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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Sex | 31.08.18

Fim da mudança da hora

 

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A Comissão Europeia vai, ao que tudo indica, propor o fim da mudança da hora no espaço europeu e adotar o horário de verão. A notícia foi dada pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

 

A decisão anunciada por Juncker surge na sequência da vontade expressa pela maioria dos cidadãos europeus, que votaram pelo fim da mudança de hora entre verão e inverno, em resposta a um inquérito. Segundo os dados recolhidos entre 4 de julho e 16 de agosto, 80% dos inquiridos votaram a favor do fim da mudança da hora, o que é significativo.

  

Benjamin Franklin foi o percursor desta alteração, em 1784 que ficou conhecida por ‘Daylight Saving Time’. Na altura, o objetivo era poupar em velas.

 

Após a I Guerra Mundial vários países aderiram ao chamado horário de verão, começando pela Alemanha, Império Austro-húngaro, sendo, logo depois, seguidos pelo Reino Unido e pela França. Todos estes países estavam intimamente envolvidos na guerra. Depois de terminada a I guerra vários foram os países que deixaram cair o horário de verão. No entanto, em 1939, com a II Guerra Mundial tornou-se um hábito adotar estas mudanças de horário tendo em conta os confrontos bélicos existentes.

 

Só na década de 70 é que o Daylight Saving Time foi uniformizado, principalmente em 1974, quando os Estados Unidos e vários países europeus foram confrontados por um embargo no petróleo, depois da crise energética de 1973.

 

Nos EUA, por exemplo, houve limitações ao consumo de gasolina e à velocidade a que se conduzia nas autoestradas, para, mais uma vez, haver poupança de recursos, tal como havia acontecido em 1916.

 

Atualmente já não há um impacto económico, mas apenas social no ajustamento dos horários de trabalho e dos horários escolares com a luz solar.

 

Em Portugal, em 1992, o Governo, chefiado por Cavaco Silva adotou o horário da Europa central, mas a opção foi muito contestada, porquanto no verão era dia até às 22h00 e no inverno o sol nascia muito tarde. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres repôs a hora que ainda hoje vigora. Contudo a questão nunca foi pacífica em Portugal e foram muitas as pressões para se manter a hora inalterada.

 

Sou favorável a que não se mude de hora, contudo penso que se devia manter o horário de inverno, até porque está é a hora mais próxima da hora solar.

 

No verão, Portugal está desfasado da hora solar 1 hora e 37 minutos e, com o acerto dos relógios no inverno, a diferença passa a ser de apenas 37 minutos. E realmente a partir da Primavera já não precisamos na verdade de mudar hora para termos os dias mais compridos.

 

Acresce que o horário de inverno faz mais sentido em termos dos nossos ritmos circadianos, que regulam, por exemplo, os horários do sono, sendo este o exemplo mais óbvio da sua importância para o funcionamento do organismo humano.