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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 09.07.14

A humilhante derrota do Brasil na Copa

narrativadiaria

 

 (imagem da página de facebook Nilton) 

Vexame. Massacre. Humilhação. Vergonha. Qualquer destes adjetivos serve para qualificar o que se passou ontem no jogo da semi-final entre a Alemanha-Brasil.

Desde o início do Mundial que o Brasil não convenceu um único adepto. Foi mascarando com vitórias muito sofridas e exibições pouco consistentes, sendo que a equipa nunca mostrou estofo de campeã. A máscara caiu ontem  diante de milhares de adeptos. A Seleção Brasileira foi humilhada pela Alemanha com uma histórica derrota por 7 a 1 no mesmo Mineirão onde já havia sofrido para superar o Chile nos pênaltis.

A vexatória queda contra a  Alemanha foi o desfecho de um sonho que o Brasil acalentou muito graças a Neymar, alvo de uma joelhada de Zúñiga na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, nos quartos de final, quando fez a sua exibição mais apagada no Mundial.

O que aconteceu ontem foi algo de inadmissível no «país do futebol». Foi uma derrota que irá certamente deixar marcas profundas e se colará para sempre ao «escrete». Deixa no ar uma revolta sem precedentes que nem a ausência de Neymar, por lesão, e Thiago Silva, por castigo,  é suficiente para explicar uma exibição tão pobre.

Luis Felipe Scolari saiu derrotado en toda a linha. Mostrou incapacidade para organizar uma equipa  à altura de uma semifinal em casa. Foram 4 golos sofridos, sem apelo nem agravo,  em seis minutos. O placar já marcava 5-0 aos 28 minutos do primeiro tempo. Mau demais!

A Alemanha muito bem organizada,  mostrou um futebol extremamente eficaz e fez uma semifinal do Mundial parecer fácil.  Incrédulos, mais de 200 milhões de brasileiros assistiram ao banho de bola que a seleção da Alemanha deu.

O conjunto alemão, grande candidato à conquista do Mundial de 2014, extremamente motivado, prepara-se agora  para jogar a final do Maracanã no  domingo, contra o vencedor do confronto entre Holanda e Argentina. Ao Brasil, restará a disputa de terceiro lugar com o derrotado da outra semifinal.

E, já agora, pela parte que nos toca, os números da humilhação brasileira ajudaram a suavizar a derrota dos portugueses no primeiro jogo dos oitavos de final, se é que isso nos serve de consolo. Afinal de contas, a seleção das quinas acabou por conseguir frente à Alemanha, apesar da derrota,  um diferença de golos inferior e a jogar a maior parte do tempo com dez jogadores.