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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Dom | 25.01.15

A vida de CR7 fora dos relvados

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Cristiano Ronaldo, já se sabe, é o melhor jogador do mundo e o português mais conhecido de sempre. Não admira, pois, que o fim do namoro entre ele e Irina Shayk, um dos casais mais mediáticos dos últimos cinco anos, fosse nos últimos tempos um tema badalado em todo o mundo, discutido e repisado nas redes sociais, onde CR7 conta com mais de 140 milhões de seguidores. Vem isto a propósito de um excelente texto que uma amiga escreveu sobre Cristiano Ronaldo e que colocou no facebook que hoje gostaria de partilhar convosco, porque é exatamente aquilo que eu penso relativamente ao melhor jogador do mundo.

«CR7, nunca te escrevi antes: pois é hoje, tem lá paciência e lê mais uma mensagem de uma fã.

Escrevo-te para te dizer o quanto me enojam todas as alarvidades que se escrevem sobre ti, principalmente desde que terminou o teu relacionamento com a Irina Shayk.

Já só falta dizer que lhe batias, o que não acredito que tenhas feito, senão já seria arma de fogo na imprensa.

Não quero saber qual a natureza do teu relacionamento com a Irina Shayk: é-me completamente indiferente, apenas desejo que, quaisquer que fossem os objectivos de ambos tenha sido bom para os dois enquanto durou.

Também me é completamente indiferente quem são as Mães biológica e hospedeira do teu filho: decidiste que era assim que querias ter um filho e as fornecedoras a tal se prestaram, fosse por que compensações fossem: não foram, decerto, obrigadas.

Não me interessa, nada disso me interessa.

Há 15 dias andava tudo aceso a engrossar as fileiras da luta pela liberdade barbaramente ameaçada.

Agora, andam muitos mas mesmo muitos a tentar limitar a tua: a lançarem o estúpido, vácuo e passivo-agressivo "e se...", a aventarem hipóteses para fazerem a tinta, quer a real quer a virtual, correr, à custa do teu nome.

Do nome que nenhuma agência de marcas cria se não houver um futebolista como tu por dentro.

Fizeste acontecer, com enormes trabalho e aprendizagem constantes, o teu sonho de menino: o de seres o melhor jogador de futebol do mundo.

Com a realização do teu sonho tornaste-te ainda giro, sexy e rico.

O que fazes com o teu dinheiro também me é completamente indiferente [embora goste de ver que também o usas com outros, incluindo a tua família, que nunca - até hoje - renegaste]: ganhaste-o tu, é teu, faz dele o que quiseres.

Por mim, podes não dominar a arte da dialéctica nem do storytelling.

Podes usar o risco que queiras no cabelo.

Podes gritar "Si", ou o que te apetecer, quando quiseres.

Podes ter 3 biliões de euros, 3 milhões de namoradas, podes ter e ser o que tu quiseres, desde que não sejas um criminoso: são as tuas opções, que respeito e com as quais nada tenho que ver.

Faz-me só um, apenas um, favor.

Sê feliz.

E português.

Como tens sido, jogues onde jogares, estejas onde estiveres».