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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Seg | 11.11.19

Eleições em Espanha

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Espanha foi este domingo a votos. A fadiga eleitoral está a tomar conta dos espanhóis, uma vez que esta é a quarta vez que vão às urnas em quatro anos e a segunda em sete meses para conseguir eleger forças políticas capazes de formar governo.

 

Porém, após o escrutínio os espanhóis confrontaram-se com um cenário político ainda mais fragmentado: o PSOE, de Pedro Sánchez, venceu, mas perdeu deputados, atingiu um score de 28% e conseguiu eleger 120 deputados (menos três que em abril). O segundo partido mais votado foi o PP (direita) com 88 lugares (20,81%), seguindo-se o Vox (extrema-direita) com 52 lugares (15,09%). Estes dois partidos registaram as maiores subidas, com o PP a conquistar mais 22 parlamentares e o Vox mais do que duplicou a sua representação parlamentar. Assim, a formação de um governo parece ter-se complicado ainda mais. O Unidos Podemos mantém-se como a quarta força política, com 35 lugares e 12,84% dos votos. Perdeu sete deputados. «Estamos prontos para negociar já amanhã» com os Socialistas, afirmou o líder Pablo Iglesias, que não conseguiu manter uma coligação com Sánchez nas últimas eleições.

 

No domingo Pedro Sánchez tinha apelado para que todos atuassem «com responsabilidade e generosidade» a fim de que seja possível desbloquear o impasse político em Espanha e assegurou que pretende formar um governo progressista. Só que não explicou como pretende conseguir os apoios necessários para ser investido, quando o PSOE, não obstante ter ganhado as eleições, perdeu três assentos no parlamento, assim como o seu principal potencial parceiro, Unidas Podemos, que perdeu sete deputados.