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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Qua | 29.05.19

Os cobradores de colete

 

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A Autoridade Tributária montou uma operação auto-stop para apanhar contribuintes faltosos, ontem de manha, no concelho de Valongo.

 

Segundo fonte da AT no local, a iniciativa, denominada Ação sobre Rodas, passou por intercetar condutores com dívidas às Finanças, qual cobrador de fraque, através de um sistema informático que cruzava dados das matrículas das viaturas com os contribuintes com dívidas às Finanças, viaturas essas que poderiam ser penhoradas, caso o condutor em falta não pagasse quando mandado parar pela GNR.

 

O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Mendonça Mendes ao tomar conhecimento da operação, suspendeu-a de imediato. De acordo com Ministério das Finanças, a ação em causa «não foi definida centralmente», estando a ser verificado «o enquadramento em que a respetiva Direção de Finanças definiu esta ação», referiu um dos responsáveis.

 

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos criticou a operação, considerando-a de «desproporcional», embora legal.

 

Já a mim que sou uma leiga na matéria parece-me surpreendente uma iniciativa do género num Estado de Direito. Esta cobrança coerciva pressupõe um abuso de poder. Se tivermos em conta, por exemplo, uma dívida em execução de 50 ou 60 euros em falta pelo contribuinte e ficar-lhe com o automóvel, porque ele não quer ou não tem recuros para pagar, é uma aberração. E demonstra, uma vez mais, como o Estado é duro com os fracos, mas submisso com os que têm poder.

 

Por que não cobram dívidas ou cassam as viaturas dos Diogo Vaz Guedes, Salgados, Pereira Coutinho e Berardos desta vida? Seria certamente mais vantajoso, porque, à partida, todos têm carros topo de gama e o Estado arrecadaria com isso mais receita.

Seg | 27.05.19

Rescaldo das Europeias

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O PS ganhou as eleições europeias com 33,39% dos votos, elegendo nove deputados e aumentando a sua representação no Parlamento Europeu. Pedro Marques provou que a falta de carisma também pode ganhar eleições, assim haja um aparelho e de uma máquina devidamente afinadas. O PS com esse resultado ganha novo fôlego para as legislativas de outubro.

 

Quem também ganhou foi o BE, que obtém 9,79% dos votos e dobra a sua representação, elegendo dois deputados, passando agora a ser a terceira força política. Este é um excelente resultado para a Marisa Matias que fez uma excelente campanha. Os portugueses gostam dela e premiaram-na com o seu voto.

 

Outro vencedor foi o PAN que obteve 5,05% e elegeu Francisco Guerreiro como eurodeputado. Passa a ter a legítima expectativa de eleger um grupo parlamentar na Assembleia da República, já em outubro. Tem consigo muito eleitorado jovem, proveniente dos maiores círculos de Lisboa e do Porto, e traz para a agenda mediática muitos temas que atraem a opinião pública.

 

Um dos derrotados destas eleições foi o PSD que se ficou pelos 22,15%, embora mantendo seis representantes. Não há, pois, disfarces ou spin que permitam mascarar o colapso eleitoral do PSD que teve simplesmente o pior resultado eleitoral de sempre. Em 45 anos de história eleitoral nunca bateu tão no fundo.

 

Outro dos derrotados foi o CDS com 6,20% e um eurodeputado, o pior resultado eleitoral de sempre do CDS em eleições europeias. E isto acaba com qualquer veleidade que possa existir por parte do CDS e de Assunção Cristas,  em constituir-se como uma alternativa à Direita.

 

Segue-se a CDU, com 6,70%, que perdeu dois dos três deputados que elegeu há cinco anos. Este foi o pior resultado eleitoral de sempre do PCP. Um partido que perde 2/3 dos seus deputados está definitivamente em crise. Aliás, se olharmos com frieza, os números não mentem: de todos os partidos parlamentares o PCP é o único que perde deputados. É, portanto, o maior derrotado da noite.

 

Na correlação de forças entre esquerda e direita fica clara a subida da esquerda em relação às últimas legislativas. A maioria de esquerda das legislativas de 2015, em que PS, BE e CDU atingiram 50,75%, mantém-se.

 

Mas o grande vencedor foi mesmo a abstenção. O número de pessoas que escolheu não ir votar em Portugal foi demolidor (cerca de 70%).

 

Contrariamente à maior taxa de abstenção de sempre em Portugal, assistiu-se à maior participação eleitoral nos 28 Estados Membros dos últimos 25 anos. O sentimento de que estas seriam as eleições mais importantes de sempre para o projeto europeu levou a uma forte subida na participação em países como França, Reino Unido ou Espanha.

