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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qui | 13.11.14

Greve do Metro

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(Imgem do Google)

O Metropolitano de Lisboa está a funcionar, normalmente, apesar de estar marcada uma greve para o dia de hoje. Esta já é a sétima greve agendada par este ano.

Os sindicatos dos trabalhadores apelaram aos funcionários do Metro para se apresentarem ao trabalho, embora não retirarem o pré-aviso de greve. É que, segundo os sindicatos, os serviços mínimos decretados para a paralisação de 24 horas poderiam colocar em causa a segurança dos utentes deste transporte público.

Sempre considerei a greve como uma forma de luta legítima e consagrada constitucionalmente. No entanto, tenho alguma dificuldade em entender a greve do Metro de Lisboa.

Ah e tal é para defender o serviço público, lutar contra a privatização e pela deterioração das condições de trabalho blá, blá, blá…então querem prejudicar o patronato, certo?

Mas não é isso que acontece. Os sindicatos incitam os trabalhadores a praticar uma greve que visa prejudicar o patronato – Estado -, mas quem na realidade sai prejudicado são os milhões de utentes que diariamente utilizam este meio de transporte. E os utentes são duplamente lesados. Primeiro, porque já pagaram por um serviço que temporariamente deixa de ser prestado, e depois porque terão que recorrer ou a viatura própria ou a outro transporte alternativo que lhes sai do bolso.

A sensação que me dá é que se trata de uma greve feita ao contrário: prejudica inocentes e beneficia os responsáveis.

E não há ninguém que perceba esta coisa óbvia?