Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Seg | 14.10.13

A propósito, Dr. Jorge Sampaio

narrativadiaria

Jorge Sampaio foi o convidado do programa «A propósito» da SIC Noticias. Em entrevista consedida a António José Teixeira, o antigo Presidente da República criticou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso e a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, por estes criticarem as decisões   do Tribunal Constitucional em Portugal. «Repudio isso de uma forma frontal. Temos que ter um assomo patriótico das decisões que são tomadas, criticá-las, quando for caso disso, com certeza. Ameaçá-las é outra coisa (...) é inadmissível que a gente não defenda a nossa democracia, as nossas instituições», realçou o antigo Chefe de Estado.

Na opinião de Sampaio, o Tribunal Constitucional «tem dados provas, em largos anos, de uma jurisprudência que tem formatado a vida democrática e constitucional portuguesa» sendo «uma peça essencial, sobretudo quando há cortes muito sérios em relação a princípios fundamentais, que têm que ser analisados pela instância que se criou para isso, princípios de justiça, da proporcionalidade».

O antigo Chefe de Estado comentou também o  corte nas pensões de sobrevivência, avisando que «há um contrato intergeracional que se está a quebrar», o que é «gravíssimo para a coesão social portuguesa». «Não podem ser sempre os mesmos - e sobretudo os mais frágeis - a quem as coisas acontecem todas», reprovou.

Relativamente às declarações feitas por Rui Machete sobre Angola, a questão, segundo Jorge Sampaio, deve ser resolvida pelo próprio Rui Machete, pelo Presidente da República e pelo Primeiro-Ministro.

Que saudades de um Presidente da República com sentido de Estado! Respostas claras e objetivas aliadas a uma simplicidade e clarividência em analisar a situação política atual, continuam a fazer de Sampaio um estadista e um humanista como poucos!