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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Sab | 06.12.14

Intenção de Voto nas Legislativas - Sondagem Aximage

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O Jornal de Negócios publica hoje uma sondagem da Aximage, onde se tenta perceber os impactos eleitorais causados pela detenção de José Sócrates.

O Partido Democrático Republicano (PDR), liderado por Marinho e Pinto e o Livre, de Rui Tavares, são as únicas forças políticas que estão, neste momento, a subir nas sondagens, e com forte possibilidade de formarem grupos parlamentares nas eleições legislativas de 2015. Segundo esta sondagem, o PDR obtém 4,1% das intenções de voto, duplicando a votação em apenas um mês. Já o Livre chega aos 2,9%, contra 2,1% na sondagem realizada em novembro. Todos os outros partidos com representação parlamentar descem nas intenções de voto.

O PS, ainda em convulsão pela prisão preventiva de José Sócrates e cinco dias após o congresso, perde algum fôlego, se bem que os danos para o PS sejam para já residuais, relativamente ao passado mês de novembro que conseguiu 38,5%, caindo levemente em dezembro para os 37,4%.

O PSD tem vindo a recuperar desde outubro, mas baixou agora ligeiramente para os 31%. A CDU continua definir-se como a terceira força política, com 7,6% nesta sondagem, e o BE surpreendentemente obtém 5,2%, contra 6% em novembro. O CDS continua em queda, conseguindo apenas 5,1%. A abstenção revela números expressivos e preocupantes 32,4 embora seja uma tendência em queda.

Esta sondagem foi realizada pela Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz, nos dias 1 a 4 dos corrente mês, através uma amostra aleatória simples de 607 entrevistas e uma taxa de resposta de 80,7%, cuja margem de erro rondará os 5%, aproximadamente.

Tudo isto são intenções que não passam disso mesmo. Estamos em Dezembro de 2014 e faltam 10 meses para as próximas legislativas num cenário de enorme volatilidade política. Até lá «muita água vai passar por debaixo da ponte».