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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Ter | 16.04.19

A Notre Dame em chamas

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Assistimos, ontem, incrédulos à Notre Dame em chamas, com imagens em direto de destruição da catedral medieval, joia da arquitetura gótica, marco da espiritualidade universal, símbolo supremo da cultura cristã.

 

É impossível alguém ficar indiferente ao cenário que se vivia na capital francesa. Foi desolador. Poderá ser reconstruída, mas a perda, essa, será irreparável.

 

A destruição da catedral de Notre-Dame de Paris foi uma catástrofe cultural, histórica, espiritual e emocional. E, ao contrário do que disse o presidente Macron, não é apenas um símbolo nacional francês que arde, é toda uma parte da história da humanidade que ardia naquele momento.

 

Com 14 milhões de visitantes anuais, a catedral, a Notre Dame, integrada no conjunto arquitetónico das margens parisienses do Sena, é o monumento mais visitado da Europa.

 

Instalada no meio da ÎIe de la Cité, foi construída entre 1163 e 1345 (demorou dois séculos a ser construída). Símbolo maior do gótico em França, tinha sido declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1991.

 

Cerca de 400 bombeiros lutaram arduamente durante quase 12 horas contra as chamas que pareciam não dar tréguas e avançaram que o incêndio possa eventualmente ter tido origem nos andaimes das obras de requalificação do monumento que estavam a ser executadas.

 

O telhado inteiro está danificado, toda a estrutura ficou destruída, parte da abóboda caiu. No entanto, os dois campanários felizmente foram salvos, bem como todas as obras de arte pertencentes ao espólio da catedral, incluindo a coroa de espinhos e a túnica de São Luís.

 

O fogo que deflagrou há mais de 12 horas na catedral de Notre Dame foi declarado extinto esta manhã pelos bombeiros, eram 10h00 locais, 9h00 em Lisboa.