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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Sex | 01.01.16

Em jeito de balanço...

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O ano que agora chega ao fim não deixou saudades. Assinalado por grandes convulsões em várias zonas do mundo, 2015 fica também marcado pela intolerância, pelo ódio, pelo medo, pela violência que foi iniciada em janeiro (com o atentado ao jornal satírico francês Charlie Hebdo) e continuou com atentados terroristas por esse mundo fora; pelo piloto suicida que matou 150 pessoas nos Alpes franceses; pelo drama dos refugiados que fogem da guerra e aos quais a Europa não consegue dar uma resposta cabal e culminou em dezembro (com os ataques terroristas em Paris), reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico.

 

A nível interno, a perda da maioria absoluta nas eleições de outubro para os partidos da direita, permitiu um acordo histórico firmado por António Costa com o Bloco de Esquerda e o PCP e conduziu à formação de um Governo socialista que resultou de uma nova forma de interpretar a configuração das forças políticas parlamentares, que independentemente da sua duração não deixa de ser uma nova perspetiva política.

 

O ano de 2016 começa com uma nova campanha eleitoral para escolher o presidente da República. O próximo chefe de Estado poderá vir a ter um papel crucial, caso os apoios que suportam o Governo socialista se revelarem titubeantes. A derrocada de do Banif, com que fomos infelizmente confrontados,  veio por mais uma vez a nu a debilidade do sistema financeiro e a incompetência de regulação e de supervisão. Espera-se que o ano que hoje começa, seja em tudo diferente e um ano de mudança na verdadeira aceção da palavra. 

 

Pessoalmente, 2015 foi um ano difícil no âmbito familiar e duro sob o ponto de vista profissional. Não tenho vontade de olhar para trás e fazer qualquer tipo de balanço.

 

Resoluções para este ano? «Não faço planos para a vida, para não estragar os planos que a vida tem para mim», como sabiamente dizia Agostinho da Silva. O calendário muda apenas de página, mas tudo permanece igual e a vida continua…

 

Desejo-vos um ano de 2016 com muita saúde! Tudo o mais façam acontecer…