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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 11.09.13

Hoje é dia de lembrar as vítimas do 11 de setembro

narrativadiaria

 

Onze de setembro de 2001. Um dos mais brutais ataques terroristas da história ocorreu nesse dia, provocando a morte de 3000 pessoas (entre os quais cinco portugueses: uns trabalhavam nas Torres Gémeas, outros estavam "no sítio errado à hora errada").

Há doze anos, Nova Iorque acordou em pânico com o impacto do primeiro avião numa das torres gémeas. A primeira colisão deu-se as 8:46 da manhã, o vôo 11 da American Airlines  chocou com a torre norte do Word Trade Center. Ainda anestesiados com o embate na torre norte, os norte-americanos são surpreendidos com uma nova ofensiva. Em todo o mundo, os olhos aproximaram-se dos ecrãs de televisão. A segunda colisão ocorreu as 9:03da manhã entre o vôo 175 da United Airlines com a torre sul do Word Trade Center. Já às 9:37 da manhã o vôo 77 da American Airlines colidiu com o Pentágono. E às 10:03 da manhã ocorreu à queda do vôo 93 da United Airlines, após passageiros se revoltarem com os seqüestradores. Nenhum dos ocupantes das aeronaves seqüestradas sobreviveu. Poucas horas depois, as chamas provocam o colapso das duas torres, que simbolizavam o poder económico dos EUA e que, por isso, suscitaram a ofensiva da Al-Qaeda.

Após os ataques de 11 de setembro de 2001 foi intensificada a segurança nos Estados Unidos. Mesmo assim, de 2001 a 2006 ocorreram outros ataques, mas nenhum com a magnitude do de 2001. A grande homenagem em 2011 foi a primeira, após a captura e morte de Osama Bin Laden, o cérebro deste ataque que  provocou tantas vítimas e danos irreversíveis em outras centenas de pessoas que estiveram nas operações de socorro. Doze anos depois do atentado, as duas primeiras torres e o museu do 11 de setembro  foram recontruídas e estão prestes a ser inauguradas.

Os atentados do 11 de Setembro de 2001 mudaram o mundo e a forma de entender o terrorismo, tradicionalmente associado a causas de inspiração nacionalista, caso da ETA ou do IRA. Para alguns, o mundo ficou mais inseguro do que antes, e a sensação de vulnerabilidade começou a fazer parte do quotidiano. Assistemos a hegemonia dos EUA como superpotência incontestável sem competidor de igual estatura, ameaçada. Mas, os ataques terroristas não foram apenas dirigidos contra os EUA, mas também contra o mundo, contra a humanidade sedenta de paz, contra as esperanças partilhadas em comum. Com o surgimento da Al Qaeda, a comunidade internacional que vivia um processo de clivagem nas relações de entre os EUA e a Europa, de modo especial, com a União Europeia, sentiu-se obrigada a rever a sua política na luta contra a ameaça do terrorismo internacional. Abriu-se, desse modo, a porta a uma nova era — a  de levar para os outros povos e outros territórios os valores ocidentais de democracia e de liberdade —, defendendo-os e promovendo-os a qualquer preço.