Estimativas da Comissão Europeia contrariam as do governo
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A Comissão Europeia estimou hoje que o défice orçamental para o próximo ano em Portugal atinja os 3,3% do PIB, mais 0,6 pontos percentuais que o esperado pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2015, e a um nível que impede o país de sair de uma situação de défice excessivo.
A fazer fé nas previsões da Comissão Europeia o défice de Portugal deverá derrapar bem além das previsões do Governo e das contas apresentadas, tendo por base as medidas plasmadas na proposta de Orçamento. Bruxelas não acredita que as previsões que Governo calculou para a receita que o Estado pretende arrecadar durante o próximo ano sejam realistas. O problema é que o OE permite subidas na maioria dos itens de despesa, o que parcialmente anula o impacto de redução do défice do aumento das receitas e das medidas de consolidação.
Portugal é assim, no grupo de países que irão estar sujeitos até ao final deste mês à análise da Comissão Europeia às suas propostas de orçamento, aquele que fica mais longe de cumprir a regra de redução do défice estrutural definida no Tratado Orçamental, juntamente com os países do eixo franco ibérico.
A Comissão Europeia prevê também que a dívida pública fique nos 125,1% do PIB em 2015, acima dos 123,7% previstos pelo Governo, e valor que considera só será alcançado em 2016.
Quanto ao crescimento do PIB, Bruxelas está ligeiramente mais pessimista que o Governo. Em 2015, a economia portuguesa deverá crescer 1,3%, quando o Executivo estima um crescimento de 1,5%.
