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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Ter | 21.05.19

Eleições Europeias

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Os dados da sondagem da Universidade Católica Portuguesa para as eleições europeias de 2019  apontam para uma estimativa de resultados eleitorais na ordem dos 33% para os socialistas e de 23% para os sociais-democratas. O Bloco de Esquerda seria a terceira lista mais votada, com 9% da intenção dos votos, seguido de perto pela CDU e CDS-PP com 8 % cada. PAN e Aliança alcançariam 3%, o que daria para eleger um deputado.

 

Os restantes partidos, em conjunto, conseguiriam 6% e os votos em branco/nulo seriam superiores a 7%. A sondagem foi realizada entre os dias 16 e 19 de maio a 1882 inquiridos validados, com uma margem de erro máximo de 2,3% e com um nível de confiança de 95%.

 

Se os resultados forem os que se estimam nesta sondagem, o PS e o Bloco sobem em relação às europeias de 2014 e o PCP desce, mas, atenção,  as europeias tendem, graças à abstenção, a beneficiar os comunistas, no dia do voto, em relação às previsões.

 

Na pergunta sobre a intenção de votar, 19% responderam que “Em princípio vai votar” e 49% disseram que “De certeza que vai votar”. Porém, de acordo com a sondagem, a partir destas respostas não é possível prever um valor para a abstenção. Apesar de 49% respondentes afirmaram que iam votar com certeza, não se pode garantir que essa intenção se confirme no dia 26 (dia da votação).

 

De salientar que a proporção de intenções de voto no PS e na CDU aumenta com a idade. Os partidos ditos mais pequenos captam mais eleitorado jovem e quase não entram no escalão etário mais elevado. Ainda, de acordo com o estudo, a intenção de votar é mais forte entre as pessoas com maior grau de escolaridade.

 

As eleições europeias são tradicionalmente as eleições que registam maior taxa de abstenção, quando comparadas com as eleições legislativas de cada país. A taxa de participação nas eleições europeias de 2014 chegou aos 43,1%, tendo Portugal, com 34,5%, sido o oitavo país com abstenção mais elevada, segundo dados divulgados em Bruxelas.

 

A legitimação do Parlamento Europeu por parte dos cidadãos tem vindo a diminuir, nomeadamente no segmento jovem, situação que muitos consideram preocupante e que várias organizações europeias e portuguesas têm procurado reverter.

 

A poucos dias das eleições europeias, todos temem que se repita o cenário de 2014, ano em que a participação eleitoral foi a mais baixa de sempre. A campanha tem sido fraca e os candidatos não têm conseguido galvanizar o eleitorado.

 

É certo que muito mudou desde 2014. A situação económica, a imigração e o terrorismo eram os temas que na altura faziam parte das preocupações dos Europeus. Atualmente os europeus dizem-se agora sobretudo preocupados com o crescimento económico e o combate ao desemprego jovem. A questão da imigração que chegou a estar no topo de preocupações dos europeus desceu significativamente.

 

Há, por outro lado, novas preocupações capazes de influenciar o voto dos eleitores europeus, como as alterações climáticas, a proteção do ambiente e a cibersegurança.

 

Numa altura em que se acumulam as incertezas quanto ao Brexit, os dados disponíveis do Eurobarómetro apontam para que a maioria dos países pretendam continuar na União Europeia. Mais de dois terços dos cidadãos europeus votariam pela permanência se o seu país decidisse referendar a questão. Apenas 14% votaria a favor da saída, enquanto 18% ficaria sem saber o que fazer.

 

Em Portugal são ainda menos aqueles que considerariam abandonar a União Europeia - 7% contra 77% que preferem ficar, os restantes dizem-se indecisos.

 

A poucos dias das eleições para o Parlamento da União Europeia não faltam críticas e desilusões sobre o próximo ato eleitoral que convoca cerca de 500 milhões de cidadãos através dos atuais 28 Estados-membros da UE.

 

Mas é importante votar. O futuro da europa está nas nossas mãos. É preciso que tenhamos consciência disso. O Presidente da República lançou um apelo aos portugueses para que se vote nestas eleições. Seria «traumatizante», na opinião de Rebelo de Sousa, verificar na noite das eleições europeias, que a participação dos portugueses nas urnas não teria ido além dos 25% a 30%. «Seria um mau sinal para a democracia», defendeu Marcelo, apelando aos portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro, para participar.

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