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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Seg | 09.01.17

Globos de Ouro 2017

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Realizou-se ontem a 74.ª edição dos Globos de Ouro, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, que contou com a presença de algumas das mais conhecidas estrelas de Hollywood.

 

Os Globos de Ouro, prémios do cinema e da televisão atribuídos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, são vistos, habitualmente, como uma antecâmara dos Óscares.

 

O filme La La Land conquistou sete galardões nos Globos de Ouro, vencendo em todas as categorias para que estava nomeado.

 

La La Land, uma homenagem aos musicais da época dourada de Hollywood, foi considerado o melhor filme na categoria de comédia ou musical, e arrecadou também prémios de melhor realização - Damien Chazelle -  e melhores interpretações masculina e feminina, para Emma Stone e Ryan Gosling. O filme venceu ainda os prémios de melhor argumento (Damien Chazelle), melhor banda sonora original (Justin Hurwitz) e melhor canção (City of Stars).

 

O vencedor na categoria de melhor drama foi Moonlight, primeira longa-metragem de traços biográficos de Barry Jenkins.

 

Casey Affleck venceu na categoria de melhor ator de drama em Manchester by the Sea e Isabelle Huppert na mesma categoria feminina, pelo desempenho em Elle, filme que conquistou também o galardão de melhor filme estrangeiro.

 

Os prémios de melhor atriz e ator secundários foram para Viola Davis em Fences e Aaron Taylor-Johnson em Animais Noturnos.

 

Na televisão The Crown venceu a categoria de melhor série dramática e Atlanta a melhor série de comédia.

 

O momento alto da noite coube a Meryl Streep, vencedora do prémio carreira, Cecil B. DeMille, a qual teceu duras críticas Donald Trump, sem nunca pronunciar o nome do Presidente eleito.

 

Meryl lembrou o episódio em que Trump gozou com Serge Kovaleski, repórter do New York Times e deficiente físico. «Isso partiu-me o coração, e eu não me consegui recuperar, porque não era um filme, era real. Esse instinto de humilhar quando vem de alguém numa plataforma pública afeta de vida de todos, porque dá permissão para que outros façam o mesmo», disse Meryl Streep emocionada, acrescentando, ainda que «o desrespeito convida o desrespeito e a violência incita a violência», continuou. «Quando os poderosos usam sua posição para intimidar os outros, todos nós perdemos».