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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Seg | 14.05.18

É hora de mudar

 

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Jorge Jesus mudou-se do Benfica para o Sporting com o objetivo de interromper um longo jejum no campeonato, tendo sido um ás-de-trunfo de Bruno de Carvalho.

 

Tirando o primeiro ano em que efetivamente "jogámos à bola" mas não fomos campeões por "uma unha negra", a verdade é que esta é a segunda época consecutiva em que Jesus falha clamorosamente e por culpa própria, os objetivos a que se propôs aquando da sua chegada a Alvalade.

 

Uma supertaça e uma taça da liga em 3 anos e com milhões de investimento no plantel é manifestamente pouco. Se a isto acrescermos os rotundos fracassos na primeira liga, mais absurdo se torna o binómio investimento/retorno. Se é para ficar em 3º lugar, então um treinador como José Couceiro, por exemplo, serve perfeitamente.

 

Jesus foi um erro de casting. Desvirtuou o nosso ADN da formação e não cumpriu os objetivos a que se propôs. Por culpa dele vimos ontem voar 27 milhões. Sim ele ontem teve culpas na derrota nos Barreiros, porque montou mal a equipa, porque colocou William e Piccini a titulares quando estes não estavam aptos fisicamente. Fez substituições ridículas. Ontem aquele jogo era para ganhar e perdemo-lo por culpa de Jorge Jesus. Mais uma vez se vê que falta  capacidade  para gerir um plantel.

 

Jesus não é o melhor treinador em Portugal como alguns apregoam. Até pode ser muito bom nos treinos. Mas não basta saber treinar. Chega para ser treinador adjunto. Mas para ser treinador principal é preciso ser líder, ter uma boa comunicação, saber preparar os jogos, conhecer os adversários, reagir bem à pressão e fazer uma boa leitura do jogo. E nisso Jesus falha redondamente. Nos jogos contra equipas da mesma valia raramente surpreende. Nos jogos decisivos falha demasiadas vezes.

 

Depois um bom treinador não cria desculpas antes das derrotas, com a história dos jogos a meio da semana e depois dos jogos perdidos não justifica com as condições meteorológicas: o vento, o calor. Jesus nunca assume os fracassos, mas quando ganha puxa os louros para si.

 

Bruno de Carvalho tem culpa neste capítulo porque é o principal responsável pela contratação de um treinador pago a peso de ouro e da consequente renovação de contrato.

  

Bruno de Carvalho não tem estado bem, é bom que diga, mas a verdade é que nas restantes modalidades a coisa até nem tem corrido mal. Fracassou na mais preponderante, no futebol. Tem, por isso, de assumir a contratação de Jorge Jesus, reconhecer que falhou e tentar reparar os danos causados.

 

Ganhar a Taça de Portugal (se a ganharmos!), não chega! Jorge Jesus deveria por a mão na consciência e sair pelo próprio pé, coisa que certamente não irá acontecer. O melhor será tentar chegar a um entendimento com o treinador.

 

Acho que se fecha aqui um ciclo. Um ciclo que tinha tudo para dar certo, mas que ficou muito aquém das expectativas. É hora de mudar.

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