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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Qua | 22.02.17

«Lisbon Papers»

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Segundo notícia avançada pelo Jornal Público, o Fisco deixou sair do país dez mil milhões de euros para paraísos fiscais, entre 2011 e 2014, sem qualquer tipo de controlo, durante os anos em que Paulo Núncio foi secretário de Estado e Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque responsáveis pela pasta das Finanças.

 

O dinheiro terá sido comunicado ao fisco pelos bancos, ao abrigo da lei, mas a administração fiscal fez «vista grossa» e deixou passar as transferências.

 

A Autoridade Tributária confirmou que nos anos em causa, houve 20 declarações financeiras apresentadas ao fisco pelos bancos que não foram tratadas pela autoridade tributária. O jornal refere ainda que em 2015 o dinheiro transferido para paraísos fiscais cresceu 133% face ao ano anterior, para 8885 milhões de euros. A maior fatia do dinheiro foi transferida para as Baamas, cerca de 4790 milhões de euros. Seguem-se Hong Kong e o Panamá. Não deixa de ser contudo estranho como é que o fisco é tão célere e exigente com os seus concidadãos e tão desatento com o dinheiro que sai lá para fora!

 

O caso está a ser investigado pela Inspeção Geral de Finanças a pedido do Ministério das Finanças. Esquerda e direita já pediram audições sobre a fuga de capitais para paraísos fiscais.

 

Veremos agora como o PSD e o CDS vão descalçar esta bota. Espermos que sejam tão proativos quanto foram no caso da CGD e levem o caso até às últimas consequências.

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