 

Impõe-se a pergunta: o problema é dos portugueses, que não se mobilizam (por comodismo) ou é dos políticos, que não conseguem mobilizar e convencer os portugueses que são capazes de lhes resolver os problemas, aqui e a partir da Europa?

 

No caso português, a elevadíssima abstenção pode, em parte, ser enquadrada na perceção de que estas eleições serviriam de pouco – e que nada de verdadeiramente importante estaria em causa. Sem uma ameaça populista ou extremista séria, os eleitores portugueses não se terão sentido suficientemente mobilizados para trocar um belo dia de praia por uma ida à urnas, sem saberem muito bem as vantagens que isso terá nas suas vidas.

 

As eleições europeias deste domingo trouxeram alterações na composição do Parlamento de Estrasburgo. Socialistas e populares já não tem a maioria, enquanto os liberais e os verdes têm uma subida acentuada. A extrema-direita e os populismos autoritários e nacionalistas têm alguns focos de vitória, mas no global mostram estagnação ou até algum recuo na sua expressão eleitoral.

 

Ao contrário do que muitos temiam, a grande narrativa política desta noite de eleições europeias nos 28 Estados Membros não é o fantasma da extrema-direita, é, sim, o crescimento eleitoral dos Verdes: segundo lugar na Alemanha, à frente de SPD e AFD; terceiro lugar em França, com 12 eurodeputados; mais 70 mandatos para os Verdes/Aliança Europeia no total, uma subida de 20 em relação ao último ato eleitoral.

 

Por cá, o PAN que foi a surpresa da noite, já anunciou que vai integrar a família dos Verdes no Parlamento Europeu.

 

Em Tempo: Por cerca de 3400 votos o PCP consegue aguentar o seu 2º deputado e o PS não consegue eleger o seu 10º. 

Dom | 26.05.19

A Taça é do Sporting

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O Sporting venceu a Taça de Portugal 2018/19, ao derrotar o FC Porto no desempate por penáltis, após empate a dois golos ao fim dos 120 minutos.

 

Uma vitória que 'salva' uma época que a todos preocupava. O Sporting, pese embora o 3º lugar no campeonato e um arranque conturbado, acabou por ter uma época globalmente positiva. Com duas taças conquistadas – Liga e Taça de Portugal e uma presença na Liga Europa apesar de tudo, conseguida.

 

Esta vitória foi tão saborosa que prefiro não valorizar alguns incidentes do jogo como a validação do primeiro golo de Soares ou a grosseria de Sérgio Conceição ao deixar Varandas de mão estendida.


O troféu conquistado ontem foi muito mais do que uma conquista da Taça para os sportinguistas, tendo em conta o final da taça do ano passado, depois dos trágicos acontecimentos de Alcochete, naquele mesmo estádio, com uma equipa destroçada que soçobrou frente ao Desportivo das Aves.

 

Nunca me esquecerei da reação do capitão Rui Patrício, inconsolável, abraçado a Frederico Varandas, que no fundo refletia o sentimento de todos os sportinguistas. E, passado um ano, voltámos vitoriosos ao lugar onde tudo parecia ter acabado. Por isso, reitero que esta vitória é muito importante. É a garantia de que o Sporting renasceu das cinzas. É a prova de o Sporting voltou em grande.


Hoje é dia de celebração. Amanhã começa-se a trabalhar o futuro. Esta conquista é um bálsamo que apazigua a mágoa em que fomos envolvidos, mas é preciso mais.


O título é um anseio que não mais pode ficar adiado por muito mais tempo. Será que este grupo está preparado para nos dar mais essa alegria? É o que pedimos neste momento.

Sex | 24.05.19

Eleições Europeias

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De acordo com uma sondagem feita pelo ISCTE/ICS para o Expresso e para a SIC, 69% dos portugueses não são capazes de indicar o nome de um eurodeputado português. Mais de dois terços dos inquiridos admitem não conhecer sequer um dos 21 parlamentares que Portugal tem na Europa.

 

Mais de metade dos inquiridos acredita que o país beneficia por ser um dos 28 estados membros da União Europeia e estão contra a saída de Portugal da União Europeia. Quem respondeu à sondagem, disse mesmo preferir o euro em vez de regressar ao escudo. A grande maioria dos portugueses acredita que as decisões vindas de Bruxelas têm mais impacto do que as do próprio Governo, mas mais de 50% estão insatisfeitos com o modo como funciona a democracia na Europa. Esta sondagem mostra como somos eurooptimistas, por um lado, mas como andamos mal informados sobre o questões da União Europeia, por outro.

