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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qui | 03.10.13

Caça às bruxas no PSD

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O PSD prepara-se para iniciar um procedimento de «caça às bruxas» aos militantes que concorreram em outras listas ou  que deram apoio explícito a candidaturas adversárias do partido nas eleições autárquicas. Rui Rio, António Capucho, Marco Almeida e Guilherme Aguiar são alguns dos militantes que poderão ser obrigados a abandonar o partido ou sofrer outro tipo de sanções, de acordo com  os estatutos do PSD. Um dos mais acérrimos defensores desta atitude é Ribau Esteves que ganhou em Aveiro, naquele processo de transumância de dinossauros,  mas está inconsolável com a humilhante derrota do seu amigo,  Filipe Menezes, no Porto e aponta as facas a Rui Rio, que o  considera o verdadeiro responsável pelo desaire. Ontem,  o PSD teve a sua reunião do Conselho Nacional  e Aguiar Branco pediu  a cabeça de Rui Rio, levando  Paulo Rangel a acusá-lo de ter uma visão "soviética" do partido. Os apupos ouviram-se na sala e sucederam-se à medida que o eurodeputado falava.  Rangel defendeu que «não se pode tirar a ninguém o direito de não apoiar um candidato e que, tendo ele defendido a ilegalidade de candidaturas de presidentes de câmara com mais de três mandatos autárquicos, nunca poderia apoiar Menezes». Paula Teixeira da Cruz desdramatizou a situação e sustentou que não deve haver  um processo de "caça às bruxas". Na primeira fila, segundo relatos feitos pelo PÚBLICO, Passos Coelho afirmou: «aqui não há bruxas» e a ministra da justiça respondia «há bruxas, há». O clima foi de crispação o que levou Passos Coelho a pedir  aos militantes para refrearem os ânimos.