuidado por comissões de crédito e por gestores que recebiam prémios no final do ano mesmo quando comprometiam o futuro da Caixa em projetos ruinosos como o investimento em Espanha.

 

Há três dias que o relatório está nas primeiras páginas dos jornais.

 

Para que serve tudo isto agora, que se exumou da sepultura do lixo tóxico? Para investigar. No Banco de Portugal, na Assembleia da República e no Ministério Público. Que se escreva o futuro antes que prescreva o passado.».

 

Pedro Santos Guerreiro, Expresso

Sab | 19.01.19

É preciso que algo mude para que tudo fique na mesma!

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Luís Montenegro, aproveitando as declarações de Ferreira Leite sobre a convenção organizada pelo Movimento Europa e Liberdade (MEL) que reuniu alguns dos maiores críticos da atual direção do partido e em que a antiga ministra considerou preferível o PSD ter «pior resultado» eleitoral do que ficar com um «rótulo de direita», decidiu lançar um repto a Rui Rio, desafiando-o a marcar eleições diretas.

 

O desafio à liderança de Rio era mais do que esperado, Montenegro nunca escondeu o desejo de liderar o partido e não é fácil encontrar outra justificação para a decisão e timing escolhidos que não seja a constituição das listas de deputados à Assembleia da República, até porque, como sabemos, uma vitória do PSD nas legislativas se afigura improvável.

 

Rui Rio rejeitou eleições diretas e anunciou em resposta ao desafio lançado por Montenegro a realização de um Conselho Nacional, acusando o antigo líder parlamentar do PSD de levar a cabo um «golpe palaciano», de se mover por uma «teia de interesses», de «falta de firmeza para travar os instigadores» que «apenas se movem pela tentativa de manutenção dos lugares nas listas do partido», de colocar a «agenda pessoal» à frente dos interesses do partido e do país, e de prestar «um serviço de primeiríssima qualidade» ao PS e a António Costa. O presidente da Mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto convocou o Conselho Nacional Extraordinário para quinta-feira, às 17 horas.

 

A reunião dos sociais-democratas foi somando polémicas. A primeira relacionada com o horário, a segunda com a forma de votação da moção de confiança (houve quem defendesse o voto secreto, enquanto outros preferiam a votação através de braço no ar).

 

Polémicas à parte, a moção de confiança de Rui Rio foi aprovada por 126 votos, com 75 votos a favor e 50 contra. Votaram 126 conselheiros, mas houve um voto nulo.

 

Rui Rio sai assim deste conselho nacional com a confiança dos sociais-democratas e com a liderança do partido reforçadas pelos seus apoiantes.

 

Afinal, é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma!

Sab | 19.01.19

Genro de Jerónimo visado em reportagem da TVI

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Numa reportagem da TVI é denunciado que a Câmara Municipal de Loures, liderada por Bernardino Soares, do PCP, contratou, por ajuste direto, o genro de Jerónimo de Sousa, Jorge Bernardino, para fazer serviços de manutenção de paragens de transportes e mupis de publicidade no concelho de Loures. Por este serviço foram pagos 11 mil euros mensais, revela a reportagem de Ana Leal, valor acima do vencimento do próprio presidente do município.

 

Não sei se o valor pago é justo, se os procedimentos estão previstos no Código dos Contratos Públicos ou se existe alguma ilegalidade ou irregularidade. O que me apraz realçar é a resposta dos comunistas.

 

Em vez de justificarem com base em argumentos e factos ou deixarem que fosse o município de Loures a pronunciar-se, os comunistas optaram, ao seu estilo, por dizer que a investigação da TVI «é uma abjeta peça de anticomunismo, sustentada na mentira e na difamação e uma promoção da extrema direita e da reabilitação de Salazar e do regime fascista».

 

Percebo a revolta de Jerónimo de Sousa, tratando-se o PCP de um partido que tem como imagem de marca a honestidade e a lisura e que sempre se arrogou de uma superioridade moral em relação aos demais partidos, esta é, sem dúvida, uma mancha no seu percurso.