 

Ora, se isto acontece, a responsabilidade é sobretudo de eurodeputados, eurocratas e membros das instituições europeias que falam um “europês”, leia-se dialético aparentemente técnico e limitado, que afasta qualquer um.

 

Os políticos nacionais também, já se sabe, não ajudam muito a esclarecer os eleitores sobre a Europa. Assistimos a uma campanha eleitoral pobre, recheada de problemas domésticos e soundbites que, não tenho grandes dúvidas, afasta qualquer indeciso das urnas no próximo domingo.

 

Aliás, o único tema europeu que vi abordado e porque serviu como arma de arremesso, diz respeito aos fundos comunitários. Discute-se imenso as taxas de execução dos fundos e a negociação para o próximo quadro financeiro plurianual, mas sempre na ótica de garantir maior quantidade de dinheiro para Portugal, e nunca na perspetiva de pensar o que fazer com o dinheiro ou como garantir melhor distribuição em termos europeus. Esta é uma discussão que importa ter, mas que beneficiaria de uma outra abordagem na utilização dos recursos, mais do que na sua quantidade.

 

Os ataques pessoais têm sido um ponto forte usado pelos candidatos às europeias para atacar governo e oposição sobre matérias que são competência do governo nacional e que, portanto, têm pouco que ver com as eleições que se irão disputar a 26 de maio.

 

Acontece que muitos eleitores que que vão às urnas no próximo domingo, por deconhecimento da Europa ou por convicção,  irão votar como de eleições legislativas se tratasse, o que é profundamente errado na minha opinião.

 

Sei que muitos comentadores defendem que estas eleições são uma antecâmara das legislativas. Não concordo, até porque já houve casos em que ganhou um partido nas europeias e outro nas legislativas.  Pela minha parte não vou votar nas eleições europeias como faria nas legislativas, porque considero que são eleições diferentes. Mas, por cá, este é um hábito antigo e costumeiro, que estas eleições, mais uma vez, repetem.

 

Qua | 22.05.19

Prémio Camões 2019

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O músico e escritor Chico Buarque da Holanda é o vencedor do Prémio Camões 2019. O Prémio Camões de literatura foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra. Foi atribuído pela primeira vez, em 1989, ao escritor Miguel Torga. Em 2018 o prémio distinguiu o escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

 

A eleição de Chico Buarque , segundo o júri, foi definida a partir da qualidade de seu trabalho e também pela «contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa». Também pelo «caráter multifacetado», uma vez que Chico escreve para teatro, além de romances e da poesia das suas canções.  O seu trabalho atravessou fronteiras e «mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo», afirmaram os jurados. 

 

Boa Escolha!

 

Ter | 21.05.19

Eleições Europeias

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Os dados da sondagem da Universidade Católica Portuguesa para as eleições europeias de 2019  apontam para uma estimativa de resultados eleitorais na ordem dos 33% para os socialistas e de 23% para os sociais-democratas. O Bloco de Esquerda seria a terceira lista mais votada, com 9% da intenção dos votos, seguido de perto pela CDU e CDS-PP com 8 % cada. PAN e Aliança alcançariam 3%, o que daria para eleger um deputado.

 

Os restantes partidos, em conjunto, conseguiriam 6% e os votos em branco/nulo seriam superiores a 7%. A sondagem foi realizada entre os dias 16 e 19 de maio a 1882 inquiridos validados, com uma margem de erro máximo de 2,3% e com um nível de confiança de 95%.

 

Se os resultados forem os que se estimam nesta sondagem, o PS e o Bloco sobem em relação às europeias de 2014 e o PCP desce, mas, atenção,  as europeias tendem, graças à abstenção, a beneficiar os comunistas, no dia do voto, em relação às previsões.

 

Na pergunta sobre a intenção de votar, 19% responderam que “Em princípio vai votar” e 49% disseram que “De certeza que vai votar”. Porém, de acordo com a sondagem, a partir destas respostas não é possível prever um valor para a abstenção. Apesar de 49% respondentes afirmaram que iam votar com certeza, não se pode garantir que essa intenção se confirme no dia 26 (dia da votação).

 

De salientar que a proporção de intenções de voto no PS e na CDU aumenta com a idade. Os partidos ditos mais pequenos captam mais eleitorado jovem e quase não entram no escalão etário mais elevado. Ainda, de acordo com o estudo, a intenção de votar é mais forte entre as pessoas com maior grau de escolaridade.

