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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 09.10.13

Blue Jasmine

narrativadiaria
(foto retirado da Net)

Depois de um tempo a filmar em capitais europeias, Woody Allen regressa às suas origens e a um terreno que tão bem conhece. Blue Jasmine, a última obra deste realizador norte americano desenrola-se  entre Nova Iorque  e São Francisco. Duas cidades que se localizam em zonas opostas do território norte-americano e que nos são apresentadas através de uma narrativa paralela, alternando entre o passado e o presente e que nos permite conhecer os dois mundos de  Jasmine, com a música Blue Moon como tema de fundo.

O filme tem no principal papel Cate Blanchett,  arrasadora no papel de uma mulher desequilibrada e psicótica, não sendo de mais afirmar que "ela é o filme" e que, certamente, levará  para casa o óscar de melhor atriz da Academia. A sua densidade emocional e os maneirismos que tão bem traduzem o desconforto e o constrangimento da personagem,  remetem os restantes elementos do elenco para um plano secundário, embora seja justo realçar o interessante desempenho de Sally Hawkins na pele da irmã menos privilegiada, mas nem por isso menos feliz. O filme conta ainda no elenco com Alec Baldwin, o canastrão habitué.

Se Para Roma Com Amor foi uma obra  menos conseguida no percurso de Woody Allen que já conta com 50 longas-metragens no currículo, Blue Jasmine sobe novamente a fasquia e desperta-nos a curiosidade para conhecer o seu próximo filme.