Mas acontece a todos e ninguém pode colocar-se acima do escrutínio público.

 

Ter | 15.01.19

Fim das propinas

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No OE para 2019 procede-se ao alargamento da gratuitidade dos manuais escolares a todos os alunos que frequentem o ensino obrigatório na rede pública, abrangendo cerca de 1 milhão e 200 mil alunos e reforça-se a democratização do acesso ao Ensino Superior com a redução do valor da propina máxima praticada nas universidades e politécnicos para 856 euros (redução de quase 20%), bem como à diminuição do valor dos passes sociais, o que corresponde a um significativo alívio financeiro para as famílias.

 

Mas, o ministro do Ensino Superior quer mais. Manuel Heitor defende que o fim das propinas no prazo de uma década seja «um cenário favorável», ainda que obrigue a «um esforço coletivo de todos os portugueses». O Presidente da República mostrou-se igualmente favorável a esta visão do ministro.

 

O ensino superior tem atualmente duas componentes fundamentais; uma que cabe ao Estado e outra que cabe ao esforço dos estudantes e das respetivas famílias e assim deverá continuar, na minha perspetiva.

 

A abolição das propinas é injusta porquanto vem penalizar os mais desfavorecidos e favorecer os que mais têm. Se as assimetrias verificadas entre pobres e ricos são cada vez mais evidentes, não se compreende que se meça pela mesma bitola quem ganha milhões ou tostões.

 

A gratuitidade do ensino superior público também não se afigura como uma medida socialmente justa. Só devem ser universalmente gratuitos os serviços públicos de que todos beneficiem ou possam beneficiar.

 

Não é, pois, justo que sejam todos os contribuintes a financiar um serviço público que é essencialmente um investimento e desenvolvimento de caráter pessoal e profissional. Os apoios ao ensino superior devem incidir sobre aqueles que demonstrem não poder pagá-lo, através do alargamento das bolsas de estudo. Ora, se aqueles que podem pagar o fizerem, logicamente mais apoios haverá para financiar os mais carenciados.

 

Acresce que as propinas são hoje uma das mais importantes fontes de receita das universidades, pelo que o seu fim implicaria o reforço de uma dotação orçamental do sector da educação em futuros orçamentos de Estado, subtraída naturalmente a outros setores.Com a elevada carga fiscal que Portugal tem, bem como o endividamento público do país e as obrigações de disciplina orçamental da União Europeia, fica difícil comportar esse aumento permanente de encargos orçamentais.

Ter | 08.01.19

Não havia necessidade!

 

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«(...)Admito que a omnipresença do Presidente primeiro estranha-se, depois entranha-se. Mas a verdade é que esta estratégia do Presidente da República tem produzido resultados positivos, para o país e, claro, também para ele. Aristóteles dizia que a função principal da política era atender aos interesses dos cidadãos e Marcelo – ainda que nem sempre isento de erros – tem-no feito.

 

Mas há um lado de superstar – que as suas participações televisivas terão exponenciado – que confesso que me faz alguma confusão. Não porque Marcelo Rebelo de Sousa não tenha todo o direito de o cultivar. Mas porque ao Presidente da República cabe também um papel institucional, que se perde de cada vez que o banaliza.

 

O telefonema para o programa de Cristina Ferreira, esta semana, está longe de ser uma coisa inédita. Em fevereiro de 2017, Marcelo já tinha pegado no telefone para dar os parabéns ao diretor da Rádio Comercial, em direto. Fátima Lopes agradeceu-lhe, também em direto, o telefonema que recebeu depois do divórcio. A diferença, desta vez, é o contexto e só por isso decidi escrever este texto. A chamada para Cristina Ferreira surge depois de o programa concorrente – apresentado por Manuel Luís Goucha – ter levado a estúdio um criminoso fascista chamado Mário Machado, provocando com isso uma polémica daquelas boas, que dão audiência. Falem bem ou falem mal, mas falem. E, sobretudo, vejam.

