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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Seg | 09.09.13

Acesso ao ensino superior

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Este ano o ensino superior tem disponíveis 1090 cursos. Em 66 nenhum aluno foi colocado na 1.ª fase do concurso nacional de acesso e 48 receberam apenas um novo estudante. No total, 30% dos cursos (330) ficaram com dez ou menos candidatos colocados. A área das engenharias foi a que registou mais vagas por ocupar (3431). Os cursos na área da formação de professores e ciências da Educação também sofrem uma diminuição das taxas de ocupação: 66% das vagas preenchidas (com 813 candidatos), contra 74% no ano passado. Houve menos 300 alunos a manifestar como primeira preferência a entrada num curso desta área.

Relativamente aos politécnicos, de acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), apenas 55% das vagas dos institutos politécnicos foram ocupadas na 1.ª fase. E muitos dos cursos sem novos ingressos estão aí. Há mais de dez mil lugares por preencher. O Instituto Politécnico de Tomar é a instituição que tem a menor taxa de ocupação — apenas 20% dos lugares foram preenchidos, até ver. Segue-se o Instituto Politécnico de Bragança (23%). Nestes dois institutos sobraram, respetivamente, 412 e 1420 vagas. Entre os institutos politécnicos, o do Porto é o que está mais confortável, com 81% de taxa de ocupação.

Nas universidades, é também a do Porto (que era a que tinha mais oferta) aquela que viu a maior percentagem de vagas ocupadas (97%), seguida pelo ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa e pela Nova de Lisboa (ambos com 92%). No extremo oposto está a Universidade do Algarve (com apenas 53% de ocupação). Há 14 cursos onde o último colocado tinha apenas 9,5 valores, numa escala de zero a 20. O curso de Medicina da Universidade do Porto é o que regista a classificação do último colocado mais alta: 18,1. Dos 66 cursos sem alunos, mais de 20 são em regime pós-laboral ou de ensino à distância.

Nesta 1.ª fase, 93% dos candidatos conseguiram colocação no ensino superior, com 37.415 a conseguir entrar numa universidade ou politécnico. É a percentagem de entradas à primeira mais elevada desde, pelo menos, 2003, último ano para o qual o Ministério da Educação forneceu estatísticas. Segundo fontes daquele Ministério, 60% dos alunos conseguiram entrar no curso que escolheram como 1ª. opção (nos boletins de candidatura podem selecionar seis hipóteses).