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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Qui | 29.08.19

A obsessão pelo corpo

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O ator Ângelo Rodrigues está internado numa unidade hospitalar, onde está a lutar pela vida, depois de ter dado entrada com uma grave infeção.

 

A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã que garante que o ator já foi operado três vezes, estando a ser submetido a hemodiálise. Terá tido também uma paragem cardíaca, mas acabou por ser reanimado pelos médicos que o estão a acompanhar.

 

A origem do problema de saúde estará relacionada, alegadamente, com injeções de testosterona. O ator entrou no hospital consciente, mas o estado de saúde ter-se-á agravado nas últimas horas e o prognóstico é agora reservado. Os médicos acreditam que o facto de ser jovem poderá jogar a seu favor.

 

A busca por um corpo perfeito é cada vez mais comum entre homens e mulheres de diferentes idades. Mas, muitas vezes, para tentar atingir esse objetivo, os caminhos escolhidos nem sempre são os mais adequados.

 

Na obsessão pela melhor aparência estética, os indivíduos consomem determinadas substâncias para atingir aquela aparência desejada, sem pensar muito nas consequências que podem daí advir.

 

No entanto, tais substâncias, como se verificou, podem ter um efeito nocivo, gerando sérias complicações, nomeadamente a necrose dos tecidos, provocando infeções graves no corpo, levando à falência de órgãos e a desfechos irreversíveis.

 

Cada um fará o que quiser com o seu corpo, mas era bom que as pessoas percebessem que há outros métodos para manter um corpo esbelto sem riscos para a saúde.

Qua | 28.08.19

A escolha de Costa

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O primeiro-ministro, António Costa, escolheu Elisa Ferreira para a ocupar o cargo de comissário europeu por Portugal. A atual vice-governadora do Banco de Portugal sucede assim a Carlos Moedas que foi comissário indicado pelo anterior governo PSD/CDS. A pasta a exercer pela futura comissária europeia será comunicada posteriormente pela presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que estabeleceu a paridade de género como critério na composição desse órgão.

 

Elisa Ferreira tem 63 anos, é licenciada em Economia, tem um mestrado e um doutoramento pela Universidade de Reading, e é a primeira mulher portuguesa a ocupar o cargo de comissária europeia.

 

Foi nomeada administradora do Banco de Portugal em junho de 2016 e no ano seguinte vice-governadora, cargo que desempenha atualmente. Foi ministra de governos chefiados por António Guterres, primeiro do Ambiente, entre 1995 e 1999, e depois do Planeamento, entre 1999 e 2002, e ocupa, desde setembro de 2017, o cargo de vice-governadora do Banco de Portugal.

 

Foi também vice-presidente executiva da Associação Industrial Portuense (1992-1994) e vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte (1989-1992), entidade que integrou em 1979, de acordo com uma biografia disponível na página da Internet do Banco de Portugal.

 

Entre 1989 e 1992, desempenhou funções de vogal do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.

 

Elisa Ferreira foi também deputada ao Parlamento Europeu (2004-2016) integrando ao longo de todo o período a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, onde foi também coordenadora (porta-voz) do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas.

 

A escolha de António Costa foi aplaudida pelo Presidente da República e por todos os partidos da esquerda à direita, bem como por alguns ex-governantes e pelo antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

 

Também o ex-comissário europeu da Ciência e Inovação mostrou-se feliz com a sua sucessora, tecendo vários elogios e salienta que Elisa Ferreira é uma «europeia convicta» e que «foi sempre uma mulher de criar pontes e conseguir consensos» com uma grande para trabalhar nas áreas economicas e finaneiras.

Seg | 26.08.19

Entrevista de Cristiano Ronaldo

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Cristiano Ronaldo concedeu na semana passada uma entrevista exclusiva à TVI, na qual, entre vários assuntos, abordou a sua saída do Real Madrid para a Juventus, o “caso Mayorga” e como o ano de 2018 se tornou o mais difícil da sua vida pessoal, a sua infância na Madeira, a vinda para o Sporting, a primeira transferência para o Manchester United e a influência que Sir Alex Fergusson teve na sai vida profissional. Ronaldo falou também sobre a família, a educação dos filhos, sobre a indústria do futebol e sobre a Seleção Nacional.