 

As eleições europeias são tradicionalmente as eleições que registam maior taxa de abstenção, quando comparadas com as eleições legislativas de cada país. A taxa de participação nas eleições europeias de 2014 chegou aos 43,1%, tendo Portugal, com 34,5%, sido o oitavo país com abstenção mais elevada, segundo dados divulgados em Bruxelas.

 

A legitimação do Parlamento Europeu por parte dos cidadãos tem vindo a diminuir, nomeadamente no segmento jovem, situação que muitos consideram preocupante e que várias organizações europeias e portuguesas têm procurado reverter.

 

A poucos dias das eleições europeias, todos temem que se repita o cenário de 2014, ano em que a participação eleitoral foi a mais baixa de sempre. A campanha tem sido fraca e os candidatos não têm conseguido galvanizar o eleitorado.

 

É certo que muito mudou desde 2014. A situação económica, a imigração e o terrorismo eram os temas que na altura faziam parte das preocupações dos Europeus. Atualmente os europeus dizem-se agora sobretudo preocupados com o crescimento económico e o combate ao desemprego jovem. A questão da imigração que chegou a estar no topo de preocupações dos europeus desceu significativamente.

 

Há, por outro lado, novas preocupações capazes de influenciar o voto dos eleitores europeus, como as alterações climáticas, a proteção do ambiente e a cibersegurança.

 

Numa altura em que se acumulam as incertezas quanto ao Brexit, os dados disponíveis do Eurobarómetro apontam para que a maioria dos países pretendam continuar na União Europeia. Mais de dois terços dos cidadãos europeus votariam pela permanência se o seu país decidisse referendar a questão. Apenas 14% votaria a favor da saída, enquanto 18% ficaria sem saber o que fazer.

 

Em Portugal são ainda menos aqueles que considerariam abandonar a União Europeia - 7% contra 77% que preferem ficar, os restantes dizem-se indecisos.

 

A poucos dias das eleições para o Parlamento da União Europeia não faltam críticas e desilusões sobre o próximo ato eleitoral que convoca cerca de 500 milhões de cidadãos através dos atuais 28 Estados-membros da UE.

 

Mas é importante votar. O futuro da europa está nas nossas mãos. É preciso que tenhamos consciência disso. O Presidente da República lançou um apelo aos portugueses para que se vote nestas eleições. Seria «traumatizante», na opinião de Rebelo de Sousa, verificar na noite das eleições europeias, que a participação dos portugueses nas urnas não teria ido além dos 25% a 30%. «Seria um mau sinal para a democracia», defendeu Marcelo, apelando aos portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro, para participar.

Dom | 19.05.19

Clássico do Dragão

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Com o campeonato praticamente decidido o clássico ontem do Dragão, entre FCPorto e Sporting, serviu mais para tentar condicionar o jogo seguinte – Taça de Portugal – entre as mesmas equipas, numa prova importante para os dois clubes, que ambos precisam de ganhar para tentar salvar a época.

 

Aos 17 minutos de jogo já Borja tinha sido expulso, quando Fábio Veríssimo decidiu mostrar o cartão vermelho, depois de consultar o VAR, num lance muito polémico. Em contraponto, uma falta duríssima de Felipe sobre Bruno Fernandes que cortou um contra-ataque leonino, passou em claro sem qualquer sanção.


Não é fácil jogar no Dragão e para mais em inferioridade numérica desde os 17 minutos. Com este contratempo, o Sporting foi forçado a baixar Acuña, Bruno Fernandes teve que passar do meio para a esquerda, alternando com Diaby. A equipa equilibrou-se e  até inaugurou o marcador num excelente lance de contra-ataque iniciado por Diaby, complementado por Acuña e finalizado por Luiz Phellype.


Depois veio o golo o empate da parte do FC Porto, numa bola parada e finalmente o golo da vitória portista, novamente num canto, novamente em mais um momento inacreditável de arbitragem que nem o VAR foi capaz de ver o fora de jogo de Herrera.


Aos 90 minutos Corona foi expulso, na sequência de um lance com Acuña. Com a confusão instalada no relvado, os ânimos exaltaram-se e até os agentes da PSP entraram em campo para serenar os ânimos. No meio da confusão, inexplicavelmente, Acuña acabou por ver mais um cartão amarelo.


O Porto acabou por vencer o Sporting por 2-1. No entanto a vitória foi insuficiente para os dragões se sagrarem campeões nacionais uma vez que o SL Benfica venceu o Santa Clara por 4-1.

 

Após o jogo Frederico Varandas apelou  «às instituições que regulam o campeonato para que não fossem de férias porque temos um jogo muito importante no próximo sábado: a final da Taça. Peço que venha um árbitro com coragem», pediu o dirigente leonino.

