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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Sab | 20.07.19

Foi há 50 anos!

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Há meio século, nesta data, teve início a missão espacial Apollo 11, a mais importante de toda a história. O mais poderoso foguetão da história, Saturno 5, levava para o espaço três homens. Pouco mais de três dias, após o lançamento, a nave alcançou a Lua.


Estávamos então em plena guerra fria. Em 1959, a União Soviética, que já havia lançado o primeiro satélite artificial da Terra dois anos antes, alcançou a superfície da Lua por meio de uma nave não tripulada, a Luna 2. Em 1961, o primeiro homem a deixar o planeta e viajar pelo espaço foi o cosmonauta soviético Yuri Gagari que retornou em segurança, após dar uma volta em torno da Terra.

 

Como resposta ao crescimento da União Soviética como potência espacial, os americanos intensificaram seu trabalho, com o ambicioso objetivo de enviar a primeira missão tripulada à Lua até o final da década. Em 1961, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, anunciara que a chegada do homem à Lua era um objetivo nacional. Não chegou a assistir a esse feito, dado que foi assassinado em 1963. Porém, a vontade persistiu e a NASA perseguiu este objetivo.


A missão foi preparada ao milímetro para que nada falhasse e na manhã do dia 16 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins decolaram do Kennedy Space Center, na Flórida. Quatro dias mais tarde, Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar a superfície lunar.


Pela televisão, mais de 600 milhões de pessoas assistiam incrédulas ao grande momento em que Armstrong deixava a sua pegada em solo lunar. A fim de marcar o momento, os astronautas deixaram uma bandeira dos Estados Unidos que ainda hoje lá se encontra que também tem algo de português, já que foi uma portuguesa, Maria Isilda Ribeiro de seu nome, quem coseu as bainhas da bandeira. Foi nesse instante que Armstrong proferiu a mítica frase: «Este é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade». Logo depois, Buzz Aldrin também caminhou pela superfície lunar, enquanto Michael Collins pilotava o módulo de comando e serviço. Aldrin e Armstrong passaram duas horas e quinze minutos fora da nave e coletaram 22 kg de material para trazer de volta à Terra.


O presidente americano Richard Nixon fez a mais importante chamada da sua vida para os homens que estavam na Lua, através de um radiotelefone. Os três astronautas foram recebidos em festa por um mundo estupefacto e comovido.


A reentrada na Terra aconteceu no dia 24 de julho daquele ano, encerrando a jornada que havia começado em 16 de julho de 1969, com o lançamento do foguete da missão Apollo 11 e entrou para a história como a primeira missão espacial tripulada a pousar na Lua e retornar ao planeta.