 

Ao tomar a iniciativa de ligar para Cristina Ferreira para lhe desejar boa sorte para o novo programa, o Presidente da República não só entrou nesta guerra de audiências, como permitiu que daqui se extraíssem conclusões – porventura erróneas – de que o mais alto magistrado da nação estaria, indiretamente, a tomar posição sobre o convite que a TVI fez a Mário Machado.

 

Marcelo veio, entretanto, explicar que quis compensar a apresentadora da SIC por não lhe ter dado uma entrevista, como havia feito com Manuel Luís Goucha há umas semanas. Mas a explicação é, em si mesma, a prova de que não devia ter feito aquela chamada. É, em primeiro lugar, a demonstração de que muita gente não compreende como é que um Presidente da República se presta a este papel. Em segundo lugar, porque o país e o Presidente têm assuntos muito mais importantes com se preocupar do que perder tempo com explicações sobre telefonemas para programas de entretenimento.

 

E, por fim, porque Marcelo Rebelo de Sousa pode e deve fazer as chamadas que quiser, dar os parabéns, desejar boa sorte, feliz Natal ou fazer votos de bom ano a quem quiser que ninguém tem nada a ver com isso. Mas sempre que opta por não o fazer em privado, mas em direto, é o Presidente da República que o está a fazer. Por muita popularidade que isso lhe granjeie, não havia necessidade.

 

Confesso que não consigo evitar algum sentimento de vergonha, que não alheia, ou não fosse Marcelo o Presidente de todos os portugueses.».

 

(Anselmo Crespo, TSF.PT, 07/01/2019)

Seg | 07.01.19

Globos de Ouro 2019

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A cerimónia de entrega dos prémios da 76.ª edição dos Globos de Ouro decorreu ontem em Los Angeles e, apesar de dedicados ao cinema e à televisão, são normalmente apontados como uma antecâmara dos Óscares e permeiam o que de melhor se fez em 2018. Este ano a gala dos Globos de Ouro, entregues pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, foi apresentada por Andy Samberg e Sandra Oh.

 

Eis a lista completa de vencedores:

 

Cinema:

Melhor Drama

  • “Bohemian Rhapsody”

Melhor Atriz (Drama)

  • Glenn Close

Melhor Ator (Drama)

  • Rami Malek

Melhor Comédia ou Musical

  • “Green Book”

Melhor Atriz (Comédia ou Musical)

  • Olivia Colman

Melhor Ator (Comédia ou Musical)

  • Christian Bale

Melhor Filme de Animação

  • “Spider-Man: Into the Spider-Verse”

Melhor Filme Estrangeiro

  • “Roma” (Espanha). Realizado por Alfonso Cuarón

Melhor Atriz Secundária

  • Regina King

Melhor Ator Secundário

  • Mahershala Ali

Melhor Realizador

  • Alfonso Cuarón

Melhor Argumento

  • “Green Book”

Melhor Banda Sonora

  • Justin Hurwitz, em “First Man”

Melhor Canção

  • “Shallow”, de “A Star Is Born”

 

Categorias de televisão:

Melhor Série (Drama)

  • “The Americans”

Melhor Atriz (Drama)

  • Sandra Oh

Melhor Ator (Drama)

  • Richard Madden

Melhor Série (Comédia ou Musical)

  • “The Kominsky Method”

Melhor Atriz (Comédia ou Musical)

  • Rachel Brosnahan

Melhor Ator (Comédia ou Musical)

  • Michael Douglas

Melhor Mini-Série ou Filme Produzido para a Televisão

  • “The Assassination of Gianni Versace”

Melhor Atriz (Mini-Série ou Filme Produzido para a Televisão)

  • Patricia Arquette

Melhor Ator (Mini-Série ou Filme Produzido para a Televisão)

  • Ben Whishaw

Melhor Atriz Secundária

  • Patricia Clarkson

Melhor Ator Secundário

  • Darren Criss

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