Qua | 15.05.19

Invasão de Alcochete foi há um ano

 

 

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Há exatamente um ano, a Academia de Alcochete foi invadida por adeptos das claques do sporting munidos de cintos, bastões e tochas. Foram perpetradas agressões à equipa técnica, a alguns jogadores e destruição dos balneários motivada pelo lançamento de tochas. Ainda nesse dia foram detidas 23 pessoas. Treinadores e jogadores ficaram na academia até ao início da noite e depois dirigiram-se, nas suas viaturas, para a esquadra da GNR do Montijo, onde apresentaram queixa e prestaram declarações.

 

O que se passou em Alcochete foram dez minutos de terror que chocaram o país e abalaram profundamente o Sporting que mergulhou na pior crise de sempre, provocando uma revolução na estrutura diretiva, plantel e equipa técnica de futebol.

 

Deste acontecimento resultaram as rescisões de nove jogadores que faziam parte do plantel principal: Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins, Bruno Fernandes, Bas Dost, Rodrigo Battaglia, Daniel Podence, Rafael Leão e Rúben Ribeiro. Destes, apenas três renderam dinheiro aos leões: Rui Patrício, que se transferiu para o Wolverhampton, e com quem o Sporting lucrou 18 milhões de euros; William Carvalho que rumou ao Bétis de Sevilha a troco de 20 milhões de euros e Gelson Martins, atualmente ao serviço do Mónaco por empréstimo do Atlético Madrid, com quem o clube de Alvalade chegou recentemente a acordo por 22,5 milhões de euros, incluindo no negócio a transferência de Vietto para o clube de Alvalade.

 

No total, os três ex-jogadores leoninos valeram aos cofres do Sporting 60,5 milhões de euros. Depois, os casos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Rodrigo Battaglia, que através de Sousa Cintra (líder da Comissão de Gestão, que tomou conta do clube até às eleições de setembro de 2018) voltaram atrás na sua decisão, regressaram ao clube e assinaram um novo contrato com o Sporting.

 

Por último, os três casos mais ‘complicados: Rafael Leão, Daniel Podence e Rúben Ribeiro, jogadores com os quais o Sporting não conseguiu chegar a um acordo e cujo processo será resolvido nos tribunais.

 

Um ano depois destes infaustos acontecimentos, o Sporting tem novo presidente, já não tem alguns dos jogadores que eram uma referência do clube, teve três treinadores diferentes, ganhou uma taça da liga, consolidou o 3º lugar do campeonato e prepara-se para voltar a jogar a final da Taça de Portugal. Venceu os torneios europeus de futsal e hóquei em patins e poderá, ainda, realizar o maior encaixe financeiro do clube com a venda de Bruno Fernandes.

 

Quando muitos anunciavam o fim do clube, eis que a normalidade regressou a Alvalade. É certo que os danos motivados pelo ataque a Alcochete que Frederico Varandas qualificou como «o maior rombo financeiro e desportivo» da história do clube ainda não foram superados, mas, paulatinamente, as coisas vão-se compondo e a paz parece estar de volta ao Sporting.

Qua | 15.05.19

Festival da Eurovisão

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Conan Osiris, com a canção ‘Telemóveis’, representou Portugal e atuou ontem na primeira semifinal do Festival Eurovisão da Canção. Contudo, a sua prestação não foi suficiente para convencer o júri e o público e garantir um lugar na final. 'Telemóveis' não ficou entre as dez canções mais votadas na primeira semifinal da competição.

 

A exclusão de Portugal da final, marcada para este sábado, já era expectável, a avaliar pela média de várias casas de apostas, calculada pelo site eurovisionworld.com, especializado no concurso.

 

É a 9.ª vez que Portugal falha uma passagem à fase final do Festival Eurovisão da Canção, o que diz muito do nosso desempenho no certame.

Ter | 14.05.19

Passadeiras LGBTI

 

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Depois da polémica com a freguesia de Arroios, em que a autarca, Margarida Martins, não permitiu a colocação das passadeiras arco-íris, por considerar que a medida era ilegal, a freguesia de Campolide decidiu adotar as passadeiras LGBTI para comemorar o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia que se assinala no próximo dia 17 de maio.

 

O autarca de Campolide já mencionou não haver nenhuma questão de legalidade, sendo que as passadeiras têm de estar visíveis, nas faixas brancas. «Nós implementámos as cores do arco-íris nos intervalos. Os regulamentos municipais foram cumpridos», refere.

 

De salientar que a medida já foi aplicada noutros países em ocasiões similares, nomeadamente em Israel, na parada LGBTI de Tel Aviv.

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