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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Ter | 27.11.18

Bernardo Bertolucci (1941 - 2018)

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O cineasta Bernardo Bertolucci, considerado um de mestres italianos da sétima arte, morreu, ontem, aos 77 anos, em Roma.

 

Nascido na Parma, em 1941, foi amigo de Pier Paolo Pasolini e um defensor acérrimo do Partido Comunista. Em 2007, recebeu um Leão de Ouro honorário pelo conjunto da obra do Festival de Veneza, em 2011 a Palma de Ouro honorária do festival de Cannes. Em mais de meio século de carreira, dirigiu aproximadamente 20 filmes, entre produções colossais e minúsculas, obras experimentais e mais tradicionais, e deixou uma inesquecível marca no cinema italiano e mundial.

 

Ficou mundialmente conhecido pela realização de O Último Tango em Paris. A polémica que envolveu este filme seria, aliás, a razão das suas últimas referências mediáticas. A atriz Maria Schneider acusou o realizador e Marlon Brando, com quem contracenava, de violação na mais icónica cena deste filme. Apenas em 2013, já depois da morte da atriz, numa entrevista a um jornal holandês, Bertolucci reconheceu que a cena de sexo presente no filme não havia sido consensual.

 

Com O Último Tango em Paris, Bertolucci foi nomeado para o Óscar de Melhor Realizador. Em 1976, dirigiu o épico 1900, que contava com um elenco de luxo com nomes onde figuravam, Robert de Niro, Gérad Dépardieu, Donald Sutherland, Burt Lancaster, Sterling Hayden e Dominique Sanda. Em 1987, dirigiu O Último Imperador, que foi um sucesso mundial, tendo sido galardoado com nove Óscares, entre os quais o de Melhor Filme e Melhor Realizador. Mais tarde, voltou ao cinema com Um Chá no Deserto (1990), O Pequeno Buda (1993), Beleza Roubada (1996), Assédio (1998) e Os Sonhadores (2003). A última longa metragem do realizador - Eu e Tu - chegou às salas de cinema em 2012.

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