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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Ter | 29.10.13

Manuel Maria Carrilho

Num país onde a decência cívica fosse valorizada e os valores éticos preservados,  nenhum jornalista, digno desse nome, pelo menos dos jornais de referência,  permitiria dar voz a  Manuel Maria Carrilho para se pronunciar sobre cenas da sua vida conjugal. Carrilho está a entrar na vulgaridade mais mesquinha que a sua existência podia demonstrar. Enquanto homem ligado ao poder político  (estamos a falar de um homem que foi ministro da Cultura deste país, deputado da nação e embaixador de Portugal junto da UNESCO) deveria ser uma referência cívica, mas a sua conduta não é nesse sentido. Aliás, Carrilho sempre foi um político exímio em criar factos políticos e de gerar problemas ao seu partido.  Aparentemente preocupa-se única e exclusivamente com ele próprio. Nas eleições para a Câmara de Lisboa conseguiu perder uma eleição que parecia ganha à partida. Na passagem pela UNESCO saiu, disparando em todas as direções, criticando mesmo quem o indicou para o cargo. Relativamente à sua vida conjugal, por mais razões que lhe assistam, e eu  admito que as tenha,  não me parece ajuizado pôr a  nu, na praça pública, a vida pessoal da mulher com quem escolheu partilhar um casamento ao longo de 12 anos e mãe dos seus dois filhos. Manuel Maria Carrilho é um académico com um acervo de obras publicadas. Todavia, quem se comporta deste modo, mostrando ser um indivíduo vil, indecoroso, sem um  pingo de identidade moral não é digno de respeito.  Ninguém merece um político destes, muito menos um marido!

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