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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Seg | 02.07.18

Cavaco nunca desilude!

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«Portugal não precisa de mais autoestradas. Portugal não precisa de mais pavilhões gimnodesportivos. Portugal não precisa de mais campos de futebol. Portugal precisa de mais crianças».

 

A frase é da autoria de Aníbal Cavaco Silva, antigo primeiro ministro, o mesmo que quando o dinheiro europeu jorrava em Portugal, proveniente dos fundos europeus, foi incapaz de promover políticas públicas de incentivo à natalidade. Ao invés, preferiu autoestradas, campos de futebol, pavilhões e rotundas.

 

A palavra de ordem era construir, construir, construir... distribuir fundos comunitários para uma cáfila do PSD que ficou milionária. Cavaco matou a agricultura e pescas, secou indústrias, enquanto promovia o betão que brotava por todo o país.

 

O cavaquismo criou uma cultura e uma trupe de gente que vive disto. Agora, com excesso de infraestruturas, muitas delas abandonadas ou subaproveitadas, Portugal tem um problema demográfico muito sério que não resolverá em menos de 25 anos.

 

E Cavaco fez mea culpa? Nada disso, afinal ele raramente se engana e nunca tem duvidas! Por isso, fez de conta que não era nada com ele.

 

Cavaco Silva, apesar de ser um dos políticos com maior longevidade na vida política portuguesa, arrisca-se a ser uma figura menor sem importância na história do país.