A 'bazuca' europeia

O programa Nova Geração UE está dotado de um ambicioso pacote 750 mil milhões de euros, dos quais 500 mil milhões em subvenções e 250 mil milhões em empréstimos com condições mais favoráveis, e visa dar respostas aos países cuja economia foi mais afetada pela pandemia. O papel do eixo franco-alemão foi determinante para desbravar caminho para a proposta da Comissão.
A medida anunciada por Ursula von der Leyen tem ainda de passar pelo crivo do Conselho e do Parlamento Europeus, para que no início de 2021, durante a Presidência alemã da União Europeia, possa entrar em vigor. Bruxelas admite, ainda assim, que parte das verbas possam ser libertadas a partir do próximo outono.
Portugal poderá vir a receber um total de 15,5 mil milhões de euros em subvenções (distribuídas a fundo perdido) e 10,8 mil milhões de euros sob a forma de empréstimos concedidos em condições favoráveis. No total, 26,3 mil milhões de euros da União Europeia, entre subvenções e empréstimos, para recuperar da crise económica provocada pela pandemia de covid-19.
Vários chefes de governo europeus elogiaram a proposta, nomeadamente os chamados “amigos da coesão", tais como os líderes da França, Espanha, Itália, Grécia e Portugal, muito embora tenham tido que de enfrentar as reservas dos líderes da Áustria, Dinamarca, Países Baixos e Suécia, os chamados países “frugais”, pouco amigos de despender verbas a fundo perdido, chegando mesmo a apresentar um plano de estímulo ao relançamento económico da UE que rejeitava qualquer mecanismo de financiamento por dívida comum e defendiam uma distribuição através de empréstimo, mas Von der Leyen insistiu que «o orçamento da UE sempre foi feito de subvenções para investimentos específicos» e reforçou que os subsídios irão «multiplicar a prosperidade para todos».
Porém, caso este envelope financeiro seja aprovado, Portugal poderá receber 19 milhões por dia para recuperar da crise. É a maior dotação de sempre.
Portugal, através desta bazuca europeia que nos poderá cair no colo, ficará em ótimas condições para responder à crise económica gerada pelo Covid – 19, assim saibamos gerir com rigor esta verba que nos será atribuída.