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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 13.05.20

Santuário de Fátima em tempo de pandemia

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Um silêncio sepulcral invade neste 13 de maio o Santuário de Fátima, colorido de cinzento pela neblina matinal e da chuva que ameaça despontar a qualquer momento. Não o silêncio habitual da fé e das orações que impele ao recolhimento. É um silêncio imposto pelo vazio de fiéis, pelo vazio de celebrações e pelo vazio dos cânticos que se fazem habitualmente ouvir no recinto e que amplificam as mensagens de esperança e de paz.


Este ano, sem a habitual multidão de peregrinos que costuma invadir o Santuário de Fátima, durante os dias 12 e 13 de maio, para as habituais celebrações que comemoram as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, pela primeira vez na sua história, Fátima terá apenas uma comemoração simbólica, devido às condições impostas pela pandemia do Covid-19.


O Santuário de Fátima estará vazio, mas lá caberá o mundo inteiro, em especial o Papa Francisco e todos os profissionais que estão na linha da frente da luta contra a pandemia, como afirmou o cardeal D. António Marto, transmitindo uma mensagem de esperança aos cristãos, e convocando-os a encararem este período com «um olhar renovador».  Para o bispo de Leiria-Fátima, «a pandemia é um chamamento à conversão espiritual mais em profundidade. Um chamamento aos fiéis cristãos, mas também a todos os homens, que permanecem criaturas de Deus. O vírus da indiferença só é derrotado com os anticorpos da compaixão e da solidariedade».