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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Seg | 25.08.14

Crónica de José António Saraiva sobre Emídio Rangel

narrativadiaria

 (imagem retirada no google)

Quem acompanhou no Expresso e agora no Sol as colunas de José António Saraiva já pouco ou nada se surpreende com o teor de muitos dos seus textos, com especial destaque para aquelas crónicas do quotidiano que habitam duas páginas da revista que integram o jornal SOL, de que é simultaneamente fundador e diretor, num afã próprio de quem quer certamente competir com o Inimigo Público ou coisa do género.

Então para quem - como eu - já leu uma entrevista do arquiteto Saraiva onde este defendeu, para si próprio, a atribuição do Nobel de Literatura (!) ou que já o ouviu afirmar, quando diretor do Expresso, que cada dia mais dava razão à sua mãe quando esta lhe dizia que ele possuía perfil e potencial para ser «um excelente Presidente da República», já nada devia espantar.

Só que a última crónica no Sol com o título «Repouse em Paz», a propósito da morte de Emídio Rangel (aqui), Saraiva ultrapassou todos os limites do razoável numa prosa rasteira e baixa, divulgando conversas privadas de pessoas que já cá não estão para se defenderem (a propósito de drogas, sexo, violência doméstica) e que é muito reveladora do seu caráter mesquinho e vingativo. É das coisas mais asquerosas que tenho lido nos últimos tempos. Um nojo!

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