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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qui | 07.05.15

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Dias Loureiro foi ministro do MAI de Cavaco, secretário-geral do PSD  e Conselheiro de Estado. Criou, graças à sua rede de influências, o Banco Português de Negócios(BPN) que administrou juntamente com Oliveira e Costa e que teve o desfecho trágico que todos conhecemos.

No último debate quinzenal Catarina Martins do BE interpelou Passos Coelho sobre Dias Loureiro: «quando o Estado tentou penhorar os bens de Dias Loureiro, ele não tinha nada em seu nome, tinha tudo em nome de familiares. Um homem que não tinha nada, mas veja lá que é tão metódico que até conseguiu, anos depois, comprar parte da editora que editou seu livro, em que aproveita para se queixar dos SMS de Paulo Portas e enxovalhar o CDS». Passos Coelho respondeu à deputada do BE nos termos seguintes: «É verdade que me encontrei com o senhor doutor Dias Loureiro, e espero que ele não se sinta visado nem ultrapassado por eu ter suposto que - estou convencido que ele sabe - com o que viu no mundo e com a experiência que adquiriu, partindo de Aguiar da Beira, que não é por se viver no interior, que hoje não podemos, graças às muitas renovações tecnológicas, graças a muito trabalho de transformação da economia portuguesa, vencer na vida e ter negócios bem-sucedidos».

Alheio a tudo isto, Dias Loureiro passeia-se, «impunemente», de Jaguar, por Lisboa,como refere Paulo Morais, e ainda é apontado por Passos Coelho como um caso de sucesso e um exemplo que deve ser seguido por todos aqueles que queiram singrar na vida.

Isto explica muito do que foi o Cavaquismo, para que serviu e os princípios e valores que os seus «figurões» prosseguiam.