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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Sex | 18.10.19

Até sempre, Jordão!

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Rui Jordão deixou-nos, prematuramente. Tinha apenas 67 anos. O internacional português, conhecido como 'Gazela de Benguela', veio de Angola para jogar no Benfica, no qual iniciou a carreira, em 1971/72, mas foi no Sporting que se tornou uma lenda, além de também ter brilhado pela seleção, onde fez 43 jogos e marcou 15 golos, dois dos quais no Europeu de 1984, no qual Portugal foi eliminado nas meias-finais pela França.

 

Jordão jogou também no Saragoça e no Vitória de Setúbal, onde terminou a carreira, em 1988/89. Foi o melhor marcador do campeonato português nas épocas 1975/76 e 1979/80, tendo conquistado seis títulos de campeão nacional, três Taças de Portugal e uma Supertaça portuguesa.

 

Após encerrar a carreira de futebolista, Jordão tornou-se pintor. Em 2001, concluiu Pintura e Desenho, Introdução à Historia da Arte, Historia da Arte do século XX, Temas de Estética e Teorias da Arte Contemporânea, na Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa.

 

Em 2018, inaugurou na galeria do Palácio Egito, em Oeiras, a exposição "Que a Mente resista/Projeto de uma exposição/Palavras Ditas", um dos últimos ecos de uma profissão artística que começou com a licenciatura em História da Arte, na Universidade Nova de Lisboa, que lhe valeu um estágio no Centro Cultural de Cascais.

 

Uma lenda, um senhor dentro e fora dos relvados, um goleador e um ídolo que marcou gerações.

 

Descanse em paz!