 

Durante a entrevista CR7 repetiu a expressão “obcessionado”, querendo dizer “obcecado”. A expressão utilizada fez com que muitos recorressem às redes sociais para comentar o facto de Ronaldo não saber falar português, havendo, felizmente, que tenha saído em defesa do jogador e explicado que a expressão deriva do castelhano e que é perfeitamente aceitável ser proferida por uma pessoa que viveu nove anos em Madrid, e mais, tendo uma companheira que se expressa em espanhol.

 

Ronaldo é genuíno, porém, pese embora tenha aprendido como se deve comportar em frente às câmaras, até pelo volume spots publicitários em que aparece, a verdade é que sempre que isto acontece a sua simplicidade e as suas origens humildes tornam-se evidentes. Mas isso ninguém lhe poderá levar a mal.

 

Gostei muito da entrevista. Gostei sobretudo do seu amor à camisola, ao seu país e à seleção nacional. Admiro o seu espírito de família e a sinceridade de tudo o que diz, mesmo quando não utiliza as expressões corretas.

 

Por isso mesmo parece-me extremamente redutor e injusto resumir a entrevista a um erro de português perfeitamente compreensível e justificado.

Qui | 22.08.19

Amazónia em chamas

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A Amazónia, o pulmão do mundo, está a arder há mais de 16 dias e a devastação tomou proporções inimagináveis. Segundo a Agência Espacial Brasileira, só este ano já foram detetados 72 mil focos de incêndio. Estes números representam um aumento de 70% face a 2018. O fumo é tão intenso que há dois dias o céu de São Paulo que fica a 3800 quilómetros da capital da Amazónia ficou às escuras ao início da tarde.

 

Apesar do clima estar mais seco do que em 2018, a maior parte dos incêndios é provocada por ação humana, seja propositadamente ou acidentalmente, segundo os investigadores citados pela imprensa brasileira.

 

É uma perda irreparável, uma vez que possui a Amazónia é a maior floresta tropical mundial e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, sendo ainda responsável por providenciar 20% do oxigénio.

 

Queixamo-nos muitas vezes que o clima está a mudar e verificamos que, em algumas regiões, os fenómenos meteorológicos extremos estão a tornar-se cada vez mais comuns, que a pluviosidade está a aumentar em algumas zonas, enquanto, noutras, as vagas de calor e as secas estão a agravar-se. O degelo da semana passada na Gronelândia foi causado pelas mesmas massas de ar quente provenientes do norte de África e de Espanha que fizerem bater recordes de calor em países como Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Grã-Bretanha.

 

As alterações que hoje ocorrem nos diversos pontos do globo, são um claro alerta para os perigos que assolam a vida na Terra. O desaparecimento de espécies, o degelo dos polos, a subida das águas do mar e o aquecimento global são fenómenos a que assistimos e com que vamos ter de conviver no presente e no futuro.

 

A questão ambiental deve ser encarada como um desígnio global. As alterações climáticas estão a causar mudanças a vários níveis na economia, na saúde e na vida do planeta. Segundo os cientistas, se não as travarmos de forma significativa, os resultados poderão ser devastadores.

Seg | 19.08.19

Acabou a greve de motoristas

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E ao sétimo dia terminou a greve dos motoristas de matérias perigosas. Entre avanços e recuos, a desconvocação da greve trouxe o regresso à normalidade.

 

Tendo em conta que o objetivo da greve dos motoristas do Dr. Pardal era forçar a ANTRAM a negociar com a greve em curso e ao mesmo tempo paralisar o país, pode-se dizer que foi um falhanço em toda a linha.

 

Com o alarmismo e os avisos à navegação por parte do governo, as pessoas abasteceram com antecedência e em grandes quantidades. O preço deixou de ser relevante. A prioridade foi mesmo garantir o produto. Por essa razão, quem encheu os bolsos foram as gasolineiras. Além de escoarem os stocks, com a margens superiores ao habitual, ainda irão beneficiar de eventuais descontos de quantidade por parte das petrolíferas, melhorando assim os seus lucros. À pala disso lucrou também o Estado por via dos impostos cobrados.

 

António Costa, como já provou na greve dos professores, é exímio em reagir a acontecimentos que, à primeira vista, parecem difíceis de resolver, transformando-os em autênticos sucessos eleitorais. Estar rodeado de bons ministros também ajuda: Pedro Nuno Santos, o negociador por excelência, abriu a porta ao diálogo. A experiência, a maturidade e o bom senso de Matos Fernandes e de Vieira da Silva contribuíram para que o governo possa cantar vitória nesta greve.